Quando a Arc System Works anunciou, em junho de 2025, que estava produzindo um novo jogo de luta com a licença da Marvel, muita gente ergueu a sobrancelha. Afinal, desde Marvel vs. Capcom: Infinite, de 2017, os fãs vêm esperando um substituto à altura. Depois de meia hora de gameplay na Gamescom Latam 2026, podemos afirmar: Marvel Tokon: Fighting Souls tem tudo para ocupar esse trono — e, quem sabe, ir além.
Elenco de respeito: clássicos e surpresas no mesmo ringue
A versão de demonstração trouxe 12 personagens — um termômetro interessante para prever o roster final. Entre os ícones incontornáveis (Wolverine, Homem-Aranha, Capitão América, Homem de Ferro e Doutor Destino), há nomes menos óbvios, como Magik, Danger e Peni Parker. A combinação deixa claro o compromisso da Arc System com a fan-service, mas também com a renovação do meta competitivo.
Para quem sentiu falta de X-23, Deadpool ou Venom, vale lembrar que arcades e consoles de mesa ganharam personagens extras como DLC em quase todos os jogos recentes da Arc. Portanto, é provável que vejamos mais heróis (e vilões) até o lançamento completo.
Quatro cenários cheios de “easter eggs”
A seleção de arenas também chama atenção: Nova York, Mansão X, Terra Selvagem e Luganenhum. Todas contam com camadas de profundidade e espectadores que reagem em tempo real aos golpes. Em Nova York, por exemplo, é possível ver o Clarim Diário ao fundo vibrando quando o Homem-Aranha engata um combo aéreo. Se você é caçador de referências, prepare-se para pausar a luta e procurar todos os detalhes — embora isso possa custar a vitória.
Sistema de batalha: simples de aprender, difícil de dominar
No papel, Fighting Souls parece caótico: quatro lutadores por equipe, dezenas de partículas de efeitos e mensagens de dano em cascata. No controle, porém, o jogo é surpreendentemente acessível.
- Três botões de ataque (fraco, médio e forte) — padrão Arc System — mapeados nos tradicionais Quadrado, Triângulo e Círculo.
- O botão X executa o Team Assault, golpe coletivo que pode virar o round.
- Trocando de personagem: toque no L2 para alternar rapidamente; segurando, você escolhe qual herói vai assumir a linha de frente.
- Especiais e Supers ficam nos gatilhos, o que evita confusão para iniciantes e agiliza o input de quem curte sticks arcade.
Importante: o HP não se regenera entre trocas, algo que força decisões estratégicas parecidas com Guilty Gear Strive e deixa as partidas ainda mais tensas no terceiro round.
Visual e feeling: Dragon Ball FighterZ encontra Marvel vs Capcom 2
O motor gráfico é o mesmo Unreal Engine customizado usado em Dragon Ball FighterZ, mas o shader cel-shaded foi retrabalhado para imitar a estética dos quadrinhos Marvel atuais. O resultado é um híbrido que lembra a fluidez dos combos de FighterZ com a troca frenética de parceiros de MvC2. A taxa de quadros permaneceu estável nos PS5 da demo, reforçando a expectativa de 60 fps cravados no lançamento.
Imagem: Internet
Dublagem PT-BR: quase perfeita, com um porém
Diego Marques volta a dar voz ao Homem-Aranha, Duda Espinoza empresta o timbre ao Capitão América e Raphael Rossatto interpreta Starlord, mantendo a familiaridade do MCU para o público brasileiro. A única discordância geral foi Wolverine, cuja voz juvenil destoou da carga dramática do mutante. Além disso, os nomes dos heróis aparecem em inglês (Spider-Man, Storm), o que pode causar estranhamento em quem prefere localização total.
O que esperar para o competitivo — e para o seu setup
A boa notícia é que o netcode será rollback, confirmado pelos produtores no estande da Hero Zone. Isso significa partidas online mais estáveis, algo crucial para quem pensa em investir num fightstick ou em um controller premium com baixa latência — periféricos que já começam a aparecer em oferta na Amazon à medida que a cena de e-sports se aquece.
Data de lançamento e plataformas
Marvel Tokon: Fighting Souls chega em 6 de agosto de 2026, inicialmente para PlayStation 5 e PC (Steam e Epic Games). A Arc System não comentou sobre cross-play, mas a estrutura de quatro heróis por time aponta para comunidades grandes o bastante para justificar a funcionalidade.
No saldo final, a demo mostra que a Arc conseguiu combinar acessibilidade para novatos, profundidade para veteranos e um pacote visual digno dos gibis — algo que a franquia de lutas da Marvel não via há quase uma década. Se você é fã de arcade sticks, vale começar a pesquisar modelos com switches de precisão; se prefere controles, olho nos fight pads com D-pad otimizado. Tudo indica que o hype, desta vez, é real.
Com informações de TecMundo / Voxel