Profissionais que precisam de potência de desktop, mas não abrem mão da mobilidade, acabam de ganhar um novo aliado. A Dell oficializou no mercado brasileiro o Dell Pro Max 16, notebook de alto desempenho montado no país que promete entregar nível de workstation em um corpo de 16 polegadas. Os preços partem de R$ 12.399 na configuração básica, com vendas a partir de 28 de outubro.
Potência de workstation em um corpo de 2 kg
O modelo estreia com a nova geração de processadores Intel Core Ultra Series 2 — sucessora direta dos atuais Core Ultra 100/200 que equipam máquinas premium — oferecendo opções que vão do Core Ultra 5 235H vPro até o Core Ultra 9 285H vPro. A CPU trabalha em conjunto com GPUs dedicadas da série NVIDIA RTX Professional (500, 1000 ou 2000), combinação que coloca o Dell Pro Max 16 na mesma prateleira de estações fixas usadas em softwares de CAD, renderização de vídeos em 8K e treinamento de modelos de inteligência artificial.
Para quem vem de gerações anteriores, a promessa é de salto duplo: ganhos médios de até 40% em performance gráfica frente ao Dell Precision 16 de 2023 e consumo de energia até 20% menor, graças ao processo Intel 4 e aos núcleos de eficiência integrados ao chip Ultra.
Tela 16:10 até 120 Hz: espaço e fluidez para criação — e jogos
O display manteve o formato 16:10, queridinho de programadores e editores, mas agora oferece duas opções: Full HD+ (60 Hz) ou QHD+ (120 Hz). A segunda, além de maior resolução, traz frequência que deixa a interface e as animações muito mais suaves — ótimo para quem alterna entre timeline de vídeo e umas partidas de Valorant depois do expediente.
Memória DDR5 de até 64 GB e SSD PCIe 4.0 de 2 TB
Para dar conta de projetos pesados, o notebook aceita até 64 GB de RAM DDR5 (5600 ou 6400 MT/s) em dois slots substituíveis, enquanto o armazenamento vai a 2 TB em SSD NVMe PCIe 4.0. Quem trabalha com bibliotecas de texturas, bancos de dados locais ou máquinas virtuais pode finalmente respirar aliviado.
Conectividade de próxima geração: Thunderbolt 4 e Wi-Fi 7
No quesito portas, o Pro Max 16 não faz economia: são duas Thunderbolt 4 (40 Gb/s), duas USB 3.2, HDMI 2.1, RJ-45 de 2,5 GbE e conector de headset. A conectividade sem fio também está na vanguarda, com Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.4, garantindo latências baixíssimas em redes compatíveis e pareamento mais estável com acessórios, como mouses gamer de alta taxa de polling.
Sustentabilidade e manutenção facilitada
Além da certificação militar MIL-STD 810H, a Dell introduziu uma porta USB-C modular que pode ser trocada sem substituir a placa-mãe inteira — economia de tempo, dinheiro e lixo eletrônico. A carcaça usa plástico reciclado pós-consumo, fibra de carbono reaproveitada e até cobalto reciclado nos componentes internos.
Imagem: Internet
Como ele se posiciona frente à concorrência?
Em ficha técnica, o Dell Pro Max 16 bate de frente com o MacBook Pro 16 com M3 Max e o ThinkPad P16 Gen 2. Enquanto o Mac aposta em eficiência de energia, o Dell leva vantagem em variedade de portas, upgrade de memória e GPU dedicada da NVIDIA com drivers otimizados para Autodesk, SolidWorks e companhia. Já contra o ThinkPad, o ponto forte é o preço de entrada: o Lenovo equivalente equipado com RTX 2000 costuma ficar acima dos R$ 15 mil em importadores.
Disponibilidade e preço no Brasil
A Dell confirmou que todas as versões serão fabricadas em território nacional, o que deve reduzir prazos de entrega e facilitar o pós-venda. O valor inicial de R$ 12.399 refere-se ao modelo com Core Ultra 5, 16 GB de RAM, RTX 500 e SSD de 512 GB. Configurações com 64 GB de RAM, RTX 2000 e tela QHD+ ultrapassam a marca dos R$ 20 mil, mas continuam competitivas frente a workstations importadas com impostos.
Para criadores de conteúdo, engenheiros e até gamers entusiastas que desejam um único computador capaz de tudo — do Blender ao Starfield — o Dell Pro Max 16 surge como uma opção robusta, atualizada com o que há de mais recente em CPU, GPU e conectividade.
Com informações de TecMundo