Rumores vindos de fontes próximas às fabricantes parceiras da NVIDIA apontam que a empresa deve diminuir em até 40% a produção inicial das placas GeForce RTX 5060 Ti e RTX 5070 Ti, modelos que devem chegar ao mercado em 2025 já equipados com memórias GDDR7. Caso o corte se confirme, poderemos ver preços mais salgados e estoques limitados logo nos primeiros meses de venda.
Por que a NVIDIA estaria pisando no freio?
A resposta está no caixa da companhia. Desde 2023, a divisão de data centers e aceleradores de inteligência artificial fatura cifras dez vezes maiores que o braço gamer. Com a demanda por IA crescendo em ritmo vertiginoso, a NVIDIA prioriza as GPUs H100 e B100 — deixando as placas de vídeo para consumidores em segundo plano.
O gargalo da GDDR7
Outro ponto crítico é o custo e a disponibilidade da memória GDDR7. A nova geração promete largura de banda superior, mas ainda tem produção limitada e preço elevado. Se a NVIDIA precisar disputar cada wafer com outros segmentos, reduzir a tiragem das GPUs mainstream se torna um movimento quase inevitável.
Impacto direto para quem pretende atualizar o PC
Menos oferta costuma se traduzir em maior pressão sobre o varejo. Se um corte de até 40% realmente chegar às prateleiras, compradores podem enfrentar:
- Preços de lançamento acima do esperado — especialmente na janela inicial.
- Estoques que evaporam rápido em promoções ou eventos como Amazon Prime Day.
- Dependência de revendas internacionais, com impostos extras.
Vale a pena esperar ou mirar em outras placas?
Comparadas às atuais RTX 4060 Ti/4070 Ti, as futuras RTX 5060 Ti e 5070 Ti devem trazer:
- Novo processo de fabricação (TSMC N4P) com eficiência energética até 15% melhor.
- Núcleos RT de 4ª geração e Tensor de 5ª geração, otimizando desempenho em ray tracing e DLSS 4 (ainda não confirmado).
- Clock de memória superior graças à GDDR7 de 32 Gbps.
Se você busca ray tracing em 1440p ou planeja mergulhar em jogos com path tracing, esperar pode valer a pena. Por outro lado, as RTX 4070 Super e Radeon RX 7700 XT já entregam alto desempenho e podem ficar mais competitivas em preço conforme os estoques de 50-series demorem a chegar.
Imagem: William R
Como o cenário pode evoluir
Mesmo com a possível redução, parceiros AIB (ASUS, Gigabyte, MSI, etc.) tentam negociar lotes maiores para manter presença no varejo. A decisão final deve considerar:
- A velocidade com que a Samsung e Micron conseguirão ampliar a produção de GDDR7.
- O avanço da competição: a AMD deve lançar GPUs RDNA 4 no mesmo período.
- A resposta do mercado a gerações anteriores reposicionadas — promoções agressivas na série 40 podem segurar compradores.
Fique de olho nos próximos meses
A NVIDIA costuma oficializar novas GPUs na Computex ou em eventos próprios no segundo semestre. Até lá, acompanhar variações de preço das séries atuais e monitorar anúncios de memória GDDR7 pode ajudar a planejar melhor a próxima compra de placa de vídeo.
Com informações de Hardware.com.br