O maior trunfo da Microsoft para conquistar — e reter — usuários do ecossistema Xbox sofreu um baque no bolso: o Xbox Game Pass Ultimate passou de R$ 59,99 para R$ 119,99 mensais, dobrando o valor cobrado no Brasil. O aumento, válido desde 1º de outubro, acendeu o alerta de muitos assinantes, impulsionou buscas por “cancelar Game Pass” no Google e gerou declarações públicas da própria Microsoft para justificar a decisão.
Reajuste é “doloroso, mas necessário”, diz Microsoft
Em entrevista ao The Verge, Dustin Blackwell, diretor de comunicação de games e plataformas da companhia, reconheceu a frustração dos jogadores: “Sabemos que aumentos nunca são divertidos, mas buscamos equilibrar a mudança adicionando mais valor ao serviço”. Segundo o executivo, as novas faixas de preço ajudarão a sustentar lançamentos de peso no dia 1, expansões constantes do catálogo e recursos como cloud gaming — ponto-chave para quem joga em celulares ou notebooks básicos.
Quanto custa cada plano agora?
Confira os novos valores já praticados no site da Microsoft:
- Game Pass Core (substitui a Live Gold) – R$ 49,99 ao mês;
- Game Pass Console – R$ 79,99 ao mês;
- PC Game Pass – R$ 79,99 ao mês;
- Game Pass Ultimate – R$ 119,99 ao mês.
Game Pass vs. PS Plus Extra: quem pesa mais no orçamento?
Para efeito de comparação, a Sony também reajustou recentemente o PlayStation Plus Extra para R$ 79,90 mensais, enquanto o plano Deluxe foi a R$ 89,90. Ou seja, o Ultimate agora custa cerca de 50% a mais que o PS Plus top de linha no Brasil. Em contrapartida, o serviço da Microsoft entrega:
- Todos os exclusivos Xbox e Bethesda no lançamento (Starfield, Forza Motorsport, Indiana Jones, etc.);
- Biblioteca integrada de EA Play (FIFA, Madden, It Takes Two);
- Cloud Gaming incluso, permitindo jogar no celular com qualquer controle Bluetooth ou até mesmo gamepads mobile compatíveis;
- Missões, recompensas e descontos exclusivos na Microsoft Store.
No lado azul, a Sony aposta em clássicos remasterizados e títulos third-party rotativos, mas ainda segura seus blockbusters — como Marvel’s Spider-Man 2 e God of War Ragnarök — por meses antes de eventualmente adicioná-los ao catálogo.
Impacto prático: ficar ou pular fora?
Se você joga 3 ou mais lançamentos AAA por ano, o Ultimate continua saindo mais barato que comprar cada game a R$ 349, especialmente para quem possui Xbox Series S ou Series X totalmente digitais. Já quem foca em poucos títulos fixos — Fortnite, Call of Duty, FIFA — pode considerar migrar para o Game Pass Core ou até para a PlayStation Plus Essential, economizando quase R$ 70 mensais.
Imagem: Internet
Dicas para driblar o aumento sem abrir mão dos benefícios
- Pague anual via gift cards: comprando cartões pré-pago em promoção — comuns na Black Friday — é possível reduzir o custo efetivo.
- Aproveite o XCloud: combine o Game Pass com um controle telescópico para smartphone e economize na compra de um console secundário.
- Familiares e amigos: ainda não há plano oficial “Família” no Brasil, mas a Microsoft sinalizou que estuda o formato; dividir contas pode ficar mais fácil em 2026.
O que esperar daqui para frente?
A gigante de Redmond não indicou qualquer recuo nos preços, mas reforçou que “está ouvindo o feedback” da comunidade. Analistas como a Ampere Research projetam que novos first-party — Fable, Everwild — chegarão ao serviço em 2026, enquanto aquisições como a da Activision Blizzard devem trazer nomes de peso (Call of Duty, Diablo) à biblioteca logo após a janela de vendas cheias.
No fim das contas, o reajuste força o consumidor a repensar o próprio perfil de jogo. Se a ideia é ter acesso instantâneo às novidades, o Ultimate continua vantajoso; caso contrário, optar por um nível inferior ou alternar entre promoções sazonais pode fazer mais sentido.
Com informações de Voxel / TecMundo
