Quem olhar para o céu na noite deste sábado, 23 de maio de 2026, verá a Lua exatamente na fase Crescente, com 46 % da superfície iluminada e caminhando para a próxima Lua Cheia, prevista para daqui a oito dias. O fenômeno marca também um momento especial do calendário astronômico: maio de 2026 traz duas luas cheias – um detalhe que só acontece quando o ciclo lunar se encaixa quase por completo dentro do mesmo mês de 31 dias.
Calendário lunar completo de maio de 2026
De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o ciclo deste mês começou logo no dia 1º com Lua Cheia, passou pela Minguante no dia 9 e pela Nova em 16 de maio. Neste sábado, às 08h12, entramos oficialmente na fase Crescente. O mês termina em grande estilo, com a segunda Lua Cheia às 05h46 do dia 31.
- Lua Cheia: 1.º/05 às 14h24
- Lua Minguante: 09/05 às 18h13
- Lua Nova: 16/05 às 17h03
- Lua Crescente: 23/05 às 08h12 (46 % de iluminação)
- Lua Cheia: 31/05 às 05h46
Entenda o ciclo: da Lua Nova ao Quarto Minguante
A lunação – período médio de 29,5 dias que separa duas Luas Novas – se divide em quatro fases principais com cerca de sete dias cada. Entre elas existem as chamadas “interfases”, como a Gibosa Crescente e a Gibosa Minguante, que explicam variações sutis de luminosidade.
Na fase Crescente, que estamos vivenciando, a porção iluminada cresce noite após noite até atingir o estágio de Quarto Crescente e, posteriormente, a Lua Cheia – quando a Terra fica entre o Sol e o satélite e vemos o disco totalmente claro no céu.
Por que duas luas cheias no mesmo mês?
Quando uma Lua Cheia ocorre já no primeiro ou segundo dia do mês, ainda há tempo suficiente para que o ciclo completo de 29,5 dias se encerre dentro do mesmo período. O resultado é uma segunda Lua Cheia, popularmente chamada de “Blue Moon”. Embora não mude de cor, o evento é considerado raro e é um prato cheio para amantes da observação astronômica e da fotografia noturna.
Como fotografar a Lua Crescente (e a Cheia) com seu smartphone ou câmera
Graças à evolução dos sensores de imagem e da estabilização óptica, capturar detalhes da superfície lunar não exige mais equipamentos profissionais de milhares de reais. Veja alguns pontos que fazem diferença:
1. Estabilidade é tudo
Um tripé leve de fibra de carbono ou alumínio (existem modelos portáteis a partir de 1 kg) elimina tremores que borram a foto. Se o celular tiver modo Pro, reduza o ISO para 100–200 e use disparo automático de 3 s para evitar vibração ao tocar na tela.
2. Um teleobjetivo ajuda – e muito
Lentes acopláveis para smartphone com zoom óptico de 10 × têm conquistado espaço pelo preço acessível. Se você usa câmera mirrorless ou DSLR, uma objetiva 300 mm ou 400 mm é suficiente para enquadrar bem o disco lunar sem perder nitidez.
3. Controle manual
A Lua é luminosa: velocidades de 1/250 s e abertura f/8–f/11 evitam a superexposição. Apps como ProCam (iOS) e GCAM Mod (Android) permitem travar foco no infinito e ajustar o balanço de branco, revelando melhor a textura das crateras.
Imagem: Shutterstock
4. Filtros e pós-produção
Filtros ND variáveis ou polarizadores reduzem reflexos e melhoram o contraste. Na edição, realce a claridade e ajuste levemente a curva de tons médios para destacar mares lunares.
Dica extra: se quiser avançar um nível, telescópios compactos do tipo Maksutov-Cassegrain já saem de fábrica com adaptador para smartphone, possibilitando registros em alta definição mesmo para iniciantes.
O que esperar dos próximos dias
Com 54 % de iluminação a cada noite, a Lua ficará mais brilhante até atingir o auge no próximo sábado, 31 de maio. Se o tempo ajudar, será possível registrar o disco lunar nascendo no horizonte pouco antes do pôr do sol – cenário ideal para quem pretende testar aquela nova lente zoom de 200–500 mm ou o modo noturno turbinado por IA dos smartphones mais recentes.
Independentemente do equipamento, a regra de ouro é: planeje. Apps gratuitos de astronomia, como Stellarium Mobile e SkySafari, mostram horários exatos do nascer e do pôr da Lua na sua cidade e ainda indicam condições de visibilidade baseadas em dados de nuvem e poluição luminosa.
Então, prepare o tripé, carregue a bateria da câmera ou do celular e aproveite a Lua Crescente deste sábado. O espetáculo – gratuito e renovado a cada ciclo de 29,5 dias – é o melhor laboratório para quem quer testar recursos de zoom, estabilização e fotografia computacional na prática.
Com informações de Olhar Digital