A Fender aproveitou a CES 2026 para provar que seu pedigree de palco cabe, literalmente, na mochila. A nova família de caixas de som Bluetooth Fender ELIE — sigla para Extremely Loud, Infinitely Expressive — chega ao mercado prometendo algo inédito: tocar quatro fontes de áudio ao mesmo tempo com latência mínima, sem distorção e com a clássica pegada “vai até 11” imortalizada nos amplificadores da marca.
Por que isso importa para você?
Seja para quem toca guitarra, faz live no quarto ou simplesmente quer um som potente para a varanda, a possibilidade de misturar múltiplas entradas elimina o emaranhado de cabos e interfaces. Imagine parear o smartphone para a playlist, plugar o microfone na entrada XLR/¼”, adicionar um notebook via Bluetooth de baixa latência e ainda conectar um pedal wireless para efeitos — tudo sincronizado. É um miniestúdio em forma de caixa portátil.
Como a Fender fez caber tanta coisa?
O truque atende pelo nome Waves SOC, um sistema-em-chip dedicado ao processamento de sinal digital que otimiza equalização, ganho e consumo energético em tempo real. Na prática, o Waves SOC entrega mais volume e clareza do que rivais de tamanho similar, como a JBL PartyBox 110 ou a Sony XG500, reduzindo ruído e distorção nos picos de volume.
Duas versões para públicos diferentes
Fender ELIE 6
- Potência: 60 W RMS com subwoofer integrado.
- Tamanho: 19,5 cm de altura — leve o palco na mochila.
- Bateria: até 18 h de reprodução (carga rápida: 15 min = 90 min de música).
- Preço nos EUA: US$ 299,99 (cerca de R$ 1.610 em conversão direta).
Fender ELIE 12
- Potência: 120 W RMS distribuídos em drivers duplos.
- Suporte a áudio de alta resolução 24 bit/48 kHz.
- Bateria: 15 h — menos autonomia, mas o dobro de impacto sonoro.
- Preço nos EUA: US$ 399,99 (aprox. R$ 2.148).
Os dois modelos trazem saída auxiliar de 3,5 mm, Bluetooth Low Latency (ideal para gamers que odeiam “atraso” entre tiro e som) e um sistema de pareamento em massa: duas unidades podem formar um estéreo real, ou até 100 caixas podem ser sincronizadas para eventos maiores — algo que a concorrência reserva apenas a linhas profissionais.
ELIE x Concorrentes: quem leva vantagem?
• JBL PartyBox 110 (160 W, luzes LED, ~US$ 399): excelente festa, mas só duas fontes simultâneas.
• Sony XG500 (X-Balanced, 30 h de bateria, ~US$ 399): maior autonomia, porém sem múltiplos canais.
• Ultimate Ears Hyperboom (24 h, IPX4, ~US$ 449): graves marcantes, mas limitada a Bluetooth e cabo P2.
Imagem: Internet
A Fender aposta no fluxo de trabalho criativo (quatro entradas + baixa latência + Waves SOC) como argumento diferencial. Para músicos, streamers e podcasters, isso significa menos equipamento extra; para o gamer, um som mais limpo e sincronizado com a ação na tela.
Quando chega ao Brasil?
A Fender ainda não confirmou a data de lançamento nacional, mas a tendência é que a ELIE 6 fique na faixa dos R$ 2.000 e a ELIE 12 ultrapasse os R$ 2.600, considerando impostos. Marcas rivais nessa potência já figuram entre os mais vendidos da Amazon, então vale ficar de olho nas próximas semanas caso a listagem apareça por lá.
Além das caixas, a Fender revelou os fones modulares MIX, com até 100 h de bateria e ajuste de palco sonoro. O objetivo é criar um ecossistema que converse entre si — e, claro, com seu setup de gravação ou entretenimento.
No fim das contas, a linha ELIE representa a Fender traduzindo décadas de palco em conveniência doméstica. Se você procura uma solução “tudo-em-um” para música, jogos ou festas, vale monitorar os preços e disponibilidade: essa pode ser a caixa de som que aposenta o estúdio improvisado da sala.
Com informações de Mundo Conectado