À primeira vista, nada mudou: desde o Galaxy S20 Ultra, lançado em 2020, a Samsung mantém a bateria de 5.000 mAh em todos os seus topos de linha da série Ultra. Mas, no recém-anunciado Galaxy S25 Ultra, a marca garante que a autonomia avançou — e muito — graças a uma combinação de chip de 3 nm, inteligência artificial e um design de célula mais denso. O resultado, segundo a fabricante, é uma experiência que se aproxima de dois dias completos de uso moderado, algo antes reservado a smartphones com 6.000 mAh ou mais.
Por que 5.000 mAh ainda faz sentido em 2025?
Em um encontro com jornalistas, Renato Citrini (Gerente Sênior de Marketing de Produto) e Rafael Aquino (Diretor de Produto de Mobile eXperience) explicaram que, embora “mAh” seja o dado que salta na ficha técnica, a eficiência energética evolui muito mais rápido que a capacidade nominal. O S25 Ultra ficou 0,7 mm mais fino e 13 g mais leve que o S24 Ultra, sem abrir mão do mesmo tanque. Isso só foi possível com células mais compactas e um layout interno redesenhado para liberar espaço ao novo sistema de resfriamento em câmara de vapor.
Os três pilares da nova autonomia
1. Chip de 3 nm: Fabricado pela Samsung Foundry, o processador tem litografia 25% mais densa e consome até 30% menos energia que o Snapdragon 8 Gen 3 for Galaxy presente no S24 Ultra.
2. Gestão térmica avançada: o dissipador aumentou 15% em área, mantendo o clock alto por mais tempo sem esquentar — algo que, indiretamente, também poupa bateria.
3. Galaxy AI Energy Mode: um modo de economia “inteligente” que ajusta a frequência da CPU, a taxa de atualização da tela e o pré-carregamento de apps com base no seu histórico de uso. A Samsung fala em ganho real de 10 a 15 % no fim do dia.
AI Energy Mode em ação: economia que você não vê
Diferente dos modos de economia clássicos, que limitam brilho ou desativam 5G, o AI Energy Mode atua nos bastidores. Se você abre o Instagram sempre depois do WhatsApp, ele pré-carrega cache de imagens enquanto ainda está na conversa, evitando picos de CPU depois. Já aplicações pesadas de IA — como resumo de textos ou edição generativa de fotos — rodam em uma NPU otimizada para não ultrapassar 3 W de consumo instantâneo.
Concorrentes já oferecem 6.000 mAh e 120 W. Por que a Samsung não segue?
Marcas chinesas como Xiaomi e Realme apostam em baterias de silício-carbono e carregadores de 120 W, preenchendo 6.000 mAh em menos de 25 min. A Samsung, porém, continua nos 45 W. O motivo? longevidade química. Com a promessa de sete anos de updates, a bateria precisa durar todo esse ciclo sem cair abaixo de 80 % de saúde. Cargas ultra-rápidas geram calor extra e aceleram a degradação — algo que viraria dor de cabeça para quem pretende ficar vários anos com o aparelho.
Imagem: Internet
O que muda na prática para games, streaming e trabalho?
• Gamers: testes internos mostram até 1h20 min a mais de jogatina em títulos competitivos, graças ao chip 3 nm + refrigeração maior.
• Streaming: em Wi-Fi 6E, é possível maratonar 16 h de Netflix em brilho médio antes de chegar aos 10 %.
• Produtividade: a combinação DeX sem fio + AI Copilot promete um turno inteiro de trabalho conectado a um monitor externo, algo inimaginável no S20 Ultra.
Vale a pena esperar pelo S25 Ultra?
Se você já usa um S24 Ultra, a evolução de autonomia deve ficar entre uma e duas horas. Mas para quem vem de gerações com Exynos 990 (S20) ou Snapdragon 888 (S21), o salto pode representar até 30 % de bateria extra no mesmo tamanho de célula — e sem sacrificar design ou segurança. Para entusiastas que valorizam performance estável e pretendem manter o aparelho por muitos anos, o “tanque invisível” do S25 Ultra pode ser exatamente o equilíbrio que faltava.
Com informações de Mundo Conectado