A Apple finalmente quebrou o silêncio: os próximos iPhones, Macs e iPads devem chegar às lojas com preços mais salgados. Em entrevista ao Wall Street Journal, o CEO Tim Cook classificou a alta como “inevitável”, atribuindo o reajuste à escassez global de memória RAM – componente que, sozinho, responde por boa parte do custo final de um dispositivo.
Crise de memória RAM pressiona toda a indústria
Os chips DRAM, produzidos majoritariamente por Samsung, SK Hynix e Micron, viraram artigo de luxo em 2024. A explosão da inteligência artificial generativa vem puxando estoques para datacenters, deixando o consumidor comum em segundo plano. Segundo a firma de análise TrendForce, as vendas de DRAM cresceram 85,5 % no último trimestre financeiro, enquanto a oferta de módulos para notebooks e smartphones encolheu.
Apple tenta segurar, mas já faz cortes silenciosos
Mesmo com cofres bilionários, a Apple sente o baque. A linha Mac já exibe mudanças discretas: o Mac Studio e o Mac mini perderam as versões de 256 GB – agora só partem de 512 GB, com preço revisado para cima. Nos bastidores, fontes próximas à cadeia de suprimentos afirmam que o time de Tim Cook chegou a negociar descontos trocando telas e câmeras por opções mais baratas, mas o esforço não foi suficiente.
iPhone 18 Pro pode encarecer US$ 200
Rumores sugeriam que o iPhone 18 Pro manteria a etiqueta de US$ 1.099 nos EUA, mesmo ganhando 12 GB de RAM para impulsionar os novos recursos de Siri embarcada em IA. A fala de Cook muda o cenário: o Wall Street Journal projeta preço inicial de US$ 1.299 – salto de cerca de R$ 1.000 na conversão direta.
Para efeitos de comparação, o Galaxy S24 Ultra estreou em US$ 1.299, mas traz 12 GB de RAM e até 1 TB de armazenamento, além de caneta S Pen. Se a Apple realmente subir, a disputa topo de linha ficará ainda mais acirrada.
O que isso significa para você?
Quem pretendia trocar de smartphone ou turbinar o setup no fim do ano deve reavaliar o timing da compra. A tendência é que os modelos atuais – como iPhone 17 ou MacBook Air de geração passada – ganhem descontos temporários assim que os novos chegarem às prateleiras. Fique de olho em promoções relâmpago e versões com menor capacidade, que costumam oferecer o melhor custo-benefício.
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Por que a RAM é tão cara agora?
Cada sessão de chat com IA, cada geração de imagem ou vídeo sintético exige montanhas de memória nos servidores. Fabricantes repassam o investimento em novas fábricas de litografia ultravioleta extrema (EUV) para o preço da DRAM, e o consumidor final sente no bolso. Até que a produção volte a equilibrar oferta e demanda – algo previsto apenas para 2025 – os aparelhos de última geração devem continuar subindo de preço.
A moral da história: se você busca performance máxima para jogos, edição de vídeo ou trabalho pesado de IA local, prepare-se para pagar mais. Em contrapartida, modelos do ano passado podem se tornar verdadeiras pechinchas no varejo online.
Com informações de Tecnoblog