Em 2025, a tradicional Merriam-Webster surpreendeu ao eleger “slop” como a palavra do ano. O termo de quatro letras, que historicamente designava lama ou restos de comida para animais, ganhou novo fôlego na cultura digital: passou a rotular qualquer conteúdo online produzido em massa e sem profundidade, na maioria das vezes criado por ferramentas de inteligência artificial.
Por que “slop” virou o rótulo da vez?
De tutoriais genéricos no YouTube a textos reciclados por chatbots, o volume de publicações pouco originais explodiu nos últimos dois anos. O dicionário aponta que, só em 2024, as buscas por “slop” cresceram mais de 800 % — sinal de que usuários, creators e até marcas se sentem sufocados por material que enche a timeline, mas não entrega valor.
IA generativa: produtividade ou poluição de feed?
Ferramentas como GPTs, Midjourney e clones gratuitos popularizaram uma produção “industrial” de posts, imagens e vídeos em segundos. Se por um lado democratizam a criação, por outro reduzem a curadoria humana. O resultado? Uma avalanche de artigos rasos sobre “o melhor mouse gamer” ou listas de “5 placas de vídeo baratas” copiados e colados sem testes reais — exatamente o tipo de conteúdo que a comunidade tech chama de slop.
Impacto para quem busca hardware de qualidade
Para quem pesquisa por novos teclados mecânicos, processadores ou headsets, o fenômeno acende um alerta: como separar review sério de “slop” automatizado?
- Confie em fontes especializadas que publiquem benchmarks próprios e comparativos detalhados.
- Verifique datas e números; reviews de GPUs antigos reaproveitados podem não refletir drivers ou preços atuais.
- Procure experiências práticas: testes de latência real em mouses ou consumo energético de CPUs em cenários de uso, não apenas specs de fabricante.
Do pejorativo ao divertido: o caso “friendslop” nos games
Curiosamente, a comunidade gamer ressignificou o termo com friendslop — jogos cooperativos simples, de baixo orçamento, mas perfeitos para partidas despretensiosas com amigos. Títulos como Peak e RV There Yet? provaram em 2025 que diversão não exige ray tracing ou 240 FPS, apenas boa companhia e mecânicas acessíveis.
Outras expressões que bombaram em 2025
Além de “slop”, o Merriam-Webster registrou alta no uso de “touch grass” (sugestão para alguém desconectar e “tomar ar”) e a curiosidade em torno do extenso nome de lago Lake Chargoggagoggmanchauggagoggchaubunagungamaugg, que virou meme em desafios linguísticos.
Imagem: Internet
O que esperar para 2026
Com a popularização de assistentes de IA embarcados em notebooks, roteadores e até monitores gamer, a discussão sobre qualidade versus quantidade tende a esquentar. O consumidor tech já demonstra preferência por análises aprofundadas antes de investir em um novo SSD ou placa-mãe. Ou seja, conteúdo nutritivo será cada vez mais valorizado — e tudo indica que “slop” servirá de lembrete permanente do que evitar.
No fim das contas, a palavra do ano não apenas descreve o excesso; ela ecoa um desejo coletivo por menos ruído e mais relevância. Em tempos de timelines infinitas, cabe a cada usuário — e a cada criador — escolher se vai produzir (ou consumir) informação premium ou apenas mais uma colherada de slop.
Com informações de Mundo Conectado