A Apple acaba de cravar um novo marco financeiro: US$ 144 bilhões em receita no quarto trimestre fiscal de 2025, um salto de 16% na comparação anual. O grande responsável? O iPhone 17, que sozinho gerou US$ 85,27 bilhões e empurrou o lucro líquido para US$ 42,1 bilhões. Trata-se do trimestre mais lucrativo da história da companhia, superando com folga as previsões de Wall Street e reforçando o apetite global por upgrades de smartphone em plena transição para 2026.
Recorde turbinado pelas festas de fim de ano
Tradicionalmente, o período entre outubro e dezembro corresponde ao “Super Bowl” das vendas da Apple. Mas, em 2025, a engrenagem bateu todos os cronômetros: a procura pelo iPhone 17 foi descrita por Tim Cook como “sem precedentes”. Para efeito de comparação, a linha anterior — o iPhone 16 — havia somado cerca de US$ 69 bilhões no mesmo trimestre de 2024. Estamos falando de um crescimento de 23% nas vendas de smartphones em uma base já elevada.
iPhone 17: o que mudou para convencer tanta gente a trocar?
O avanço não se explica apenas pela demanda reprimida da pandemia; o iPhone 17 trouxe melhorias tangíveis:
- Chip A19 Pro construído em 2 nm, que oferece até 25% mais desempenho gráfico em jogos que usam ray tracing em tempo real, rivalizando com GPUs dedicadas de notebooks de entrada.
- Tela OLED LPTO de 120 Hz em todos os modelos da linha — antes restrita aos “Pro”.
- Câmera principal de 48 MP com lente periscópio de 6×, encurtando a distância para rivais como o Galaxy S25 Ultra e o Xiaomi 14 Ultra.
- Conector USB-C 4.0 com velocidades de até 80 Gb/s: quem transfere vídeos ProRes para um SSD externo sentiu a diferença.
Na prática, se você joga títulos como Genshin Impact ou grava em 4K/60 fps para o TikTok, o novo hardware reduz gargalos de frame rate e tempo de exportação. Não à toa, acessórios compatíveis — hubs USB-C, SSDs portáteis de 4 GB/s e carregadores GaN de 140 W — já despontam entre os itens mais buscados na Amazon.
China virou de vilã a heroína
Após dois anos de turbulência, a Grande China cresceu 38%, batendo US$ 25,53 bilhões. A adesão ao iPhone 17 derrubou a participação de rivais locais como Huawei Mate 70 e Honor Magic 7. Além do apelo do novo design em titânio, analistas citam financiamentos sem juros oferecidos por bancos chineses como gatilho para o boom de upgrades.
Serviços: a máquina de margens gordas
Nem só de iPhone vive o balanço: US$ 30 bilhões vieram de serviços (App Store, Apple Music, iCloud, Apple Pay). O número consolida a divisão como a segunda maior fonte de receita da empresa e um colchão contra eventuais oscilações de hardware. Para quem já entrou no ecossistema, o custo de sair fica cada vez mais alto, algo que a Apple explora com maestria.
IA e aquisições estratégicas
A companhia anunciou acordo para integrar os modelos Google Gemini ao iOS e comprou a israelense Q.AI por US$ 2 bi. A startup trabalha com análise de expressões faciais para interpretar “fala silenciosa”, recurso que pode aparecer nos AirPods ou em futuros wearables. Embora Cook mantenha um discurso cauteloso, os movimentos mostram que a Apple não pretende ficar de fora da corrida da IA — terreno onde Amazon, Microsoft e Samsung já cravaram seus estandartes.
Imagem: Internet
O que esse boom significa para quem pensa em trocar de smartphone em 2026?
1. Oferta vs. demanda: com a Apple vendendo tudo o que consegue fabricar, promoções agressivas do iPhone 17 são improváveis nos próximos meses. Modelos anteriores, porém, devem cair de preço e podem oferecer excelente custo-benefício.
2. Ecosistema em alta: a tendência é de mais acessórios compatíveis com USB-C 4.0 chegarem ao varejo brasileiro ainda no primeiro semestre de 2026 — de docks Thunderbolt a SSDs externos de alta velocidade.
3. Mercado Android reage: o Galaxy S25 Ultra, o Xiaomi 15 Pro e o recém-anunciado Nothing Phone (3) devem intensificar a competição em câmeras periscópio e inteligência artificial on-device. Se você gosta de comparar antes de decidir, este será um ano farto.
No fechamento do after-hours, as ações da Apple subiram 0,8%, acumulando 22% de valorização em seis meses — performance que deixa o Nasdaq Composite para trás e reforça a confiança do mercado na capacidade da companhia de entregar inovação sem sacrificar margens.
No horizonte, a gigante de Cupertino projeta crescimento adicional de receita entre 13% e 16% no seu segundo trimestre fiscal. Se cumprir a meta, é sinal de que o iPhone 17 ainda tem fôlego — e que a linha 2026 precisará surpreender para manter a chama acesa.
Com informações de Mundo Conectado