A Apple prepara a primeira grande virada de chave da Siri desde o seu lançamento. Segundo o jornalista Mark Gurman (Bloomberg), a assistente pessoal ganhará cérebro turbinado pelo Google Gemini já na atualização iOS 26.4, com demonstrações oficiais previstas para a segunda quinzena de fevereiro de 2026. É a estreia prática do que a companhia chamou de “Apple Intelligence” na WWDC 2024 — e, desta vez, com promessas que devem realmente chegar às mãos dos usuários.
Os três superpoderes que a nova Siri vai ganhar
De acordo com o relatório, a reformulação foca em recursos que fazem diferença no dia a dia, seja você um gamer mobile, um criador de conteúdo ou quem só quer produtividade extra no bolso:
- Consciência de tela aprimorada: a Siri entenderá o que está aberto no display para oferecer ajuda contextual (por exemplo, sugerir copiar um código de rastreio que aparece em um e-mail ou iniciar uma playlist adequada ao jogo que você está rodando).
- Respostas hiperpersonalizadas: graças ao aprendizado dos seus hábitos, histórico de apps e até padrões de sono registrados pelo Apple Watch, as interações ficarão menos genéricas e mais “de primeira classe”.
- Ações dentro de apps: a assistente passará a executar tarefas complexas — enviar arquivos no Files, editar uma imagem no Photos ou iniciar a gravação de tela — sem que você precise tocar no display.
Por dentro da engenharia: Apple Foundation Models v10 + Google Gemini
Todo o processamento acontece no Private Cloud Compute da Apple, um cluster de servidores focado em privacidade que roda o Apple Foundation Models v10 (1,2 trilhão de parâmetros). O diferencial é que esses modelos incorporam partes do Gemini, a IA multimodal do Google que vem se mostrando versátil em textos, imagens e código.
Para quem compara números: o GPT-4 da OpenAI, por exemplo, trabalha na faixa dos trilhões de parâmetros, mas sem a integração vertical que a Apple faz entre hardware (chips A-e-M-series) e software. Na prática, isso deve resultar em respostas mais rápidas e com menor consumo energético — algo crucial para a bateria do iPhone, iPad ou MacBook.
Siri hoje vs. Siri amanhã: quão grande é o salto?
Em nossos testes atuais (iOS 26.3 beta), a Siri ainda deixa a desejar frente a Alexa e Google Assistant, especialmente em entendimento de contexto. Segundo Gurman, a nova versão se aproximará de chatbots como o Gemini Advanced e o ChatGPT-4o em qualidade linguística, mas com a vantagem de estar embutida no sistema.
Para gamers mobile, isso significa comandos de voz completos durante partidas de Call of Duty Mobile ou Genshin Impact sem lag perceptível. Criadores de conteúdo terão legendas ou resumos de vídeo gerados no ato, usando apenas o microfone dos AirPods Pro.
Por que a Apple escolheu o Google e não OpenAI ou Anthropic?
A Apple negociou com as três casas, mas o acordo com o Google venceu por um mix de fatores: valores de licenciamento menores que os “vários bilhões anuais” pedidos pela Anthropic e menos conflito estratégico do que a OpenAI, que flerta com lançar seu próprio hardware. Além disso, uma decisão judicial recente validou a parceria Apple–Google na busca, reduzindo riscos antitruste.
Imagem: Internet
Quando (e como) você vai testar?
Se o cronograma não escorregar, as betas públicas do iOS 26.4 devem pintar em março. Ter um iPhone 18 ou mais recente, bem como 20 GB livres para baixar o pacote, será requisito mínimo. MacBooks com chipset M3 receberão funções similares no macOS 26.4, embora com menos restrições de espaço em disco.
O que vem depois: iOS 27 e a era dos chatbots nativos
A etapa seguinte, prevista para o iOS 27 e macOS 27, usará o Apple Foundation Models v11, “quase no patamar do Gemini 3” segundo Gurman. Parte do processamento deverá ocorrer diretamente na nuvem do Google, indicando que a colaboração se aprofundará. Ou seja, veremos uma Siri que conversa em tempo real, cria planilhas complexas no Numbers e até programa shortcuts avançados — tudo sem apps de terceiros.
Por que isso importa para você (e para o seu setup)
• Produtividade: menos tempo mexendo em menus, mais tempo rendendo no trabalho ou nos estudos.
• Bateria e desempenho: IA otimizada para o hardware Apple significa menos calor e mais FPS estável em jogos pesados.
• Ecosistema ampliado: a Siri renovada se integra com acessórios HomeKit, fones, teclados Bluetooth e mouses gamer que você já utiliza — um ponto a considerar antes de montar ou atualizar seu setup.
Assim, a próxima versão da Siri não é só um upgrade de software; é um passo estratégico que coloca a Apple de volta na corrida de IA, agora com o peso do Google Gemini por trás. Se você está de olho em trocar de iPhone ou turbinar o Mac com novos periféricos, vale acompanhar cada beta: a forma como interagimos com os dispositivos da maçã pode mudar radicalmente nos próximos meses.
Com informações de Mundo Conectado