Prepare-se para uma CES 2026 digna de final de Copa do Mundo. Entre 6 e 9 de janeiro, Las Vegas será palco de telas colossais, sistemas de áudio que “lêem” sua sala e processadores de 2 nm capazes de turbinar tanto produtividade quanto FPS nos games. A seguir, reunimos os lançamentos mais quentes e o impacto prático de cada um para quem gosta de tecnologia — e quer investir no próximo upgrade.
TVs maiores, mais brilhantes e prontas para os 90 minutos decisivos
A demanda por televisores maiores ganha força sempre que há Mundial de Futebol, mas em 2026 os fabricantes decidiram combinar tamanho com salto de qualidade de imagem.
Samsung Micro RGB — A sul-coreana adota micro-LEDs menores de 100 µm nas cores vermelha, verde e azul em painéis de 55” a 75”. Resultado: contraste de OLED sem risco de burn-in, 100 % de volume de cor certificado e picos de brilho que devem ultrapassar 2 000 nits, ideal para salas bem iluminadas.
LG Micro RGB Evo — Leva o processamento refinado da linha OLED Evo para um LCD retroiluminado por Micro RGB. Chega primeiro em 75”, 86” e 100 polegadas. A promessa é reduzir o “halo” típico do mini-LED e manter os pretos mais profundos para quem assiste no escuro.
TCL SQD mini-LED — Uma evolução da tecnologia QD-mini-LED, agora com zonas de iluminação mais densas e design ultrafino de menos de 2 cm. O modelo Nxtvision A400 Pro disputa espaço direto com a The Frame Pro da Samsung, oferecendo modo quadro e calibração Pantone.
Hisense RGB mini-LED — Aposta em versões mais acessíveis, mas sem sacrificar brilho de três dígitos de zonas locais. Ideal para quem quer tela grande para a Copa sem estourar o orçamento.
Por que isso importa para você?
- Esportes em 4K a 120 Hz: Todos os modelos citados contam com HDMI 2.2 (nova geração) e VRR, minimizando borrões em lances rápidos.
- Gaming de próxima geração: Baixa latência nativa, Game Mode automático e suporte a HDR10+ ou Dolby Vision 2 para cores mais precisas nas cutscenes.
Dolby Vision 2 e HDMI 2.2: o combo que faz diferença no sofá
Anunciado na IFA 2025, o Dolby Vision 2 estreia oficialmente na CES. Entre as melhorias estão:
- Metadados dinâmicos com picos de 12-bit.
- Melhor tratamento de cenas escuras — adeus, “blobs” em filmes noturnos.
- Frame Rate Boost que combina com HDMI 2.2 para transmissões esportivas em 4K/144 Hz.
LG Sound Suite: som de cinema sem fio e sem gambiarras
Quem já penou para calibrar caixas traseiras vai gostar do LG Sound Suite, primeira soundbar com Dolby Atmos FlexConnect. O sistema reconhece a posição das caixas, mapeia obstáculos e ajusta fase, volume e reflexões de parede via microfones embutidos. Em outras palavras, você posiciona as caixas onde couber e o algoritmo faz o resto.
Imagem: Internet
Notebooks IA e processadores de 2 nm: desempenho de desktop na mochila
Intel Panther Lake aterrissa com litografia de 2 nm, prometendo até 35 % mais performance por watt em relação ao Meteor Lake. Combinado à GPU integrada Xe2 e blocos dedicados de IA, o chip equipará ultrafinos Lenovo Yoga e ThinkPad focados em IA híbrida: parte do processamento é local, parte em nuvem. Gamers casuais podem esperar saltos de 20 FPS em eSports leves, segundo dados preliminares da Intel.
Galaxy XR: quando seu notebook vira telão pessoal
Em parceria com o Google, a Samsung detalha o Galaxy XR, headset de realidade mista que projeta múltiplos monitores virtuais, cria avatares realistas em videochamadas e oferece “cinema pessoal” para longos voos. De fábrica, o dispositivo já vem otimizado para apps Android, prometendo integração instantânea com smartphones Galaxy e PCs Windows via Google Play Services.
Robôs domésticos ganham cérebro (e discrição)
Samsung Bespoke AI Jet Bot Steam Ultra detecta líquidos derramados, decide entre esfregar ou desviar e ainda usa vapor para remover manchas. Já a LG inova com base oculta que cabe em armários, reduzindo ruído visual na sala. A Ecovacs vai além da faxina: seus novos modelos se conectam a sensores de cortina, ar-condicionado e iluminação para orquestrar a automação completa da casa.
Vale a pena esperar?
Se você planeja trocar de TV antes da Copa do Mundo, a CES 2026 mostra que vale considerar Micro RGB ou mini-LED de nova geração, principalmente pelos ganhos em brilho, contraste e taxa de atualização. Para quem busca áudio imersivo sem cabos aparentes, a soundbar da LG surge como forte candidata. Já notebooks com Panther Lake podem adiar a necessidade de uma GPU dedicada para trabalho leve em 3D. Em resumo, 2026 será o ano em que telas maiores, som flexível e IA on-device se tornam padrão — e isso muda a forma como consumimos entretenimento (e jogamos) em casa.
Com informações de Mundo Conectado