A primeira edição da Gamescom Latam 2026 não economizou em surpresas. Entre 30 de abril e 3 de maio, o Distrito Anhembi, em São Paulo, virou palco de estreias globais, recordes de público e, principalmente, muita tecnologia que em breve estará na sua mesa — ou no seu bolso. Testamos Phantom Blade Zero num PC equipado com GeForce RTX 5080, conferimos a remasterização de Outlive 25 rodando liso no Steam Deck, e descobrimos por que a Riot enxerga o Brasil como laboratório de inovação para Wild Rift. A seguir, reunimos os destaques e explicamos o que cada anúncio significa para quem pensa em atualizar placa de vídeo, teclado gamer ou até migrar para o mobile competitivo.
Phantom Blade Zero: ação à la Devil May Cry com DLSS 4 e Multi-Frame Generation
A demo fechada da NVIDIA Brasil colocou o novo soulslike acelerado da S-Game para rodar a 4K, qualidade máxima e DLSS 4 ativo. Mesmo sem Path Tracing, a RTX 5080 manteve frame-time estável, crucial para quem gosta de cravar parries perfeitos. Para comparar: máquinas com a RTX 4080 SUPER — ainda favorita nas promoções de 2024 na Amazon — sustentam 90–110 fps em títulos similares. Já a 5080 ultrapassou 140 fps no modo performance, sinalizando um salto de até 35 %.
Nos controles, o estúdio abandonou de vez a rigidez tradicional dos soulslike. Golpes rápidos no “X” não drenam vigor, enquanto ataques pesados (botão “Y”) gastam Sha-Chi e abrem janela para finishers cinematográficos. Quem treina combos em Ninja Gaiden Black vai se sentir em casa.
NVIDIA leva show de tecnologia: de G-SYNC Pulsar a Quake III com RTX Remix
O megastande da fabricante se dividiu em três circuitos:
- Gameplay de Phantom Blade Zero em PCs custom ASUS, evidenciando Ray Tracing + DLSS 4;
- Competitivo de CS2 1v1 em monitores ASUS com G-SYNC Pulsar, que combina VRR com nitidez de mais de 1 000 Hz. Ideal para quem busca reduzir motion blur em partidas ranqueadas;
- RTX AI/Creators: estações com ComfyUI e impressoras HP, onde o público gerou pôsteres por IA.
Um comparativo nostálgico colocou um PC com GeForce FX 5200 contra uma máquina Alienware com RTX 5070, ambas rodando Quake III RTX Remix. O contraste de iluminação global em tempo real mostrou como o Path Tracing evoluiu em 25 anos — dica valiosa para quem ainda segura uma GTX série 10 e pensa em pular direto para a linha 50.
Outlive 25: clássico brasileiro de estratégia renasce com zoom 4K e multiplayer via Steam
Poucos lembrarão que o RTS curitibano Outlive vendeu 10 mil cópias físicas no Brasil em 2001. A remasterização Outlive 25, lançada durante a feira, ganhou texturas re-renderizadas e interface modernizada. Segundo os devs da Continuum, só a compatibilidade com arquivos antigos do 3ds Max acrescentou quatro meses de trabalho.
A boa notícia é que o jogo pesa menos de 4 GB, portanto roda até em notebooks equipados com GPU integrada RDNA 3. Quem já possui um teclado mecânico de resposta rápida — como o HyperX Alloy Origins — vai aproveitar ao máximo o micro-gerenciamento que o novo modo espionagem exige.
Wild Rift: Brasil é laboratório global da Riot Games
Em entrevista ao portal, Derek Chan (Diretor Global) revelou que a América Latina é o mercado com maior engajamento social do MOBA mobile. Isso explica o investimento em parcerias locais, como eventos com theme de Carnaval e a nova skin Porsche, fruto de anos de negociação.
Para 2026, o roadmap inclui:
Imagem: Internet
- Revisão completa do sistema ranqueado;
- Partidas arcade em 2XKO com progressão cruzada;
- Suporte oficial a 120 fps em aparelhos Snapdragon 8 Gen 3, alinhando o desempenho a tablets com tela de 144 Hz, como o novo ROG Ally X.
Monitores QD-Mini LED, periféricos e PCs nacionais ganham holofote
TCL estreou painéis QD-Mini LED de 240 Hz, que competem diretamente com modelos Samsung Odyssey Neo G9. Já a Avell destacou notebooks gamer com RTX 5060 Ti, enquanto Kabum, Pichau e ITX abasteceram a área free-to-play com máquinas baseadas nas GPUs RTX 5080 e 5090. Para quem considera upgrades modulares, vale ficar de olho nas promoções de fontes ATX 3.1 — padrão que acompanha as placas de vídeo série 50 e promete cabos 12V-2×6 mais seguros.
Inclusão e acessibilidade em alta
AbleGamers Brasil montou estações com controles adaptados e audiodescrição de hardwares customizados. A iniciativa reforça a tendência de marcas como Logitech e Razer, que já oferecem kits de acessibilidade — um nicho ainda pouco explorado em e-commerce nacional, mas promissor.
Por que a Gamescom Latam importa para o seu próximo setup?
Além de antecipar lançamentos, a feira serve como termômetro de mercado. Se Phantom Blade Zero roda a mais de 120 fps só com DLSS 4, é provável que títulos futuros adotem Multi Frame Generation como padrão. Ou seja, quem ficar preso a GPUs pré-RTX 40 pode encontrar gargalos não apenas em Ray Tracing, mas também em latência.
No lado dos periféricos, a adoção do G-SYNC Pulsar sinaliza uma nova leva de monitores high refresh acima de 500 Hz, enquanto teclados de switch óptico — caso do Razer Huntsman V3 Pro — ganham relevância por reduzir ainda mais o tempo entre clique e ação na tela.
Próximas paradas: Summer Game Fest e BGS 2026
Mal esfriaram os motores do Anhembi e os holofotes já miram o Dolby Theatre, em Los Angeles, para o Summer Game Fest 2026, de 5 a 8 de junho. Em outubro, a BGS 2026 promete fechar o ano com chave de ouro. Se a Gamescom é indicativo, prepare-se para ainda mais demos rodando na série 50 da NVIDIA e nos novos Ryzen 8000 X3D, que devem trazer cache empilhado de terceira geração.
No fim das contas, a edição latino-americana da Gamescom cumpriu o que prometeu: conectar jogadores, desenvolvedores e amantes de hardware numa vitrine única — e, de quebra, deixar a lista de desejos da Amazon lotada de upgrades.
Com informações de Adrenaline