A pressão funcionou. Depois de uma enxurrada de críticas nas redes sociais e fóruns especializados, a LG confirmou que vai permitir apagar o ícone do Microsoft Copilot adicionado recentemente à tela inicial de suas Smart TVs com webOS. A mudança chegará em uma atualização de software já prometida pela empresa, mas ainda sem data exata para download.
O que aconteceu?
Um update liberado na última semana inseriu um atalho fixo do Copilot — o assistente de IA da Microsoft — bem no meio da home das TVs. Ao tocar no ícone, o webOS não abria um app nativo, e sim o navegador da TV, carregando a versão web do Copilot. Até aí tudo bem, não fosse um detalhe incômodo: não havia maneira oficial de remover o atalho.
O problema feriu um dos pilares de usabilidade em smart TVs, a customização da interface. Para quem organiza apps e HDMI inputs meticulosamente, um botão permanente que não faz parte do dia a dia é irritante — e, em última instância, desperdiça espaço de destaque que poderia ser usado para Netflix, Prime Video ou até para a entrada do PC gamer.
Por que a LG voltou atrás tão rápido?
A repercussão negativa foi imediata. Em grupos do Reddit e no X (ex-Twitter), consumidores ameaçaram boicote e passaram a recomendar produtos concorrentes da Samsung e da TCL, que oferecem liberdade maior de personalização no Tizen e no Google TV. Vendo o estrago à reputação da marca premium, a LG se pronunciou ao site The Verge explicando que:
- O Copilot não é um aplicativo integrado; trata-se apenas de um atalho na home.
- Microfone e permissões são ativados somente com consentimento do usuário.
- Um novo patch permitirá excluir o ícone “em breve”.
Marketing agressivo de IA x Experiência do usuário
Não é a primeira vez que um fabricante empurra recursos de IA sem solicitar aval. A própria Microsoft foi duramente criticada ao adicionar o Bing Chat (agora Copilot) na barra de tarefas do Windows 11. No universo mobile, a Samsung faz o mesmo com o Galaxy AI em modelos topo de linha. A tendência é clara: colocar a inteligência artificial na vitrine a qualquer custo.
Para quem já escolheu a TV e quer só assistir a um filme ou espelhar o Nintendo Switch, esse “push” de IA soa excessivo. Por outro lado, há consumidores que querem conversar com uma IA na sala, pedir recomendações de séries ou planejar a lista de compras sem levantar do sofá. O equilíbrio passa por dar opção de ativar ou desativar, algo que a LG prometeu corrigir.
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Imagem: Internet
- Controle sobre a interface: televisores com Google TV geralmente permitem remover qualquer atalho ou criar perfis de usuário; já modelos com webOS (LG) e Tizen (Samsung) têm limites diferentes. Verifique antes de finalizar a compra.
- Hardware para IA integrada: recursos como upscaling por inteligência artificial pedem processadores robustos (α9 Gen 6 na LG OLED evo, Neural Quantum Processor na Samsung Neo QLED). Mais poder significa menus ágeis e melhor tratamento de imagem.
- Conectividade para games: se o seu foco é jogar no Xbox Series X ou em um PC com RTX 40, procure portas HDMI 2.1, taxa de 120 Hz nativa e suporte a VRR (Variable Refresh Rate). A LG C3 e a Samsung S90C são boas referências.
Com ou sem Copilot, a escolha final vai além da polêmica do ícone. Fique atento ao conjunto de painel, áudio, sistema operacional e, claro, à possibilidade de personalizar tudo isso como bem entender.
Quando chega a atualização?
A LG não cravou uma data. A empresa pode liberar a correção via hotfix — um patch rápido que aparece quando você liga a TV — ou esperar o próximo pacote grande do webOS. Para não perder o update, habilite a opção de “Atualização automática” nas configurações ou faça a verificação manual periodicamente.
No fim das contas, quem sai ganhando é o consumidor, que recupera o controle sobre a própria tela inicial sem abrir mão de testar o Copilot se desejar. A lição para o mercado é clara: IA é incrível, mas só encanta quando respeita a escolha do usuário.
Com informações de Adrenaline
