Enquanto muitas marcas disputam quem entrega mais potência ou câmeras com dezenas de megapixels, a Infinix resolveu apostar em um conjunto equilibrado — e surpreendentemente fino — para abrir 2026. O Infinix Note Edge chega com o recém-anunciado chipset MediaTek Dimensity 7100, tela curva de alto brilho e apenas 7,2 mm de espessura, tudo isso custando a partir de US$ 200 (aprox. R$ 1.076 em conversão direta).
Por que esse lançamento importa?
A Infinix se posiciona na mesma prateleira de intermediários premium que hoje abriga nomes como Galaxy A55, Redmi Note 13 Pro 5G e Motorola Edge 50 Fusion. Porém, nenhum deles chega ao consumidor já rodando o Android 16 de fábrica — ponto que coloca o Note Edge em vantagem quando o assunto é longevidade de software. A promessa de três grandes atualizações de sistema e cinco anos de patches de segurança reforça esse diferencial.
Tela curva luminosa: 120 Hz e 4.500 nits
O display de 6,78” usa painel AMOLED com resolução 1,5K (entre Full HD+ e Quad HD+) e bordas laterais simétricas de apenas 1,87 mm. Para jogadores competitivos, chama atenção a taxa de amostragem de toque de 2.800 Hz, muito acima dos 480 Hz encontrados em rivais da mesma faixa de preço. Já o pico de brilho de 4.500 nits deve assegurar boa visibilidade mesmo sob sol forte — na prática, número semelhante só é visto hoje em modelos premium como Galaxy S24 Ultra.
Dimensity 7100: o que ele entrega na prática?
Fabricado em 4 nm, o novo Dimensity 7100 posiciona-se entre o popular 7050 (presentes nos Galaxy M55 e Realme 11 Pro) e o mais robusto 7200. Segundo a MediaTek, o chip traz CPU 15% mais rápida e GPU 20% mais eficiente que a geração anterior. Na prática, isso significa taxas de quadros estáveis em títulos como Call of Duty Mobile e Genshin Impact, além de mais bateria sobrando no fim do dia.
A RAM chega a 8 GB, podendo ser expandida virtualmente via armazenamento interno. Para consumo de mídia, os alto-falantes estéreo afinados pela JBL prometem som encorpado, combinação rara em modelos abaixo de US$ 250.
Bateria para seis anos — ao menos no papel
Dependendo do país, o Note Edge virá com 6.150 mAh ou 6.500 mAh. Em ambos os casos, a Infinix garante que a célula manterá 80% da capacidade inicial depois de 2.000 ciclos — algo próximo de seis anos de uso diário. O carregamento de 45 W preenche toda a bateria em 62 minutos, de acordo com números oficiais, superando o que vemos em concorrentes como o Pixel 7a (18 W) ou Galaxy A35 (25 W).
Câmera principal de 50 MP: sensor grande, foco rápido
O módulo traseiro traz sensor de 1/2”, padrão adotado por outras marcas nos intermediários premium. A Infinix não detalhou as demais lentes, mas afirma que o pós-processamento foi otimizado para cenários noturnos, aproveitando a alta luminosidade do sensor.
Imagem: Internet
Construção ultrafina, mas reforçada
Apesar dos 7,2 mm de espessura e 185 g, o aparelho ostenta Gorilla Glass 7i na frente e certificação IP65, suficiente para resistir a poeira e respingos. Entre as cores — Lunar Titanium, Silk Green, Stellar Blue e Shadow Black — a variante verde adota traseira de poliuretano texturizado, inspirada na seda e que facilita a pegada.
Inteligência artificial a um toque
Na lateral fica um botão físico programável. Por padrão ele chama o assistente de IA Folax, capaz de transcrever áudio em tempo real, resumir documentos e traduzir conversas — funções similares ao que Google e Samsung oferecem, mas sem exigir assinatura extra.
E a chegada ao Brasil?
A Infinix ainda não comentou sobre lançamento em território brasileiro. A marca já atua por aqui com a linha Note 50 e o recém-chegado GT 30 Pro, então a expectativa é de que o Note Edge também desembarque. Caso o preço se mantenha próximo do valor internacional, ele pode acirrar a disputa no segmento de até R$ 1.500.
Com tela de topo, processador atualizado e promessa de software prolongado, o Infinix Note Edge surge como opção interessante para quem busca um smartphone fino, potente e pronto para vários anos de uso sem gastar muito.
Com informações de Mundo Conectado