Depois de esgotar todas as letras do alfabeto em sucessivos lançamentos, a Xiaomi decidiu elevar a régua dos flagships e apresentou oficialmente o Xiaomi 17 Max. O quarto integrante da família 17 empilha números que impressionam—e que devem assustar rivais como Samsung Galaxy S26 Ultra e o futuro iPhone 17 Pro Max: sensor principal de 200 MP com assinatura Leica, bateria de 8.000 mAh em célula Silício-Carbono e o inédito Snapdragon 8 Elite Gen 5. Tudo isso parte de 4.799 yuans (≈ R$ 3.560 em conversão direta).
Por que a câmera de 200 MP pode redefinir suas fotos
A traseira é dominada pelo sensor Samsung HP9 de 1/1,4″, calibrado em parceria com a Leica. A abertura f/1.65 e a estabilização óptica (OIS) prometem entregar mais luz e nitidez em ambientes internos—onde 70 % das fotos do brasileiro são feitas, segundo pesquisa da Statista. Para comparação, o Galaxy S26 Ultra trabalha com um sensor de 108 MP de 1/1,33″. Na prática, o 17 Max deve entregar mais detalhes finos e maior alcance dinâmico (13,5 EV), útil para cenários de iluminação mista, como shows ou paisagens urbanas ao entardecer.
O módulo ainda traz:
- Teleobjetiva periscópica de 50 MP com zoom óptico 3× (macro a 15 cm e zoom sem perdas até 6×);
- Ultrawide de 50 MP equivalente a 17 mm;
- Câmera frontal de 32 MP centralizada para selfies e videochamadas 4K.
Autonomia de dois dias: a maior bateria já usada pela Xiaomi
Se você vive com o carregador na mochila, a célula Silício-Carbono de 8.000 mAh é a estrela da ficha técnica. A Xiaomi estima mais de 33 h de tela ligada em streaming contínuo—quase o dobro do que vemos em flagships atuais, que raramente passam de 18 h. Para efeito de referência, o Galaxy S26 Ultra carrega “apenas” 5.500 mAh.
Além da capacidade, a durabilidade chama atenção: 80 % de saúde após 1.600 ciclos completos, o que equivale a mais de quatro anos de recargas diárias. O smartphone suporta:
- 100 W com fio (0–100 % em ~40 min);
- 50 W sem fio;
- 22,5 W reverso, útil para fones TWS ou smartbands.
Tela Super Sunlight de 6,9″: brilho recorde e HyperRGB
O painel OLED LTPO vai de 1 a 120 Hz e atinge 3.500 nits de pico—número que supera facilmente a média de 2.600 nits do iPhone 15 Pro Max. A nova matriz HyperRGB abandona o layout PenTile e promete nitidez “quase 2K” consumindo menos energia que telas 1.5K convencionais.
Para quem joga, o vidro Dragon Crystal Glass 3ª geração e a modulação PWM de 2.160 Hz reduzem reflexos e cansaço visual. Já o leitor de digitais ultrassônico sob a tela destrava o aparelho mesmo com dedos úmidos—algo ainda raro fora da linha Galaxy Ultra.
Snapdragon 8 Elite Gen 5: performance bruta para games competitivos
Fabricado em 3 nm pela TSMC, o novo chipset traz dois núcleos Oryon V3 Phoenix L a 4,6 GHz, seis Phoenix M a 3,62 GHz e a GPU Adreno 840. Combinado a até 16 GB de RAM LPDDR5X e 512 GB UFS 4.1, o 17 Max deve bater 2,4 milhões de pontos no AnTuTu, colocando-se no top 3 global.
Imagem: Internet
Para manter o calor sob controle, a Xiaomi instalou um sistema de refrigeração em anel com câmara de vapor e bomba de líquido frio, solução semelhante à empregada no ROG Phone 9.
Ficha técnica completa
Tela: 6,9″ OLED LTPO (2.608 × 1.200 px), 1–120 Hz, 3.500 nits
Processador: Snapdragon 8 Elite Gen 5 (3 nm)
RAM: 12 GB / 16 GB LPDDR5X
Armazenamento: 256 GB / 512 GB UFS 4.1
Câmeras traseiras: 200 MP (primária) + 50 MP (periscópio 3×) + 50 MP (ultrawide)
Câmera frontal: 32 MP
Bateria: 8.000 mAh • 100 W (cabo) • 50 W (wireless)
Sistema: HyperOS 3 (Android 16)
Proteção: IP68 + IP69
Conectividade: 5G, Wi-Fi 7, Bluetooth 5.4, NFC, UWB, USB-C 3.2 Gen 2
Cores: Preto Pixel, Branco, Azul Claro
Preço, disponibilidade e chances de chegar ao Brasil
Na China, o Xiaomi 17 Max parte de CNY 4.799 (≈ US$ 705 / R$ 3.560). São quatro configurações de memória, chegando a CNY 5.799 na versão 16 GB + 512 GB. A marca ainda não confirmou lançamento global, mas fontes internas falam em expansão para a Índia nos próximos meses.
Para o consumidor brasileiro, restam duas opções: aguardar a homologação pela Anatel—algo que pode levar de seis a nove meses—ou recorrer à importação direta, lembrando que taxas de 60 % sobre o valor aduaneiro e ICMS estadual podem elevar bastante o preço final. Enquanto isso, modelos como Redmi Note 13 Pro+ e POCO X8 Pro, já disponíveis na Amazon Brasil, oferecem tecnologias similares (embora em menor escala) por valores locais mais acessíveis.
Mesmo que não desembarque oficialmente por aqui, o Xiaomi 17 Max funciona como vitrine técnica: pressiona Samsung, Apple e Motorola a reverem capacidade de bateria e resolução de câmera em seus futuros topos de linha. Bom para quem compra, melhor ainda para quem joga ou fotografa sem querer ver o percentual de bateria despencar a cada hora.
Com informações de Mundo Conectado