Se você sempre admirou aqueles mundos épicos, mas travou diante de árvores de habilidades gigantes ou sistemas de batalha cheios de números, a boa notícia é que existem RPGs feitos sob medida para quebrar essa barreira. Eles entregam trama envolvente, evolução clara e mecânicas didáticas ― tudo no ritmo perfeito para quem está começando. A seguir, você confere 10 títulos recomendados por críticos e jogadores veteranos que funcionam como “porta de entrada” para o gênero em 2024.
Pokémon (Switch, 3DS e mobile)
Qualquer versão principal da série ― de Pokémon FireRed a Scarlet/Violet ― é praticamente um tutorial vivo de RPG por turnos. Cada ginásio introduz um conceito novo de forma gradual: fraquezas elementais, status, montagem de equipe. Somado a isso, o jogo raramente pune o iniciante; basta trocar de monstrinho e tentar de novo. No Switch, edições físicas como “Let’s Go Pikachu + Poké Ball Plus” costumam aparecer em oferta na Amazon e já vêm prontas para jogar em modo portátil ou dock.
Stardew Valley (PC, Switch, PlayStation, Xbox, iOS e Android)
Começa como “jogo de fazendinha” e, sem perceber, você está administrando gado, minerando em masmorras e upando cinco atributos diferentes. Tudo evolui com o uso, sem planilhas ou min-max. No PC, roda até em notebooks de entrada com gráficos integrados Ryzen, uma ótima pedida para quem ainda não investiu em GPU dedicada.
Final Fantasy X (PlayStation, Xbox, Switch e PC)
O clássico da Square Enix traz batalhas em turnos transparentes (você vê a ordem de ação antes de atacar) e o famoso Tabuleiro de Esferas, que apresenta visualmente como seu personagem cresce. A versão HD Remaster roda a 60 fps em placas de vídeo modestas como a GeForce GTX 1650, garantindo experiência suave sem gastar muito.
Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age (Multi)
Imagine pegar toda a tradição dos RPGs japoneses e colocar um manual embutido no jogo. É isso que a versão S faz: menus limpos, dificuldade progressiva e humor leve. Fãs de animes costumam se apaixonar pelo visual em cel-shading. No Steam Deck, roda nativamente e é excelente para quem prefere jogar deitado no sofá.
Kingdom Hearts HD 1.5 + 2.5 ReMix (PlayStation, Xbox, PC e Switch via cloud)
Quer ação em tempo real? Aqui basta apertar ataque, pular e soltar magia — tudo com Sora, Donald e companhia Disney. As builds são simples: troca de chaveiro, habilita combo, equipa acessório. Quem comprou teclado ou controle com switches rápidos vai sentir a diferença nos contra-ataques.
Undertale (PC, Switch, PlayStation e Xbox)
Minimalista e genial. Gráficos 16-bit, duração de 6 a 7 horas e sistema de combate que mistura turno com minijogo de desviar balas. O foco é narrativa e decisões morais: lutar ou dialogar? A escolha muda tudo. Ótimo para entender a importância de enredo nos RPGs sem encarar um roteiro de 100 horas.
Fire Emblem: Three Houses (Nintendo Switch)
RPG tático costuma assustar por causa de fórmulas de dano e posicionamento. Three Houses resolve com tutoriais curtos, mapa claro e personagens carismáticos que evoluem nas aulas do monastério. Ótimo para quem gosta de xadrez e quer dar o próximo passo. Com um pro-controller bem calibrado, a experiência fica ainda melhor.
Imagem: Reprodução
The Elder Scrolls V: Skyrim Anniversary Edition (PC, PlayStation, Xbox e Switch)
Pensou em liberdade? Pensou em Skyrim. Use arco para virar arqueiro, espada para guerreiro, magia para mago — simples assim. Mods gratuitos no PC ainda adicionam texturas 4K e suporte a DLSS, perfeito para quem acabou de comprar uma RTX 4060.
The Witcher 3: Wild Hunt Complete Edition (Multi)
Combate acessível, menus claros e progressão objetiva. As quests bem escritas fazem você evoluir sem “grind”. A versão atualizada para a nova geração inclui ray tracing, mas ainda roda bem em GPUs intermediárias como a RX 6600. Se curtir a história, já há uma trilogia de livros na Amazon para mergulhar ainda mais no universo de Geralt.
Chrono Trigger (PC, iOS, Android e SNES clássico)
Considerado por muitos o “RPG perfeito”: ritmo ágil, zero enrolação e sistema de Techs que demonstra sinergia entre personagens sem complicar. Mesmo a versão mobile preserva a trilha sonora de Yasunori Mitsuda e os visuais de Akira Toriyama. Um must-play que cabe em qualquer bolso (e qualquer smartphone).
Como escolher seu primeiro RPG
• Quer ação frenética? Opte por Kingdom Hearts.
• Prefere narrativa emocional? Undertale ou The Witcher 3.
• Gosta de pixel art retrô? Vá de Chrono Trigger.
• Curte estratégia? Fire Emblem: Three Houses.
Independentemente da escolha, todos os títulos acima ensinam o essencial: ganhar experiência, gerenciar recursos, tomar decisões e, principalmente, se divertir. Depois do primeiro passo, o universo dos RPGs oferece mundos praticamente infinitos ― e aí é só equipar seu melhor headset, ajustar a sensibilidade do mouse e continuar explorando.
Com informações de Olhar Digital