A Plaud acaba de confirmar que seus novos gravadores inteligentes, o NotePro e o NotePin S, estreiam no Brasil em julho – dependem apenas do aval final da Anatel. Além de transcrever falas em 112 idiomas, os aparelhos geram resumos instantâneos e identificam quem falou o quê, recursos que prometem aposentar o bloco de notas tradicional em reuniões, entrevistas, aulas e até no canteiro de obras.
Por que esses gravadores chamam tanta atenção?
Enquanto a maioria dos usuários ainda confia no microfone do smartphone, os novos modelos da Plaud trazem um pacote de hardware e software afinado para registrar áudio com mais clareza e contexto. A empresa desenvolveu um modelo próprio de IA, o Plaud Intelligence, otimizado especificamente para captar voz, eliminar ruídos e entender o cenário da conversa – algo que apps genéricos de gravação, como o Google Recorder, nem sempre conseguem entregar.
Principais destaques do Plaud NotePro
Ultrafino como um cartão de crédito: são 3 mm de espessura e apenas 30 g, cabendo fácil na carteira ou no bolso da camisa.
Conjunto de microfones 5 MEMS + 1 VPU: capta vozes em um raio de até 5 m, útil para mesas de reunião ou entrevistas coletivas.
Display AMOLED protegido por Gorilla Glass: facilita acompanhar o tempo da gravação e o nível de bateria mesmo sob sol forte.
30 h de gravação contínua e até 60 dias em standby, segundo a fabricante.
Alternância automática entre captura presencial e chamadas telefônicas, dispensando configurações manuais.
No exterior, o NotePro sai por US$ 189 (≈ R$ 979 na conversão direta).
NotePin S: gravação no formato wearable
Com apenas 17 g, o NotePin S foi pensado para quem precisa de mobilidade máxima, como professores, guias turísticos ou funcionários em campo.
Bateria para 20 h de áudio contínuo e 40 dias de repouso.
Imagem: Thássius Veloso
Quatro modos de uso: clipe, broche magnético, pulseira ou colar – todos inclusos no kit brasileiro.
No mercado norte-americano, custa US$ 179 (≈ R$ 928).
O que mudou em relação à geração anterior?
A Plaud já vende no país o Note (R$ 1.399) e o NotePin (R$ 1.599). Além do salto no design, a nova linha oferece:
- Processamento de IA local + nuvem, reduzindo latência nas transcrições;
- Reconhecimento de múltiplos interlocutores integrado (antes era beta);
- Suporte a templates de resumo mais extensos – são mais de 10 mil, ideais para ata, pauta jornalística ou checklist de projeto.
Quanto custa usar a IA depois da compra?
A aquisição de qualquer gravador dá direito a 5 h mensais gratuitas de processamento nos servidores da Plaud. Passou disso? É preciso contratar um dos planos de assinatura, que devem ser detalhados quando o lançamento brasileiro acontecer.
Impacto prático: vale a pena para quem?
Gamers e criadores de conteúdo podem transformar brainstorms falados em roteiros sem digitar uma linha. Já profissionais de TI e marketing ganham atas e insights prontos logo após a call. Na venda consultiva, vendedores registram objeções do cliente e recebem um resumo com próximos passos. A Plaud cita ainda a construção civil, onde mestres de obra usam o gadget para relatar progresso diário sem papel.
Concorrentes e alternativas
No mesmo nicho, modelos como o Sony ICD-UX570 ou o Zoom H1n gravam em alta definição, mas não oferecem IA integrada. Já apps como Otter.ai dependem totalmente do celular e de uma assinatura em dólar. Se você busca um dispositivo dedicado, ultracompacto e com serviço de transcrição embarcado, os Plaud saem na frente – especialmente agora com garantia e suporte oficiais no Brasil.
A homologação na Anatel é o último passo antes de sabermos o preço em reais, mas, considerando a geração anterior, é provável que os valores fiquem abaixo de notebooks de entrada e no patamar de um headset gamer premium. Para quem perde horas revisando gravações ou digita atas manualmente, o investimento pode se pagar em poucos dias.
Com informações de Tecnoblog