A Meta acaba de dar novos sinais de que não pretende ficar limitada a feeds e selfies. Documentos internos obtidos pelo site The Information revelam que a dona do Instagram e do WhatsApp trabalha em um smartwatch batizado de “Malibu 2”, com lançamento previsto para 2026. O relógio deve atuar como um hub de controle para os óculos inteligentes Ray-Ban Meta, combinando monitoramento de saúde, comandos de IA generativa e gestos para realidade aumentada (RA).
Por que o Malibu 2 é diferente dos smartwatches de hoje?
A companhia já tentou entrar nesse mercado em 2021, mas o projeto original foi cancelado por custos e limitações técnicas. O Malibu 2, porém, nasce em um cenário bem mais favorável:
- Potência de IA no pulso: a Meta quer embarcar a mesma assistente Meta AI dos óculos Ray-Ban, permitindo que o usuário dite mensagens, crie conteúdos e traduza idiomas sem tocar no celular.
- Integração total com RA: rumores indicam que o smartwatch substituirá as atuais pulseiras neurais de controle gestual, tornando-se o “joystick” dos futuros óculos de realidade mista da empresa.
- Ecossistema cross-plataforma: diferente da Apple (watchOS) ou da Samsung (One UI Watch), a Meta pretende adotar um sistema baseado em Android modificado, potencialmente compatível com qualquer smartphone, seja ele iPhone ou Android.
Ficha técnica esperada (e o que ainda é segredo)
Até o momento não há especificações oficiais, mas fontes ligadas ao projeto citam:
- Chipset Qualcomm Snapdragon W5+ ou sucessor, otimizado para IA local;
- Tela OLED de alta resolução com frequência acima de 60 Hz — ideal para gestos rápidos;
- Sensores biométricos avançados (ECG, SpO2, temperatura de pele) para rivalizar com Apple Watch Series 9 e Pixel Watch 2;
- Bateria superior a 24 h com carregamento rápido; o modelo anterior falhava exatamente na autonomia;
- Microfones e alto-falantes de campo amplo para chamadas e captura de áudio 3D.
Fica a incógnita sobre a proteção de dados. A Meta já enfrentou críticas relacionadas à privacidade, e a empresa precisará deixar transparente como armazena leituras de saúde e comandos de voz.
A guerra no pulso: Meta x Apple x Google x Samsung
O Malibu 2 chegará a um ringue lotado:
- Apple Watch Series X (2025?): deve trazer oxímetro de próxima geração e baterias de estado sólido;
- Google Pixel Watch 3: aposta em integração Fitbit e IA Gemini para insights de saúde personalizados;
- Samsung Galaxy Watch 7: deve ser o primeiro relógio a usar chips Exynos 3 nm e biossensores de glicose não invasivos.
O trunfo da Meta será justamente servir de ponte entre wearables e óculos inteligentes, segmento ainda sem concorrentes de peso. Se a estratégia der certo, a empresa poderá criar um ecossistema completo de computação espacial — do feed de Instagram aos hologramas sobre a mesa.
Imagem: Internet
Impacto prático para você
Para o consumidor gamer, o relógio pode permitir gestos de mão que substituem controles tradicionais em jogos de RA. Para quem corre ou faz academia, a promessa é de métricas mais ricas graças à análise de IA — imagine receber dicas de postura em tempo real no próprio óculos. E, claro, tudo isso sem precisar trocar de smartphone: basta parear via Bluetooth ou Wi-Fi.
O que vem primeiro: novos óculos ou o relógio?
Segundo as fontes, a Meta priorizou lançar uma segunda geração dos óculos Ray-Ban já em 2025, enquanto o headset de realidade mista “Phoenix” escorregou para 2027. O Malibu 2, portanto, chegaria em 2026 para consolidar essa ponte entre visão e pulso.
Ainda teremos de esperar por detalhes oficiais de preço, sistema operacional e compatibilidade, mas o movimento deixa claro: a Meta não quer que você olhe para o celular quando puder simplesmente falar com o seu relógio — ou piscar para os seus óculos.
Com informações de Mundo Conectado