O Google apresentou o G32, um design de controle remoto que recarrega sozinho com a luz do ambiente — da lâmpada da sala à tela da TV — e, na prática, nunca fica sem bateria. A ideia é simples: disponibilizar o projeto para fabricantes de dispositivos com Android TV ou Google TV, acelerando a chegada de controles “eternos” às casas dos consumidores.
Como funciona a mágica das células solares orgânicas
O segredo está em células fotovoltaicas orgânicas desenvolvidas pela sueca Epishine e integradas pela sul-coreana Ohsung Electronics, parceira de longa data do Google. Diferente de painéis tradicionais de silício, o material orgânico:
- Converte luz artificial, não apenas luz solar direta, em energia;
- É bifacial: capta luminosidade dos dois lados, carregando mesmo se o controle cair virado para baixo;
- Tem espessura de poucas frações de milímetro, preservando o design leve e compacto.
Segundo a Epishine, basta algo em torno de 200 lux (iluminação típica de uma sala) para manter o G32 operando indefinidamente.
Por que isso importa para você?
Quem joga ou faz streaming sabe o drama: bem na hora de iniciar uma partida ou maratonar uma série, o controle acusa pilhas fracas. Com o G32, esse problema desaparece — e de quebra você economiza na compra de pilhas alcalinas ou recarregáveis.
Há também o impacto ambiental. Estima-se que 3 bilhões de pilhas sejam descartadas anualmente no mundo. Eliminando duas pilhas AAA por controle, milhões de unidades deixam de parar em aterros sanitários.
G32 x Samsung Eco Remote: o que muda?
A Samsung já vende controles solares nas linhas Neo QLED e OLED, mas o alcance do Google pode ser maior por adotar um modelo de referência aberto. Em vez de ficar restrito a uma marca, fabricantes como TCL, Philips, Hisense ou mesmo dongles do tipo Fire TV Stick e Chromecast podem aderir ao design sem partir do zero.
Na prática, isso significa que o recurso tem chance de se tornar novo padrão de mercado, não um diferencial de luxo.
Imagem: Internet
Quando você terá um controle assim em mãos?
O G32 ainda não acompanha nenhum dispositivo de varejo, mas empresas que já utilizam os modelos Google G10 e G20 — presentes, por exemplo, nas TVs Onn. (Walmart) — poderão migrar rapidamente. A expectativa do setor é ver os primeiros produtos comerciais com o novo controle já em 2025, impulsionados pela pressão por soluções sustentáveis.
Economia e sustentabilidade na mesma embalagem
Além do conforto de nunca trocar pilhas, o consumidor ganha pontos de sustentabilidade — algo cada vez mais valorizado na hora de escolher uma TV, set-top box ou projetor doméstico. Para as marcas, a redução de componentes descartáveis simplifica a logística e melhora a imagem verde perante investidores e órgãos regulatórios.
No fim das contas, o G32 é mais do que um simples controle: é um passo rumo a eletrônicos com baixo ou zero manutenção, que funcionam 24/7, preservam o bolso e o planeta — e deixam sua jogatina (ou aquela maratona de séries) livre do pesadelo das pilhas descarregadas.
Com informações de Mundo Conectado