Se você vinha adiando o upgrade do seu notebook porque “Mac é caro”, talvez seja hora de rever essa conta. Um levantamento da revendedora britânica Hoxton Macs mostra que os computadores da Apple equipados com chips Apple Silicon (M1, M2 e derivados) registram menos da metade de falhas em comparação aos antigos modelos com processadores Intel. Na prática, isso se traduz em um custo total de propriedade (TCO) ainda mais baixo — um argumento que já fazia os Macs liderarem estudos de economia corporativa.
Menos peças, menos calor, menos dor de cabeça
O segredo está no design System on a Chip (SoC). Ao integrar CPU, GPU, memória e controladores em um único silício, a Apple corta pontos de falha como cabos, soldas e chips dedicados. Some a isso o desempenho por watt superior: os MacBooks com Apple Silicon operam em temperaturas mais baixas, poupando bateria, SSD e portas USB-C de desgaste prematuro.
Como o estudo foi feito
Embora a amostra da Hoxton Macs seja relativamente pequena — afinal, a empresa é um revendedor focado em recondicionados —, os números casam com pesquisas mais amplas que apontam 1 em cada 5 laptops Windows apresentando defeitos nos três primeiros anos de uso. Nos Macs Intel, esse índice já era menor; nos Apple Silicon, caiu pela metade.
TCO na prática: economia que vai além do hardware
O custo total de propriedade não se resume ao valor de compra. Vai da conta de luz aos chamados na TI. A IBM, por exemplo, revelou que apenas 5 % dos usuários de Mac precisavam acionar o suporte, contra 40 % dos colegas com PCs. Na Cisco, Macs geraram “cinco vezes menos ameaças cibernéticas” e exigiram “33 % menos engenheiros” para suporte.
Com os Apple Silicon, esses números tendem a melhorar graças à menor taxa de falhas de hardware e às atualizações de segurança entregues diretamente pela Apple.
Impacto para gamers, criadores e usuários casuais
• Jogos: temperaturas mais baixas mantêm o clock da GPU sem thermal throttling, garantindo FPS estável em títulos otimizados como No Man’s Sky ou Resident Evil Village.
• Edição de vídeo: o codec ProRes integrado acelera exportações no Final Cut e no DaVinci, poupando horas de render.
• Uso diário: baterias que superam 15 h de navegação reduzem idas à tomada e prolongam a vida útil do componente.
Imagem: Jny Evans
Mac ou PC premium? Onde a conta fecha
Ultrabooks Windows topo de linha — pense em Dell XPS, Lenovo Yoga ou Samsung Galaxy Book3 Pro — partem de preços similares aos MacBooks Air M2. Porém, a revenda de um Mac costuma ser até 25 % maior após três anos. Some a isso menos gastos com assistência técnica e antivírus e o pacote fica tentador, especialmente para quem pretende manter o notebook por longos ciclos.
O que esperar dos próximos MacBook “Neo”
Rumores indicam que a Apple vai ampliar essa vantagem térmica na próxima geração, codinome “MacBook Neo”, prevista para chegar com o chip M3 de 3 nm. Se o histórico se repetir, podemos ver falhas de hardware ainda mais raras e autonomia próxima de 20 h.
No fim do dia, a mensagem é clara: um preço de entrada mais alto pode significar custo menor no longo prazo. Seja para trabalhar, jogar ou estudar, o Mac com Apple Silicon entrega durabilidade, valor de revenda e menos preocupações — fatores que pesam tanto quanto benchmarks na hora de escolher seu próximo computador.
Com informações de Computerworld