Durante a NAMM 2026, em Anaheim (EUA), a Shure revelou o SLX-D+, nova geração do seu sistema de microfone sem fio digital que já chega cercada de expectativa. O sucessor direto do SLX-D agora traz faixa de sintonia de até 138 MHz, criptografia AES-256, gerenciamento remoto inspirado no Axient Digital e algoritmos de supressão de feedback — um combo que, na prática, promete eliminar os principais pesadelos de quem trabalha com áudio ao vivo, streaming ou produção de vídeo.
Por que a faixa de 138 MHz importa?
No universo dos microfones sem fio, quanto maior a faixa de sintonia, mais fácil é encontrar um canal limpo em ambientes congestionados. Concorrentes diretos, como o Sennheiser EW-DX (88 MHz) ou o RØDE Wireless PRO (128 MHz), já ofereciam boa margem, mas ficar restrito a metade ou dois terços dessa largura pode obrigar o técnico a ter múltiplas versões do mesmo sistema em estoque. Com 138 MHz, o SLX-D+ opera em diferentes bandas sem precisar trocar de hardware, reduzindo inventário e custo de logística.
Controle remoto em tempo real: ShowLink Ease
Derivada da tecnologia ShowLink, a função ShowLink Ease garante comunicação bidirecional permanente entre transmissor e receptor. Ligou o bodypack ou o handheld? Ele já se emparelha ao receptor e permite ajustes de ganho, pad ou mute a partir da mesa ou do software, sem tocar no artista — um recurso antes restrito às linhas topo de linha da Shure.
Interferência? O sistema troca de canal sozinho
Além da ampla sintonia, o SLX-D+ monitora o espectro em tempo real. Se a frequência atual sofrer interferência, o receptor escolhe outro canal limpo e atualiza transmissor e receptor simultaneamente, sem dropouts audíveis. Em shows, cultos ou gravações externas, essa automação pode ser a diferença entre um take perfeito e um áudio perdido.
Supressão digital de feedback
Ambientes reverberantes ou monitores muito altos costumam gerar microfonia. O SLX-D+ emprega algoritmos de Digital Feedback Reduction (DFR) que detectam o início do apito e atenuam a banda crítica antes que o público perceba. Resultado: mais ganho de volume, menos correria no palco.
Compatibilidade e expansão simplificada
Quem já investiu na linha SLX-D pode ficar tranquilo: cápsulas, bodypacks e receptores continuam compatíveis. A Shure ainda lançou um novo receptor duplo de meio rack e manteve a função de cascata de RF, permitindo até 12 canais interligados sem splitters externos. Para quem opera igrejas, auditórios ou pequenos festivais, isso significa montar sistemas multicanais complexos sem empilhar acessórios.
Imagem: Internet
Disponibilidade e configurações
De acordo com a Shure, o SLX-D+ chega ao mercado brasileiro em fevereiro de 2026 em kits com transmissor de mão, bodypack ou versão portátil para câmeras ENG. Como de costume na marca, baterias recarregáveis e carregadores serão vendidos separadamente, mas a compatibilidade com a linha SB903 foi mantida.
Vale a pena ficar de olho?
Se você produz conteúdo ao vivo e já sofreu com chiado, latência ou microfonia, o SLX-D+ aparece como um upgrade natural em relação ao SLX-D original e uma alternativa mais acessível que a linha Axient Digital. Para quem está montando estúdio ou ampliando o setup de eventos, o ganho de agilidade no backstage — somado à segurança da criptografia AES-256 — pode justificar o investimento antes mesmo da primeira apresentação.
Com informações de Mundo Conectado