Uma investida jurídica da Take-Two Interactive, controladora da Rockstar Games, tirou do ar a versão de GTA: Vice City que rodava diretamente no navegador do portal DOS Zone. A remoção aconteceu após um aviso de DMCA (Digital Millennium Copyright Act) entregue pela empresa de proteção de marcas Ebrand, que representa a dona da franquia. Se você estava curtindo o clima “Miami anos 80” sem instalar nada, acabou a festa — e a história revela por que a publisher não abre mão de cada byte do game.
O que motivou a remoção?
Segundo a notificação, o DOS Zone “facilitava o uso não autorizado de conteúdo protegido”. Embora o site exigisse que o jogador informasse dados ou chaves da cópia original, a Take-Two alegou que o projeto não tinha qualquer autorização, licença ou aval oficial. Resultado: o jogo, um dos mais acessados do portal, foi retirado em poucas horas.
Lei de direitos autorais: Vice City só em domínio público em 2097
Nos Estados Unidos, obras criadas como work for hire (trabalho por encomenda) recebem proteção de até 95 anos após a publicação ou 120 anos a partir da criação — o que ocorrer primeiro. Publicado em 2002 no PlayStation 2 e em 2003 no PC e no primeiro Xbox, Vice City ficará preso ao cofre legal da Take-Two pelo menos até 2097. Em outras palavras: ainda temos mais de sete décadas até que qualquer um possa mexer livremente no código sem infringir a lei.
E as versões open source no GitHub?
Pelos caminhos da engenharia reversa, desenvolvedores independentes já disponibilizaram três ports de código aberto do game na plataforma GitHub — um deles bem parecido com o que rodava no DOS Zone. Até agora, nenhum desses repositórios recebeu uma notificação DMCA da Take-Two, mas o histórico da empresa indica que esses projetos podem virar alvo a qualquer momento.
Impacto para o jogador: como voltar a Vice City sem trombar na lei
1. Versões oficiais para PC: A edição digital do clássico ainda pode ser encontrada em lojas como Steam e Rockstar Launcher. Mesmo um notebook gamer de entrada, equipado com uma GPU GTX 1050 Ti ou Radeon RX 6500 XT, roda Vice City folgadamente em Full HD.
2. Mods e texturas HD: Prefere gráficos modernizados? Há pacotes de textura que elevam a resolução para 4K. Para isso, placas de vídeo atuais como a GeForce RTX 3060 ou Radeon RX 7600 garantem sobra de desempenho, além do suporte a upscalers como DLSS e FSR.
3. Controles e periféricos: Jogar Vice City com um gamepad Bluetooth ou explorar o mapa com teclado mecânico retroiluminado acrescenta conforto e estilo. Detalhes que fazem diferença se você está revisitando a saga ou apresentando o clássico a novos gamers.
Imagem: William R
Por que a Take-Two não dá trégua a ports e remakes?
Não é a primeira nem a última vez que a empresa age. Em 2021, a companhia derrubou mods de GTA III e San Andreas que usavam engenharia reversa. Vazamentos de GTA 6 também foram combatidos com processos. Para a publisher, qualquer distribuição não autorizada pode canibalizar vendas, atrapalhar planos de remaster e até comprometer futuras coleções — e o mercado de remasters vale milhões.
E agora? Fique de olho em remasters e coleções
Rumores indicam que a Rockstar prepara novas versões melhoradas dos GTAs da era PlayStation 2 para PC e consoles atuais. Se isso se confirmar, é provável que a empresa intensifique ainda mais a proteção em torno dos ports alternativos — afinal, cada download “não oficial” pode significar uma venda a menos quando o remaster chegar.
Enquanto isso, quem quiser reviver Tommy Vercetti e companhia sem dor de cabeça deve recorrer às cópias licenciadas e preparar o setup apropriado: um SSD NVMe para agilizar os loadings, um monitor de 144 Hz para suavizar a jogatina e, claro, aquele headset confortável para curtir a trilha sonora que marcou época.
No fim das contas, a mensagem da Take-Two é clara: Vice City continua sendo um patrimônio exclusivo da Rockstar — e você ainda vai precisar de hardware (e licença) legítimos para acelerar pela Ocean Beach ao som de “Billie Jean”.
Com informações de Hardware.com.br