A Xiaomi aproveitou a madrugada chinesa para colocar no ar, sem alarde, dois novos integrantes da família Redmi: Redmi R70 e Redmi R70m. Apesar do lançamento silencioso, os aparelhos chamam atenção por entregar baterias gigantescas — de até 6.300 mAh — combinadas a uma tela fluida de 120 Hz e preço inicial abaixo de R$ 1,3 mil (convertido). A estratégia mira usuários que priorizam autonomia, seja para maratonar séries, trabalhar o dia todo ou jogar sem medo da tomada.
Por que isso importa?
Enquanto concorrentes de entrada como Galaxy A05s (5.000 mAh) e Moto G24 (5.000 mAh) ainda patinam nos 90 Hz, a Xiaomi entrega aqui dois dias de uso potencial com painel LCD de 120 Hz. Para quem consome muito vídeo ou roda jogos leves, a combinação tela fluida + bateria parruda faz diferença direta na experiência — e na conta de luz, já que você recarrega menos.
Ficha técnica compartilhada
Visualmente idênticos, R70 e R70m repetem quase todos os componentes internos:
- Painel LCD de 6,9″ HD+ (1.600 × 720 px) com taxa de atualização de 120 Hz e amostragem de toque de 240 Hz.
- Processador Unisoc T8300, gravado em 6 nm, aliado a RAM LPDDR4x e armazenamento UFS 2.2.
- Surge OS 3, interface da Xiaomi baseada em Android.
- Câmera traseira única de 13 MP e frontal de 8 MP.
- Carregamento cabeado de 15 W e reverso de 7,5 W.
- Espessura de 8,15 mm e peso de 210 g.
Onde, afinal, eles diferem?
A única discrepância fica na célula de energia:
- Redmi R70: 6.000 mAh
- Redmi R70m: 6.300 mAh
Na prática, os 300 mAh extras significam cerca de 1 h a mais de streaming contínuo ou algumas partidas adicionais no Free Fire antes do aviso de bateria fraca. Para perfis que só recarregam à noite, essa folga pode evitar o “carregador emergencial” no meio do expediente.
Velocidade de carga: ponto de atenção
Se por um lado a autonomia é invejável, por outro, o carregamento de 15 W exige paciência: são aproximadamente 2 h40 para ir de 0 a 100 % na bateria maior, segundo estimativas baseadas em modelos anteriores. Para quem valoriza rapidez, vale acompanhar cupons de power banks ou carregadores turbo na Amazon para compensar essa limitação.
Configurações e preços na China
A Xiaomi listou quatro opções para cada modelo, todas com slot duplo SIM e sem expansão microSD:
Imagem: Internet
Redmi R70
- 4 GB + 128 GB – ¥1.599 (~R$ 1.290)
- 6 GB + 128 GB – ¥1.799 (~R$ 1.450)
- 6 GB + 256 GB – ¥1.999 (~R$ 1.610)
- 8 GB + 256 GB – ¥2.299 (~R$ 1.850)
Redmi R70m
- 6 GB + 128 GB – ¥1.799 (~R$ 1.450)
- 6 GB + 256 GB – ¥1.999 (~R$ 1.610)
- 8 GB + 256 GB – ¥2.299 (~R$ 1.850)
- 12 GB + 256 GB – ¥2.599 (~R$ 2.090)
As cores seguem o padrão da linha: Branco Pena, Preto Estrelado, Azul Névoa Fria e Roxo Pena.
Chegam ao Brasil?
Por enquanto, os smartphones aparecem apenas no site chinês da Xiaomi com status “em breve”. A presença do chipset Unisoc — geralmente reservado a mercados emergentes — indica que a marca pode limitar a distribuição a regiões asiáticas. Ainda assim, é questão de tempo para os aparelhos pintarem em importadoras independentes ou em marketplaces. Se acontecer, os preços nacionais tendem a ficar na casa dos R$ 1,6 mil a R$ 2,6 mil, após impostos.
Vale ficar de olho?
Para quem procura um smartphone barato com foco total em bateria e navegação fluida, o Redmi R70/R70m surge como opção tentadora. A falta de câmeras múltiplas e o carregamento modesto são contrapartidas claras, mas o pacote pode agradar estudantes, motoristas de app e usuários que vivem longe de tomadas.
Se a Xiaomi decidir oficializar a dupla no Ocidente, a competição no segmento de entrada ganha um capítulo interessante — e nós continuaremos acompanhando para trazer as melhores ofertas assim que aparecerem.
Com informações de Mundo Conectado