A Apple começou 2026 fazendo história. Segundo a consultoria Counterpoint Research, a companhia conquistou 21 % de participação e assumiu a liderança global de vendas de smartphones entre janeiro e março — algo inédito para o período tradicionalmente dominado pela Samsung. Mesmo com o mercado retraindo 6 % por causa da escassez de memória DRAM e NAND, o iPhone 17 mostrou fôlego de sobra e puxou o crescimento de 5 % nas remessas da marca em relação ao ano anterior.
Por que a Apple cresceu quando todo mundo recuou?
Três fatores explicam o salto:
1. Segmento premium resiliente – O tíquete médio mais alto do iPhone coloca a Apple em uma faixa de preço menos sensível a repasses de custos, blindando a empresa da crise de componentes.
2. Cadeia de suprimentos verticalizada – Apple foi rápida ao reservar lotes de memória antes da concorrência, aproveitando contratos de longo prazo e integração com fornecedores.
3. Demanda prolongada pelo iPhone 17 – O chipset A20 Bionic com ray tracing por hardware, a tela OLED de 120 Hz e as câmeras aprimoradas mantiveram o modelo em alta mesmo após o fim das festas de 2025. Para quem joga no celular, isso significa mais FPS estáveis e autonomia maior graças ao processo de 3 nm.
China puxa, Índia e Japão consolidam
O maior salto veio da China: +23 % em nove meses, revertendo a pressão de rivais locais como Huawei e Xiaomi. Em mercados emergentes como Índia — onde o parcelamento é rei — o programa de troca da Apple somou pontos, e a alta do iPhone SE 4 atraiu usuários que buscavam entrar no ecossistema sem pagar o valor de um flagship.
Samsung reage, mas sente o atraso do Galaxy S26
A Samsung ficou em segundo, com 20 %. O lançamento atrasado da linha Galaxy S26 — só chegou às lojas em março — e o desempenho fraco dos modelos de entrada derrubaram os embarques em 6 %. A boa notícia para os coreanos é que o S26 Ultra, equipado com Snapdragon 8 Gen 5 e câmera de 200 MP, já mostra a maior procura dentro da família. A expectativa é de recuperação no segundo trimestre.
Imagem: Internet
Como ficaram as outras marcas?
Xiaomi assegurou 13 %, seguida por Oppo (11 %) e Vivo (8 %). Dependentes de aparelhos intermediários, elas foram as mais afetadas pela escassez de memória. Fora do top 5, Google cresceu 14 % com o Pixel 10 e Nothing saltou 25 % apoiada no design transparente da linha Phone (3). Para o consumidor, isso significa mais opções com Android “puro” ou visual diferentão em 2026.
A divergência dos analistas
A Omdia publicou números preliminares que colocam a Samsung um ponto à frente, apoiada em pré-vendas fortes do Galaxy S26. Apesar das metodologias diferentes, ambas as firmas concordam: o gargalo de memória e os data centers de IA competindo por DRAM devem manter a pressão nos custos até 2027.
O que esperar para o resto de 2026?
Se a crise de memória persistir, as marcas que conseguem vender por margem — e não por volume — tendem a levar vantagem. Para quem planeja trocar de smartphone, vale ficar de olho:
- Modelos premium podem manter preços mais estáveis, já que o consumidor paga pela experiência completa (câmera, tela, chip dedicado a IA).
- Intermediários devem sofrer reajustes ou cortes de especificação para caber no orçamento.
- Mercado de recondicionados cresce – bom para quem busca economizar sem abrir mão de recursos avançados.
Em outras palavras, o iPhone 17 mostrou que investir em performance e ecossistema pode compensar em tempos de incerteza — uma dica valiosa para o leitor que compara fichas técnicas antes de colocar o próximo smartphone no carrinho.
Com informações de Mundo Conectado