O primeiro dobrável triplo da Samsung finalmente ganhou nome e ficha técnica oficial, mas veio acompanhado de uma ausência que deu o que falar: o Galaxy Z TriFold não aceita a caneta S Pen. A confirmação partiu da própria gigante sul-coreana, que atualizou sua página de suporte deixando claro que nenhum modelo de S Pen — nem mesmo a edição Fold — funcionará no novo display de 10 polegadas. O anúncio quebra a tradição iniciada no Galaxy Note e mantida em gerações recentes do Z Fold, gerando dúvidas sobre a estratégia da marca para o acessório que ajudou a definir a categoria de “phablets”.
Por que a Samsung abriu mão da S Pen?
Fontes de bastidores indicam dois motivos principais. Primeiro, a complexidade do painel com duas dobradiças: a área de vidro ultrafino (UTG) precisou ser ainda mais fina para suportar três segmentos, o que aumenta o risco de riscos e quebras com a pressão da caneta. Segundo, a engenharia interna ficou tão compacta que não haveria espaço para o digitizer, a camada eletromagnética que detecta os 4.096 níveis de pressão da S Pen.
Ao optar pela robustez da tela e por uma bateria de 5.600 mAh, a Samsung sacrificou a compatibilidade com o stylus — decisão que também apareceu no recente Galaxy Z Fold 6 (lançado globalmente como Fold 7). A mensagem é clara: nos dobráveis de 2024 em diante, a S Pen deixa de ser prioridade.
O que o TriFold ainda oferece para produtividade?
Mesmo sem a caneta, o TriFold chega ao mercado como um mini-tablet que cabe no bolso. Sua tela Dynamic AMOLED de 10” entrega resolução de 2160 × 1584 p e taxa de atualização adaptativa de 120 Hz, excelente para dividir a interface em três janelas ou abrir planilhas lado a lado. Para quem edita fotos ou grava vídeos, o conjunto de câmeras liderado por um sensor de 200 MP promete nível de detalhamento semelhante ao do Galaxy S24 Ultra.
Comparativo rápido: TriFold vs concorrentes
Xiaomi Mix Fold 3: mantém suporte a stylus e traz zoom óptico de 5×, mas oferece “apenas” 8,03” de tela interna e bateria de 4.800 mAh.
OnePlus Open: dobrável tradicional de 7,8”, sem caneta oficial, mas pesa menos que o TriFold — 245 g contra estimados 285 g da Samsung.
Z Fold 5 (2023): suporta S Pen Fold Edition, porém perde no tamanho de tela (7,6”), na autonomia (4.400 mAh) e no sensor principal de 50 MP.
Imagem: Internet
Impacto para o usuário gamer e criativo
Jogos como Genshin Impact e Call of Duty Mobile devem rodar com folga graças ao chipset Snapdragon 8 Gen 4 optimizado para dobráveis, empurrado por 16 GB de RAM. No entanto, artistas digitais que gostavam de rascunhar diretamente na tela podem sentir falta da precisão da S Pen, migrando para tablets Galaxy Tab S9 ou soluções como o Apple Pencil no iPad Pro.
Caixa turbinada: carregador de 45 W volta a acompanhar o aparelho
Enquanto Apple e várias fabricantes Android removeram carregadores das embalagens, a Samsung surpreende ao incluir um adaptador de 45 W, cabo USB-C e capa com textura de fibra de carbono. Em testes internos, a carga completa teria levado cerca de 55 minutos — quase metade do tempo visto no Z Fold 4 com o mesmo carregador.
Lançamento e disponibilidade
O Galaxy Z TriFold estreia primeiro na Coreia do Sul em dezembro de 2024, chega aos EUA no primeiro trimestre de 2026 e ainda não tem data confirmada para o Brasil. O preço local também permanece em sigilo, mas analistas estimam algo próximo aos US$ 1.999 praticados no lançamento do Z Fold 5.
Mesmo sem a S Pen, o pacote de hardware faz do TriFold um dos dobráveis mais ambiciosos já apresentados. Se a ergonomia da tela tripla convencer e a Samsung garantir durabilidade, o modelo pode inaugurar uma nova categoria de dispositivos híbridos entre smartphone e tablet — deixando a caneta, por ora, em segundo plano.
Com informações de Mundo Conectado