Se você já estava de olho em um novo smartphone para turbinar seu dia a dia — ou até mesmo seu setup mobile gamer —, atenção: o Governo Federal revisou para cima a alíquota de importação de mais de mil produtos, incluindo telefones não fabricados localmente. A decisão, anunciada no início de fevereiro, mexe diretamente no preço de aparelhos como os da Xiaomi, mas deixa ilesos modelos montados em território nacional por gigantes como Apple, Samsung e Motorola. Entenda por que alguns celulares vão pesar mais no bolso enquanto outros continuam com preço estável.
Por que o imposto subiu?
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a nova tarifa tem dois alvos principais: 1) reforçar a competitividade da indústria brasileira e 2) ajudar na meta de superávit fiscal até 2026. A estimativa do Ministério da Fazenda é arrecadar R$ 14 bilhões adicionais já neste ano apenas com a medida.
Quem realmente paga a conta?
Dados oficiais apontam que 95 % dos smartphones vendidos no Brasil em 2025 foram produzidos (ou ao menos montados) aqui. Essa estatística coloca Apple, Samsung e Motorola em posição confortável. Embora muitos componentes ainda venham do exterior, a montagem local garante alíquota zero para o produto final. Ou seja, o custo extra não chega às prateleiras.
Na prática, o aumento recai sobre marcas cuja produção permanece 100 % fora do país. A chinesa Xiaomi é o exemplo mais emblemático. Sem linha de montagem nacional, a empresa deve repassar o novo imposto ao consumidor brasileiro. Se você cogitava um Redmi Note 13 ou um Xiaomi 14 Ultra, prepare-se para um possível reajuste.
E a Apple não fabrica no Brasil… como fica?
É verdade: a Apple ainda não tem fábrica própria em solo brasileiro. No entanto, seus iPhones vendidos oficialmente aqui são montados pela Foxconn em Jundiaí (SP). Esse processo local basta para manter o benefício fiscal. Resultado: a linha iPhone 15 continua livre do aumento, o que pode tornar o flagship da maçã ainda mais competitivo diante de rivais importados integralmente.
Impacto prático no seu bolso
- Quer um Galaxy S24 ou um Moto Edge 50? Os preços seguem a mesma lógica de antes, pois ambos são finalizados em fábricas brasileiras.
- Curte a MIUI ou HyperOS? Os modelos Xiaomi podem ficar até dois dígitos percentuais mais caros, variando conforme câmbio e estoques.
- Mercado cinza em alerta: Aparelhos adquiridos de importadores paralelos também entram na nova alíquota e podem chegar com valor final inflado.
Vale a pena antecipar a compra?
Para quem prefere marcas que não produzem no Brasil, pode ser estratégico comprar enquanto as varejistas ainda trabalham com lotes antigos, isentos da alíquota reajustada. Já quem busca iPhone, Galaxy ou Moto G não deve sentir pressa: a política de preços dessas linhas deve permanecer estável, pelo menos no curto prazo.
Imagem: Divulgação
Componentes continuam com tarifa zero
O governo ressalta que peças e partes sem similares nacionais mantêm isenção, preservando a cadeia de montagem local. Isso significa que placas-mãe, câmeras e chips importados chegam às fábricas brasileiras sem novos custos, ajudando a manter os valores finais dos aparelhos montados aqui.
Resumo rápido
Imposto maior: celulares totalmente importados (ex.: Xiaomi).
Sem impacto: iPhone, Galaxy, Motorola e outros montados no Brasil.
Motivo: incentivo à produção nacional e aumento de arrecadação.
Dica: Compare o preço de modelos montados localmente antes de decidir; eles tendem a oferecer melhor custo-benefício a partir de agora.
Em um cenário de alta cambial e inflação global de semicondutores, qualquer economia faz diferença. Ficar atento a onde seu próximo smartphone é montado pode render uma boa grana para investir em acessórios — como um carregador GaN ou um par de fones TWS — e deixar seu setup mobile ainda mais completo.
Com informações de Olhar Digital