A Apple finalmente encontrou um reforço de peso para turbinar sua produção de processadores. A Intel fechou um acordo preliminar para fabricar parte dos próximos SoCs A-series e M-series em seu processo 18A de 1,8 nm, mirando iPhones, iPads e Macs que chegarão às lojas entre o fim de 2026 e o início de 2027. Na prática, a jogada abre um novo caminho para quem já planeja trocar de aparelho, pois diminui a dependência da Apple da TSMC e pode reduzir os temidos gargalos de estoque que vimos com o iPhone 17.
O que muda para a Apple – e para você
Hoje, toda a linha de chips da Apple sai das fábricas da TSMC, em Taiwan. Foi justamente a capacidade limitada da TSMC em 3 nm que gerou a escassez dos A19 e A19 Pro, freando as vendas do iPhone 17. Com a Intel atuando como fundição reserva, a Apple ganha fôlego para escalar volumes e responder mais rápido à demanda global, enquanto você, consumidor, tende a encontrar modelos como um futuro MacBook Neo ou iPad Pro nas prateleiras sem atrasos – e, quem sabe, até com preços menos inflacionados pela falta de peças.
Processo 18A: o primeiro 1,8 nm a caminho dos seus gadgets
O nó 18A é a aposta da Intel na corrida sub-2 nm, competindo diretamente com o TSMC N2 (2 nm) e o processo de 2 nm da Samsung. Entre as novidades, estão transistores Gate-All-Around (GAAFET) e contato traseiro (Backside Power Delivery), tecnologias que prometem:
- Ganhos de até 15% em desempenho frente ao 20A (2 nm) da própria Intel;
- Economia de energia que pode ampliar a autonomia de MacBooks ultrafinos e iPhones Pro Max;
- Densidade maior de transistores, abrindo espaço para GPUs integradas mais robustas e Neural Engines ainda mais rápidos.
Impacto nos futuros M-series de entrada
Segundo fontes próximas ao projeto, a Intel começará pelos M-series de entrada, chips que equipam versões de iPad e Mac mais acessíveis. Se o rendimento térmico (o famoso “binning”) se mantiver no mesmo patamar dos wafers da TSMC, a Apple conseguirá diversificar produção sem sacrificar o desempenho que tornou a linha M um sucesso entre criadores de conteúdo e gamers casuais.
Quem está por trás da virada na Intel?
A negociação foi conduzida por Lip-Bu Tan, veterano do setor de semicondutores que assumiu o comando da companhia em 2025 com a missão de revitalizar a Intel Foundry. O executivo já sinalizou que contratos com clientes de alto perfil, como Apple e Microsoft, são cruciais para recuperar terreno perdido para TSMC e Samsung ao longo da última década.
Imagem: William R
Riscos e próximos passos
O contrato, por enquanto, é pré-liminar. A Intel terá de provar que consegue manter o rendimento acima de 80% em 1,8 nm – patamar considerado mínimo pela Apple para não comprometer cronogramas de lançamento que movimentam bilhões por trimestre. Os primeiros lotes-piloto devem sair das linhas norte-americanas no segundo semestre de 2026; se tudo correr bem, a produção em massa começa logo depois.
Para o entusiasta que acompanha cada rumor de hardware, a entrada da Intel no ecossistema Apple sinaliza duas tendências claras: mais disponibilidade de produtos topo de linha e uma nova disputa tecnológica abaixo dos 2 nm. Fique de olho: as escolhas de hoje podem definir o desempenho – e o preço – dos seus gadgets favoritos nos próximos anos.
Com informações de Hardware.com.br