Uma pulseira inteligente que você praticamente esquece que está usando, mas que coleta dados 24 horas por dia e ainda conversa com a inteligência artificial Gemini, do Google. Essa é a proposta da próxima Fitbit sem display, mostrada pela primeira vez no pulso do astro da NBA Stephen Curry e que deve chegar ao mercado em 2026. O dispositivo marca o retorno da marca a um formato que não via novidades desde a Flex 2 (2016) e mira diretamente no espaço hoje dominado pela Whoop.
Por que abandonar a tela faz sentido agora?
A ausência de display não é mero minimalismo. Ela possibilita:
- Autonomia maior de bateria – sem OLED aceso, a pulseira deve ficar longe da tomada por semanas.
- Zero distrações – nada de WhatsApp vibrando no meio do treino de força ou no jogo ranqueado.
- Formato leve e respirável – o corpo fica menor, mais ergonômico e quase imperceptível sob munhequeiras ou luvas.
Com o crescimento de esportes competitivos – dos eSports ao triathlon – cada vez mais atletas buscam métricas avançadas sem perder foco. É aí que a estratégia do Google encontra terreno fértil.
Design: minimalismo com pitada de estilo
No teaser publicado por Curry, a pulseira aparece com:
- Tira de tecido cinza-claro no módulo central;
- Detalhes em laranja que reforçam o DNA Fitbit;
- Fecho metálico de encaixe rápido;
- Ausência total de LEDs ou botões aparentes, remetendo ao visual da Whoop 4.0.
Como ela vai funcionar?
Segundo a Bloomberg, o modelo de uso será híbrido:
| Plano | Recursos | Custo estimado |
|---|---|---|
| Básico | Passos, FC contínua, sono | Incluído na compra |
| Premium | Recuperação, ciclo, hidratação, bem-estar mental com IA Gemini | Assinatura Fitbit Premium |
A coleta é autônoma; porém, para visualizar relatórios e receber recomendações, é preciso recorrer ao app Fitbit no smartphone – padrão que deve agravar a concorrência com Whoop.
Gemini no pulso: o diferencial do Google
A integração nativa com o Gemini promete sugestões de treino em tempo real, análise preditiva de sono e relatórios de estresse sob medida. Para quem já usa Google Fotos, Gmail ou Pixel, a sinergia de dados de saúde com o ecossistema inteiro é um trunfo que nenhuma concorrente ostenta hoje.
Quem são os rivais diretos?
Confira como o novo gadget se posiciona:
Imagem: Internet
| Marca | Modelo | Display | Modelo de negócio |
|---|---|---|---|
| Google/Fitbit | Sem nome oficial | Sem tela | Hardware + assinatura |
| Whoop | 4.0 / 5.0 | Sem tela | Somente assinatura |
| Apple | Watch Series | Com tela | Hardware (assinatura opcional) |
| Fitbit | Inspire 3 | Com tela | Hardware a partir de US$ 99,95 |
A Fitbit ganha pontos ao oferecer uma opção sem display mas que não força o usuário a uma assinatura para uso básico – algo que pesa no bolso de quem considera a Whoop.
E o preço?
Números oficiais ainda não foram divulgados, mas, olhando o histórico da marca e o valor de US$ 299 cobrado pela Charge 6 (com tela e GPS), analistas esperam algo na faixa de US$ 150 a US$ 200, posicionamento que a deixaria competitiva inclusive em lojas como a Amazon Brasil, onde a linha Fitbit costuma ganhar descontos rápidos após o lançamento.
O que isso significa para você?
• Para atletas competitivos: métricas avançadas e recomendações baseadas em IA podem otimizar janelas de recuperação e evitar overtraining.
• Para gamers e criadores de conteúdo: acompanhar sono e estresse sem notificações na tela ajuda a manter performance cognitiva durante longas sessões.
• Para quem busca saúde geral: o formato discreto facilita o uso 24/7, inclusive em ambientes formais onde smartwatches chamam atenção.
Com a combinação de hardware enxuto, software maduro e serviços alimentados por IA, o Google sinaliza uma nova fase para a Fitbit – e para o próprio mercado de wearables. O lançamento oficial pode acontecer nas próximas conferências de primavera da companhia, alinhando-se à janela “novo hardware em 2026” já confirmada pelo Google.
Se a promessa se cumprir, teremos em breve uma pulseira “invisível” capaz de entregar relatórios dignos de laboratório de fisiologia — e que ainda conversa com o seu smartphone Android ou iPhone sem pedir licença.
Com informações de Mundo Conectado