O Disney+ começou a distribuir, esta semana, o Verts – um feed de vídeos curtos no melhor estilo TikTok – para assinantes nos Estados Unidos. A novidade, revelada na CES 2026, chega primeiro ao app móvel e exibe clipes de filmes, séries e documentários do catálogo do streaming. Mais que um mero “reels” com selo Mickey, a ferramenta é a aposta da Disney para turbinar o tempo de tela no celular e fisgar quem já se acostumou a consumir entretenimento em pílulas verticais.
Como funciona o Verts na prática
A experiência lembra muito o fluxo do TikTok ou do Instagram Reels, mas com um objetivo 100 % voltado a descobrir o próximo conteúdo para maratonar:
- Abra o app do Disney+ no smartphone.
- Toque no novo ícone do Verts na barra inferior.
- Deslize verticalmente para ver trechos de produções.
- Use o botão lateral para “Adicionar à Minha Lista” ou toque em “Assistir Agora” para pular direto ao título completo.
O algoritmo, segundo a Disney, leva em conta todo o seu histórico de visualização. Se você andou revendo Star Wars, espere lightsabers no seu feed; se prefere reality, é provável que o documentário da Taylor Swift apareça logo de cara.
Por que isso importa? Entenda o impacto para o assinante
Além da conveniência óbvia, o Verts pode reduzir a famosa “síndrome do scroll infinito” na busca pelo que assistir. Em vez de navegar por menus tradicionais ou depender da recomendação genérica do dia, o usuário recebe um trailer curtíssimo, já otimizado para tela vertical, que em dois ou três toques leva direto ao longa ou episódio completo.
Para quem acessa o Disney+ em dispositivos de tela pequena – como tablets Android ou iPads menores – a funcionalidade promete economizar tempo e dados, já que cada clipe tem compressão adaptativa superior aos trailers convencionais.
Comparativo rápido: Disney+ vs. concorrentes
A corrida pelo formato vertical ganhou tração em 2025, quando a Netflix lançou seu próprio feed de prévias. Veja onde cada plataforma se posiciona:
- Disney+ – Verts (mar/2026): clipes de filmes, séries e, futuramente, conteúdo de fãs e criadores.
- ESPN – Verts (ago/2025): destaques esportivos e análises, já consolidado.
- Netflix – Fast Laughs (2025): trechos de stand-up e séries originais, sem interação direta “assistir agora”.
- TikTok/Reels: referência do mercado, mas focado em UGC (conteúdo gerado pelo usuário), não em catálogo fechado.
Na prática, a Disney larga na frente em integração total: um clipe tocado no feed leva imediatamente ao streaming completo, algo que a Netflix ainda trata de forma separada em muitos países.
Além do catálogo: IA generativa e criadores independentes
O lançamento é só o “piloto” de uma série de novidades que chegarão ao Verts. A Disney já sinalizou parcerias com criadores de conteúdo do YouTube e TikTok, além de investir em microdramas originais pensados para serem consumidos em menos de 90 segundos.
Imagem: Internet
Outro trunfo envolve inteligência artificial: o acordo com a OpenAI — anunciado em dezembro de 2025 — permitirá gerar clipes inéditos via ferramenta Sora, recriando personagens de Marvel, Pixar e Star Wars em situações novas. Isso pode transformar o Verts em um laboratório de testes narrativos, onde o engajamento dita o que vira série ou filme completo.
Chegada ao Brasil: quando?
Embora a Disney não confirme datas, executivos ouvidos pelo mercado apontam para um lançamento global faseado ainda em 2026. A empresa costuma priorizar grandes mercados móveis – e o Brasil, onde mais de 77 % dos acessos a plataformas de streaming já são pelo celular, deve estar entre os primeiros da lista.
O que esperar nos próximos meses
• Expansão do Verts para smart TVs, com layout adaptado mas mantendo o formato vertical.
• Integração com assistentes de voz (Siri e Alexa) para reproduzir clipes sob demanda.
• Estatísticas em tempo real para produtores parceiros medirem performance e testarem pilotos.
Com a popularização dos vídeos curtos, era questão de tempo até um catálogo robusto como o da Disney ganhar sua própria “vitrine vertical”. Resta saber como isso afetará o consumo de streaming tradicional – e se a maratona de fim de semana vai migrar para sessões pingadas de 60 segundos.
Com informações de Mundo Conectado