A Xiaomi está prestes a mergulhar em mais um segmento de acessórios conectados: o dos rastreadores inteligentes. Rumores quentes vindos do Weibo indicam que o novo Xiaomi Tag será apresentado ainda em dezembro, ao lado do aguardado Xiaomi 17 Ultra, do smartwatch Watch S5 e dos fones Buds 6. O dispositivo promete disputar espaço diretamente com o Apple AirTag e o Samsung Galaxy SmartTag, mas tem um trunfo que costuma fazer diferença na hora da compra: preço agressivo.
Por que você deveria se importar?
Perder chave, mochila ou mala em viagem é dor de cabeça na certa. Os rastreadores equipados com Bluetooth e Ultra-Wideband (UWB) resolvem esse problema ao oferecer localização de alta precisão, inclusive em ambientes fechados. Se a Xiaomi repetir sua estratégia de valores competitivos — algo comum em fones, smartwatches e câmeras de segurança da marca —, o consumidor brasileiro terá, enfim, uma opção mais em conta frente aos importados da Apple e da Samsung.
Principais recursos esperados
- UWB integrado: mesma tecnologia presente nos topos de linha da Xiaomi, permitindo apontar a direção exata do objeto a poucos centímetros.
- Compatibilidade com a rede Google Find My Device: o rastreador deverá usar a malha de dispositivos Android ao redor para detectar o item mesmo offline.
- Design compacto e minimalista: ainda sem imagens oficiais, mas registros regulatórios apontam para um disco fino, com superfície lisa, no padrão do segmento.
- Integração total ao MIUI/HyperOS: deve existir um painel dedicado para alertas de distância, modo perdido e compartilhamento de acesso com outros membros da família.
Como ele se posiciona frente aos concorrentes
Apple AirTag — A referência do mercado custa em torno de R$ 300 no varejo brasileiro, exige iPhone para configuração e usa a rede Find My, hoje com mais de um bilhão de aparelhos. A bateria do AirTag dura cerca de um ano (CR2032 substituível).
Samsung Galaxy SmartTag2 — Sai por volta de R$ 250, conversa prioritariamente com smartphones Galaxy via app SmartThings Find e também traz UWB nos modelos +. A bateria CR2032 promete 500 dias.
Xiaomi Tag — Especialistas de mercado acreditam que chegue abaixo de R$ 200 no lançamento na China, algo que poderia derrubar o valor de importação a patamares inéditos. Caso se confirme a compatibilidade com o Find My Device do Google, qualquer celular Android recente poderá participar da rede de busca, ampliando o alcance global do acessório.
O que é Ultra-Wideband na prática?
Diferente do Bluetooth tradicional, o UWB envia pulsos de rádio de curtíssima duração em múltiplas frequências, medindo o tempo que o sinal leva para chegar ao smartphone. Essa “trigonometria” resulta em uma precisão de centímetros, ideal para achar objetos escondidos atrás do sofá ou no meio da bagagem. Para o usuário gamer, por exemplo, significa não perder o controle do console; para quem vive viajando, é a garantia de rastrear bagagens até em conexões complicadas.
Imagem: Internet
Janela de lançamento
Fontes ligadas à cadeia de produção chinesa apontam um evento entre 20 e 26 de dezembro. Nele, o Xiaomi 17 Ultra deve dividir os holofotes com o Xiaomi Tag. Caso o cronograma se mantenha, as vendas na China podem começar ainda este ano, enquanto a disponibilidade global ocorreria no primeiro trimestre de 2025.
Vale a pena esperar?
Se você já considerava investir em um AirTag ou Galaxy SmartTag, mas freou ao ver o preço, a Xiaomi Tag tem tudo para ser o divisor de águas. Além do custo possivelmente menor, a compatibilidade com o Find My Device do Google — que cobre milhões de aparelhos Android — elimina a barreira de ecossistemas fechados. Em outras palavras: você não precisará trocar de celular para rastrear seus itens com eficiência.
Agora é questão de semanas para sabermos design, preço final e autonomia de bateria. Se a Xiaomi repetir a fórmula “muito por pouco”, o mercado de rastreadores ganhará mais competitividade — e o consumidor, mais tranquilidade para não perder nada pelo caminho.
Com informações de Mundo Conectado