A Xiaomi acaba de publicar em seu site global a página oficial do Xiaomi TV Stick HD de 2ª geração, sinal claro de que o dongle está pronto para chegar às prateleiras internacionais – Brasil incluso. Compacto como um pen-drive e pesando apenas 44 g, o dispositivo quer resolver um problema bastante comum: dar nova vida àquela TV “antiga” que ainda não tem apps ou roda um sistema já engasgado.
O que muda em relação ao primeiro TV Stick HD?
Por fora, quase nada; por dentro, bastante coisa. A atualização troca o chip A35 da geração 2021 por um quad-core Cortex-A55 combinado à GPU Mali-G31. Segundo a Xiaomi, o salto representa até 38 % mais desempenho, algo que deve ser sentido na navegação entre menus, na abertura de apps e, principalmente, na troca rápida de perfis ou serviços de streaming.
Memória e armazenamento permanecem em 1 GB de RAM DDR4 e 8 GB internos. Esses números reforçam a proposta de entrada — longe de ser um mini-PC, mas suficiente para rodar plataformas como Netflix, Disney+, Prime Video e YouTube sem sufoco em 1080 p.
Suporte a AV1: menos dados, mesma qualidade
O destaque técnico da nova versão é o codec AV1. Cada vez mais adotado por YouTube, Prime Video e HBO Max, ele entrega compressão até 30 % melhor que o H.265, mantendo a qualidade de imagem. Na prática, isso significa menor consumo de franquia de internet ou mais estabilidade se o Wi-Fi oscilar — ponto crucial para quem tem planos de 200 Mb/s para baixo.
Imagem Full HD com gosto de 4K (quase)
O stick segue limitado a 1080 p a 60 Hz — se você busca 4 K, o caminho ainda é o Xiaomi TV Stick 4K ou concorrentes como Fire TV Stick 4K e Chromecast 4K. Mesmo assim, o suporte a HDR10+ eleva contraste e brilho em conteúdos compatíveis, dando um “upgrade gratuito” na imagem, sobretudo em painéis que aceitam HDR mesmo em Full HD.
Som imersivo em corpos pequenos
No áudio, vêm de fábrica as certificações DTS:X e Dolby Audio. Basta parear com uma barra de som ou receiver compatível, via HDMI ARC ou saída óptica da TV, para ter canais virtuais e diálogos mais definidos — um diferencial frente ao Roku Express, por exemplo, que ainda fica preso ao estéreo.
Conectividade e controle: simples, mas completa
- Wi-Fi dual-band (2,4 GHz + 5 GHz) garante sinal estável até para jogos em nuvem em 1080 p, caso você assine GeForce NOW ou Xbox Cloud.
- Bluetooth 5.0 permite conectar fones TWS ou controles de videogame sem adaptadores extras.
- O controle remoto mantém atalhos dedicados para Netflix, Prime Video, YouTube e outro app que varia por região, além de microfone para Google Assistente.
Micro-USB em 2024? Sim, e há um motivo
A alimentação continua via micro-USB. Embora pareça datado, o conector ajuda a conter custos e garante compatibilidade com fontes de 5 V/1 A que já acompanham a maioria das TVs ou até portas USB traseiras, evitando tomada extra.
Comparativo rápido: onde ele se encaixa?
Xiaomi TV Stick HD 2ª Geração
– Full HD @ 60 Hz, HDR10+, AV1
– 1 GB RAM / 8 GB ROM
– DTS:X / Dolby Audio
– Preço de entrada (ainda não revelado)
Imagem: Internet
Amazon Fire TV Stick Lite
– Full HD @ 60 Hz, HDR10+
– 1 GB RAM / 8 GB ROM
– Dolby Audio (sem DTS)
– Alexa integrada
Chromecast com Google TV HD
– Full HD @ 60 Hz, HDR10+
– 1,5 GB RAM / 8 GB ROM
– Dolby Digital+
– Google Assistente
O novo modelo da Xiaomi se torna uma alternativa direta ao Fire TV Lite e ao Chromecast HD, mas adiciona AV1 e DTS:X, dois extras raros na faixa abaixo de R$ 300.
Quando e por quanto?
A marca ainda não divulgou preço oficial, mas, olhando o histórico, o primeiro TV Stick HD chegou ao Brasil na casa dos R$ 349 e caiu rapidamente para entorno de R$ 250 em promoções. A tendência é que a 2ª geração comece nesse mesmo patamar e desça ao longo do ano, posicionando-se como porta de entrada tanto para o ecossistema Xiaomi quanto para o Google TV.
Para quem já tem uma TV 4 K recente, talvez valha poupar para um dongle 4 K. Já quem deseja estender a vida útil de um televisor Full HD ou levar streaming completo a um quarto de hóspedes, o TV Stick HD 2ª geração surge como opção com boa relação custo-benefício — e sem ocupar espaço.
Com informações de Mundo Conectado