A Gigabyte decidiu provar que é possível domar o poder bruto da futura NVIDIA GeForce RTX 5090 sem criar um “tijolo” de quatro slots. A recém-anunciada Aorus GeForce RTX 5090 Infinity 32G aposta em um sistema de resfriamento inspirado em turbinas de aeronave, mas mantém medidas relativamente contidas — uma notícia que interessa a quem quer montar PCs de alto desempenho sem sacrificar todo o espaço interno do gabinete.
O que muda na RTX 5090 Aorus Infinity?
Enquanto modelos concorrentes como a ASUS ROG Strix ou a MSI Suprim X vêm sendo especulados com soluções que chegam a quatro slots e mais de 35 cm de comprimento, a Infinity fica em 330 × 145 × 65 mm, ocupando três slots. Quem já lutou para fechar o painel lateral do gabinete entende o valor desses 2 cm economizados.
No coração do projeto está a GPU Blackwell, esperada com frequência de boost acima dos 3 GHz e, no caso desta versão, 32 GB de memória GDDR7. O PCB e o VRM permanecem iguais aos da Founders Edition da NVIDIA; a Gigabyte mexeu apenas onde achou que poderia ganhar performance: no resfriamento.
Turbinas… e não é força de expressão
Os dois ventiladores Hawk, com diâmetro superior ao padrão de 100 mm, dominam a face da placa. O anel de iluminação RGB reforça o visual de turbina, mas não é só estética: pás mais longas geram maior fluxo de ar em rotações menores, prometendo ruído reduzido. Escondido abaixo da grelha central, um terceiro ventilador menor completa o sistema Windforce Hyperburst, criando pressão de ar positiva sobre o dissipador com heat-pipes de cobre.
Para transferir o calor da GPU ao bloco, a Gigabyte trocou a pasta térmica tradicional por uma interface metálica composta — tecnologia que já vimos em overclocks extremos e agora chega a um produto de prateleira. O ganho prático? Temperaturas até 3 °C mais baixas segundo testes internos, o que pode fazer a diferença quando o boost automático tenta manter a frequência máxima em sessões longas de jogo ou renderização.
Por que isso importa para você jogador ou criador?
A RTX 5090, se os rumores se confirmarem, deve entregar saltos de 60 % a 70 % sobre a atual RTX 4090 em 4K com ray tracing. Em títulos competitivos, esperar taxas de quadros perto de 400 fps em 1440p não é exagero. O problema é manter esse desempenho estável sem estrangulamento térmico — algo que a Infinity busca resolver com o novo cooler.
Além disso, um corpo três-slots facilita a instalação em placas-mãe Mini-ITX ou em gabinetes mid-tower comuns, onde espaço para radiadores AIO e placas de captura já é disputado milímetro a milímetro. Menos calor no interior também significa menor stress sobre SSDs NVMe e memórias.
Imagem: William R
Como fica frente aos rivais?
- Gigabyte Aorus Infinity: 330 mm, 3 slots, Windforce Hyperburst, interface térmica metálica.
- ASUS ROG Strix (rumor): ~360 mm, 3.5 slots, ventoinhas Axial Tech, pasta térmica padrão.
- MSI Suprim X (rumor): ~355 mm, 4 slots, Tri Frozr 4.0, pasta térmica padrão.
Se a Gigabyte mantiver temperaturas e ruído no mesmo nível dos concorrentes mais parrudos, oferecer um modelo menor já é vantagem competitiva — especialmente para quem valoriza fluxo de ar interno ou pretende usar uma placa de som dedicada no slot adjacente.
Preço e disponibilidade
A Gigabyte ainda não confirmou data ou preço, mas a expectativa é que a RTX 5090 chegue ao varejo internacional até o quarto trimestre de 2026. Para efeito de comparação, a RTX 4090 customizada mais cara da marca estreou a US$ 2 099; portanto, valores acima disso não seriam surpresa. No Brasil, é prudente contar com a habitual soma de impostos e frete, mas quem acompanha promoções da Amazon sabe que kits placa + fonte costumam aparecer com descontos expressivos nos primeiros meses.
Fato é que, com as novas “turbinas” da Gigabyte, quem quiser migrar para a próxima geração de placas de vídeo pode ganhar não só mais frames, mas também alguns centímetros preciosos dentro do gabinete — e, convenhamos, na era dos SSDs que fervem a 70 °C, isso vale ouro.
Com informações de Hardware.com.br