A Apple acaba de oficializar o iPad Air 2026 e, mesmo sem alterar o design, a companhia mexeu onde mais importa: coração, memória e conectividade. O novo modelo estreia o chip Apple M4, traz 12 GB de memória unificada e suporte a Wi-Fi 7, posicionando o Air a um passo — e apenas um passo — dos atuais iPad Pro. Mas o salto de desempenho se reflete no bolso, especialmente no Brasil, onde a etiqueta já cola na linha topo de linha.
Por que o chip M4 muda o jogo?
O Apple M4 é construído em litografia de 3 nm e combina CPU de 8 núcleos (4 de alto desempenho + 4 de eficiência) com GPU de 9 núcleos e um Neural Engine de 16 núcleos. Na prática, a Apple fala em:
- Até 30% mais velocidade que o iPad Air com M3;
- Até 2,3 × mais performance geral sobre o iPad Air com M1;
- Renderização 3D com ray tracing até 4 × mais rápida que no M1.
Para quem edita vídeo no Final Cut ou exporta projetos em 4K no CapCut, esses números não são marketing: significam menos tempo de espera na linha do tempo e efeitos em tempo real que antes eram exclusivos do iPad Pro.
12 GB de RAM: o empurrão para a produtividade pesada
A RAM unificada salta de 8 GB para 12 GB, com largura de banda de 120 GB/s. Esse aumento afeta diretamente tarefas multitarefa: abrir o Stage Manager com múltiplas janelas, rodar Affinity Photo enquanto compila código no Codea ou fazer streaming na Twitch sem fechar apps de fundo passa a ser viável. No Android, apenas o recém-lançado Galaxy Tab S9 Ultra (16 GB) compete em “folga de RAM”, mas ainda sem um chip equivalente ao M4 em eficiência por watt.
IA local: segurança e velocidade na palma da mão
Com o Neural Engine três vezes mais rápido que o do M1, o Air processa transcrições, busca semântica em fotos e até geração de arte via Core ML sem enviar seus dados para a nuvem. Para quem lida com documentos corporativos ou gravações sensíveis, rodar IA localmente significa privacidade sem sacrificar velocidade.
Conectividade: estreia do Wi-Fi 7 e modem C1X 5G
O novo chip de rede N1 adiciona Wi-Fi 7 (com canais de 320 MHz) e Bluetooth 6. Em roteadores compatíveis, é possível bater 5,8 Gb/s teóricos — gargalo praticamente inexistente para streaming 4K HDR ou jogos em nuvem via Xbox Cloud Gaming. Na versão celular, o modem C1X promete 50 % mais velocidade que o antecessor e 30 % de economia de energia, mantendo eSIM e 5G mmWave (nos EUA) e Sub-6 (global).
iPadOS 26: multitarefa mais madura, mas ainda não um macOS
O sistema chega de fábrica com gerenciador de janelas revisado, melhorias no app Arquivos e integração avançada com o Apple Pencil Pro. Ainda assim, o ecossistema de apps continua majoritariamente “tablet-first”. Se o seu fluxo depende de softwares como Visual Studio Code ou Blender desktop, talvez ainda precise recorrer ao Mac. Para quem vive em apps otimizados — edição de imagem, planilhas e suíte Office — o novo Air já substitui facilmente um ultrabook Windows de entrada.
Imagem: William R
Preços (BR): quase Pro na etiqueta também
Com dólar em alta e impostos salgados, o iPad Air 2026 chega ao Brasil custando entre R$ 7.499 (11”/128 GB) e R$ 17.999 (13”/1 TB). Nos EUA, o valor base foi mantido — US$ 599 —, mas por aqui ele encosta nos R$ 18 mil do iPad Pro M4. O dilema é claro: pagar um pouco menos pelo “quase Pro” ou investir no modelo 120 Hz e tela OLED de verdade?
Acessórios e cores
O tablet é compatível com o Apple Pencil Pro, além do Pencil USB-C, e ganha suporte ao novo Magic Keyboard com fileira de funções. São quatro cores: azul, roxo-estelar, branco-estelar e cinza-espacial. A pré-venda começa em 4 de março nos EUA (entrega dia 11 em 35 países); no Brasil, a Apple Store já lista o modelo como “em breve”.
Vale a pena?
Se você precisa de um tablet que dê conta de edição de vídeo 4K, projetos pesados no Procreate ou games como Resident Evil Village sem engasgos, o iPad Air 2026 finalmente entrega nível Pro em performance. A diferença para o iPad Pro fica na tela (60 Hz LCD vs. 120 Hz OLED) e em recursos como Face ID, mas para muitos usuários o novo Air já é “mais que suficiente” — especialmente quem pretende acoplá-lo ao Magic Keyboard e usá-lo como substituto de notebook.
Com informações de Hardware.com.br