Quem esperava apertar o botão de ligar e encontrar um Windows 11 mais “ligeirinho” após a última atualização pode se frustrar. A Microsoft passou a pré-carregar o Explorador de Arquivos (File Explorer) junto com o sistema operacional, prometendo tempos de abertura menores. No entanto, testes conduzidos pelo site Windows Latest mostram que a novidade traz ganhos mínimos e, em muitos cenários, o Explorer do Windows 10 continua abrindo e navegando pastas com folga de vantagem.
Pré-carregamento consome o dobro de RAM — mas quase não acelera
A ativação do preload faz o processo do Explorador ocupar cerca de 35 MB extras de memória, praticamente o dobro do consumo registrado sem a função. Embora a quantidade seja pequena para máquinas com 8 GB ou 16 GB de RAM, ela existe — e o benefício, segundo os testes, é difícil de notar na prática.
No uso cotidiano, a diferença de tempo para abrir ou fechar a janela é tão discreta que passa despercebida pela maioria dos usuários. O preload só mostra serviço quando a memória já está “no limite”, com vários aplicativos abertos. Nessa situação, o Explorer inicia um pouco mais rápido, mas ainda longe da agilidade do Windows 10.
Por que o Explorer do Windows 11 é mais lento?
O cerne do problema não está no preload, mas na forma como o Explorer foi reconstruído. Enquanto o Windows 10 usa a interface Win32 tradicional, o Windows 11 adotou uma camada de design moderna baseada em WinUI/XAML. Essa camada oferece animações, transparências e integração com a estética Fluent Design, porém cobra desempenho em PCs com hardware modesto.
Resultado: abrir pastas, carregar miniaturas de imagens e até chamar o menu contextual (botão direito) fica perceptivelmente mais lento em comparação ao Explorer clássico.
Impacto real para gamers, criadores de conteúdo e usuários “Power User”
Se você lida com bibliotecas extensas de jogos na Steam, mods em discos secundários ou projetos de vídeo 4K, cada segundo perdido navegando entre diretórios conta. Nesses casos, investir em um SSD NVMe PCIe 4.0 ou aumentar a RAM para 16 GB ou 32 GB pode mascarar parte da lentidão, mas não elimina o gargalo de software.
Para quem edita muitas fotos ou projetos de áudio, a recomendação prática continua a mesma: manter o Windows e os drivers atualizados, desativar visualizações inúteis no Explorer e, se possível, usar gerenciadores de arquivos alternativos — alguns oferecem versões gratuitas e até suporte a abas duplas.
Imagem: Internet
Ficar no Windows 10, atualizar hardware ou esperar um patch?
Com o fim do suporte oficial ao Windows 10 programado para outubro de 2025, a médio prazo todo mundo terá de escolher entre migrar para o Windows 11, saltar para o Windows 12 (quando chegar) ou adotar distribuições Linux voltadas para desktop. Até lá, se a sua principal dor de cabeça é apenas o Explorador, não há urgência em trocar de sistema, principalmente se você roda hardware mais antigo como processadores Intel de 7ª geração ou SSDs SATA.
Já para quem comprou recentemente um notebook com processadores Ryzen 7000 ou Intel Core 13ª geração, a diferença tende a ser menor, pois a CPU e o SSD mais rápidos compensam parte do atraso. De todo modo, analistas apontam que somente uma revisão profunda do código — algo que a Microsoft ainda não confirmou — seria capaz de colocar o Explorer do Windows 11 no mesmo patamar de fluidez que o bom e velho Explorer do Windows 10.
Vale acompanhar as próximas atualizações
A Microsoft tem testado novas otimizações no canal Canary do Windows Insider, onde funcionalidades experimentais chegam antes do público geral. Se você gosta de viver na vanguarda (e tolera instabilidades), pode habilitar o canal de testes e conferir se a gigante de Redmond trará, enfim, um Explorer à altura do hardware moderno.
No fim das contas, o pré-carregamento é um paliativo — útil em cenários específicos, mas longe de resolver a lentidão estrutural introduzida pela interface WinUI. Por ora, a recomendação é simples: mantenha drivers de vídeo, firmware do SSD e Windows Update em dia. Essas pequenas ações, combinadas a componentes de armazenamento e memória mais velozes, ainda são a forma mais eficaz de driblar o gargalo enquanto o Explorer não ganha uma reformulação completa.
Com informações de Adrenaline