A disputa silenciosa pelo posto mais cobiçado do Vale do Silício acaba de ganhar um personagem que ninguém esperava: Tony Fadell, engenheiro que conduziu o nascimento do iPod e, por tabela, abriu caminho para o iPhone, estaria disposto a assumir a presidência da Apple quando Tim Cook pendurar as chuteiras — algo que pode acontecer já em 2026, segundo fontes internas.
Quem é Tony Fadell e por que o nome dele ainda carrega peso em Cupertino
Aos 56 anos, Fadell soma vitórias marcantes no currículo. Além de ter liderado o projeto que transformou o iPod em símbolo de toda uma geração, ele deixou a Apple em 2008 para fundar a Nest Labs, responsável por popularizar termostatos e câmeras inteligentes para casas conectadas — empresa vendida ao Google por US$ 3,2 bilhões em 2014.
No mercado, Fadell é visto como um líder hands-on, conhecido por cobrar resultados agressivos e inovar em design e experiência de usuário. Essa mesma postura, porém, dividiu opiniões dentro da Apple no passado, o que levanta dúvidas sobre a receptividade do seu eventual retorno ao cargo máximo.
Tim Cook planeja a saída? O que sabemos até agora
Cook completa 14 anos como CEO em 2025 e, embora tenha levado a Apple a valor de mercado inédito, enfrenta críticas pela demora em reagir à onda de inteligência artificial puxada por Microsoft, Google e, mais recentemente, pela OpenAI. Analistas ouvidos pelo The Information acreditam que Cook já prepara uma transição suave, especialmente após mudanças em sua rotina pessoal e a saída de executivos-chave como Lisa Jackson (meio ambiente) e Kate Adams (conselheira geral).
Os favoritos dentro da casa — e o fator surpresa Fadell
Por tradição, a Apple costuma promover talentos internos. Hoje o nome mais quente é John Ternus, vice-presidente de engenharia de hardware e responsável pelas linhas de iPhone, iPad e Mac. Trazer um ex-funcionário após 16 anos fora seria um movimento raro e arriscado, embora não impossível se a diretoria buscar uma guinada estratégica.
IA, realidade mista e chips de casa: os desafios que aguardam o próximo CEO
Até 2027 veremos a consolidação do processador Apple Silicon M-series de 3 nm, a expansão do headset Apple Vision Pro e a estreia do iPhone 18, já cogitado para trazer um coprocessador neural focado em IA generativa. O líder que assumir o leme terá de:
Imagem: Internet
- Integrar IA generativa ao iOS, macOS e serviços como Apple Music e iCloud;
- Manter a margem de lucro dos iPhones em um mercado de smartphones saturado e pressionado por marcas chinesas como Xiaomi e Honor;
- Expandir o ecossistema de wearables — Apple Watch e AirPods — reforçando recursos de saúde e realidade aumentada;
- Continuar a transição ecológica para componentes reciclados, área que perdeu a vice-presidente Lisa Jackson.
O que muda para você, consumidor entusiasta de hardware?
Uma eventual gestão Fadell poderia acelerar produtos voltados à casa inteligente, segmento no qual ele é especialista, e influenciar a próxima geração de acessórios — imagine um HomePod com câmera integrada, termostato nativo no iOS ou AirPods com sensores de temperatura corporal. Já para gamers, a pressão por mais desempenho gráfico nos chips M-series e no futuro A19 Bionic só deve aumentar, o que beneficia quem busca frames altos em títulos como Resident Evil Village no Mac ou Genshin Impact no iPhone.
Vale ficar de olho
Mesmo que Fadell não vença a corrida, a simples menção do seu nome sinaliza que a Apple está aberta a retomadas ousadas. Para o investidor, é alerta de que mudanças profundas — possivelmente envolvendo IA embarcada em todos os devices — estão no horizonte. Para o usuário final, é a chance de ver o ecossistema ganhar fôlego novo e, quem sabe, receber recursos que realmente impactem a rotina, como automação residencial nativa e mais poder de fogo para jogos AAA.
Por enquanto, Cook segue no comando e a linha 2025/2026 de produtos, que inclui o iPhone 17 Pro Max de 6,9″ e câmera de 48 MP, permanece no roadmap. Mas a briga pela cadeira mais alta já começou — e, se depender de Tony Fadell, a próxima revolução da Apple pode nascer de um velho conhecido.
Com informações de Mundo Conectado