Chega de aulas cheias de slides e pouca prática. Um novo levantamento da Adapta mostra que 53,8 % dos trabalhadores brasileiros querem treinamentos de inteligência artificial aplicados diretamente na rotina. O movimento, que antecipa o que veremos até 2026, sinaliza a consolidação da IA como ferramenta estratégica — e, para quem domina as skills certas, o ganho financeiro já é real.
Do “PowerPoint” à codificação de agentes: a virada prática
De acordo com o estudo, a maior frustração dos profissionais em 2025 foi o excesso de teoria (27,6 %). Os times perceberam que conceitos genéricos não ajudam na hora de configurar agentes, automatizar processos ou criar soluções com modelos generativos. Em outras palavras, a curva de aprendizado ficou cara para o negócio — e lenta para quem quer turbinar a carreira.
“Conteúdos excessivamente teóricos não acompanham a velocidade das transformações no ambiente corporativo”, resume Eduardo Coelho, Head de Marketing da Adapta. A mensagem foi recebida: empresas que oferecem workshops práticos vêm acelerando a autonomia das equipes e, de quebra, ganham produtividade quase imediata.
As cinco competências de IA que mais vão valer ponto em 2026
O ranking do estudo mostra uma clara mudança de maturidade. Confira o top 5 de skills cobiçadas para os próximos dois anos:
- Uso de ferramentas específicas de IA — 52 %
- Análise de dados com IA — 44,6 %
- Engenharia de prompt — 43 %
- Visão estratégica e liderança em IA — 41,6 %
- Criação e otimização de agentes — 41,2 %
A lista revela que “saber usar o ChatGPT” já não basta: o mercado procura profissionais que conectem a IA aos objetivos de negócio e executem projetos reais — de dashboards a chatbots internos.
Salário: dominar IA pode engordar o holerite em até 43 %
Dados da Lightcast, publicados pela Fast Company, mostram que vagas que exigem ao menos uma habilidade em IA pagam, em média, 28 % a mais. Se o candidato reúne duas competências, o prêmio salarial sobe para 43 %. No Brasil, engenheiros de IA já faturam de R$ 8 mil a R$ 32 mil mensais, dependendo da senioridade.
Quem já está usando IA no país?
A pesquisa detectou que apenas 7,4 % dos profissionais ainda não utilizam agentes de IA no trabalho. Entre os demais, 34,6 % configuram agentes para tarefas específicas, e 28,4 % combinam várias automações — número que sobe para 63 % quando somamos os níveis intermediário e avançado. Na liderança, 71,6 % dos gestores têm conhecimento intermediário ou avançado, integrando modelos generativos à tomada de decisão.
Imagem: William R
Hardware também faz diferença: o que ter na mesa para estudar IA
Para quem pretende colocar a mão na massa em 2026, investir no setup certo acelera a curva de aprendizado. Notebooks com GPUs Nvidia RTX Série 40 ou desktops equipados com placas Radeon RX 7000 já possibilitam rodar modelos locais, testar frameworks como TensorFlow e treinar small LLMs sem depender 100 % da nuvem. Teclados mecânicos com switches silenciosos ajudam na maratona de prompt engineering, enquanto mouses com alta precisão garantem agilidade na edição de datasets.
Não é preciso montar um supercomputador digno de data center, mas vale comparar especificações e prever upgrades: mais memória RAM (32 GB ou 64 GB) e SSD NVMe de alta velocidade reduzem gargalos ao trabalhar com grandes conjuntos de dados.
Próximo passo para empresas e profissionais
Se 2025 foi o ano do “descobrimento” da IA, 2026 será o ano da especialização prática. Empresas que querem vantagem competitiva precisam migrar dos cursos introdutórios para bootcamps hands-on, enquanto profissionais devem combinar teoria sólida com projetos reais — seja treinando um modelo de predição em Python ou integrando APIs generativas a um fluxo de atendimento.
O recado é simples: quem aprender fazendo chega primeiro. E, pelos números, chega ganhando mais.
Com informações de Hardware.com.br