Uma queda de preço de 46 % colocou o Redragon Griffin M607 na faixa dos dois dígitos, tornando-o um dos mouses gamers mais acessíveis do momento com sensor acima de 7.000 DPI. Para quem busca atualizar o periférico sem estourar o orçamento — ou montar o primeiro setup competitivo —, o modelo surge como um “sweet spot” entre performance real para eSports e recursos de personalização que normalmente custam o dobro em marcas concorrentes.
Por que essa oferta merece atenção?
No segmento de entrada, o Griffin M607 concorre diretamente com nomes populares como o Logitech G203 Lightsync e o HyperX Pulsefire Core. Ambos ficam, em média, entre R$ 170 e R$ 220 no varejo. Ao despencar para menos de R$ 100, o Redragon entrega:
- Sensor PixArt PAW3212 de até 7.200 DPI (contra 8.000 DPI do G203, mas bem à frente dos 6.200 DPI do Pulsefire Core).
- Polling rate fixo de 1.000 Hz, o mesmo padrão presente em modelos profissionais de FPS.
- Iluminação RGB Chroma Mk.II com múltiplos perfis — recurso ausente em boa parte dos concorrentes na mesma faixa.
- Seis botões programáveis aliados a software dedicado para macros, algo raro abaixo de R$ 100.
Desempenho na prática
O PAW3212 opera com aceleração de 10 G e velocidade máxima de 30 IPS. Traduzindo: movimentos bruscos — típicos de flick shots em Valorant ou viradas rápidas em League of Legends — são capturados sem tremidos ou perdas de rastreamento. Em testes independentes, o sensor mantém consistência até ~2,5 m/s, valor suficiente para a maioria dos jogadores casuais e até entusiastas que atuam em 800–1.600 DPI.
Troca rápida de sensibilidade
Um botão dedicado no topo alterna entre quatro níveis pré-configurados de DPI (800, 1.200, 1.600/2.400 e 7.200). A mudança é instantânea, dispensando tela de configuração durante a partida — útil para quem alterna entre mira de precisão e deslocamentos amplos.
Software e personalização RGB
O utilitário da Redragon (Windows) libera:
- Mapeamento de cada um dos seis botões para comandos, macros ou atalhos do sistema;
- Criação de perfis específicos por jogo;
- Controle fino da iluminação (ciclos, respiração, cor fixa) para sincronizar com outros periféricos RGB.
Ainda que não seja tão completo quanto o G HUB da Logitech, o software cobre as funções essenciais e pesa pouco no sistema.
Ergonomia pensada para longas sessões
Com 122 mm de comprimento e 37 mm de altura, o Griffin acomoda mãos médias a grandes, favorecendo pegadas palm e claw. A carcaça em plástico ABS fosco evita suor excessivo, enquanto o cabo trançado minimiza nós. A roda de scroll emborrachada oferece feedback tátil, detalhe importante em inventários de RPG ou troca de armas.
Imagem: Larissa Ximenes
Durabilidade avaliada pelos usuários
Na Amazon Brasil, o modelo mantém média de 4,8/5 após milhares de avaliações — destaque para resistência dos switches Huano (20 milhões de cliques) e estabilidade do sensor ao longo do tempo. Pontos negativos mais citados envolvem o peso não ajustável (apenas 125 g) e a ausência de versões para canhotos.
Onde o Griffin se encaixa em 2024?
Com GPUs e monitores mais rápidos popularizando taxas de atualização acima de 144 Hz, um mouse a 1.000 Hz garante que o elo periférico não vire gargalo. Se o orçamento está apertado, investir ~R$ 100 no Griffin causa impacto bem maior na jogabilidade do que trocar teclado ou fone na mesma faixa de preço.
Conclusão
Pelo valor promocional, o Redragon Griffin M607 entrega especificações que só apareciam em modelos de R$ 200 poucos anos atrás. Se o objetivo é ter sensor confiável, DPI mutável em um clique, RGB customizável e seis botões programáveis sem comprometer a carteira, ele é hoje o nome mais competitivo no mercado brasileiro — mas apenas enquanto durar o estoque com 46 % de desconto.
Com informações de Hardware.com.br