A Apple voltou a surpreender Wall Street ao divulgar, nesta quinta-feira (30), o balanço do primeiro trimestre civil – segundo trimestre fiscal de 2026 – com números que deixaram analistas e investidores boquiabertos. A receita saltou para US$ 111,18 bilhões, avanço anual de 16,6 %, enquanto o lucro líquido atingiu US$ 29,58 bilhões. O grande protagonista foi o iPhone 17, responsável por puxar sozinho 21,7 % de crescimento nas vendas de smartphones.
iPhone 17 leva vantagem sobre rivais Android premium
O segmento iPhone gerou US$ 56,99 bilhões em apenas três meses, superando as previsões mais otimistas de Wall Street (US$ 56,70 bi). O salto de mais de US$ 10 bilhões em relação ao mesmo período de 2025 confirma que a combinação de chip A20 Pro, câmera tetraprisma de 48 MP e tela ProMotion de 120 Hz continua seduzindo quem busca desempenho bruto para jogos e criação de conteúdo.
Para quem ainda usa gerações antigas (iPhone 13/14) ou flagships Android similares – como Galaxy S25 Ultra ou Pixel 9 Pro – vale ficar atento: nos principais testes de benchmark gráfico e de IA na borda, o A20 Pro tem entregado ganhos de até 25 % sobre o Snapdragon 8 Gen 4. Se você passa horas em títulos competitivos como Call of Duty Mobile ou Valorant Mobile, a vantagem pode significar frames mais altos e menor latência.
Serviços encostam no iPhone (e rendem margens mais gordas)
O segundo grande pilar do trimestre foi a divisão de Serviços – que inclui App Store, Apple TV+, Apple Music, iCloud e afins –, responsável por um novo recorde de US$ 30,97 bilhões, crescimento de 16,3 % em 12 meses. Embora ainda esteja atrás da receita de iPhones, a operação digital entrega margens bem mais robustas, ajudando a Apple a fechar o período com 49,27 % de margem bruta, acima das expectativas de mercado.
Para o usuário comum, essa expansão significa um ecossistema cada vez mais integrado – e potencialmente mais indispensável. Quem já tem um Mac ou um iPad acaba encontrando valores competitivos em pacotes como o Apple One, que reúne até cinco serviços por um preço mensal único.
MacBook Neo prova apetite por IA na borda
Na linha de computadores, o destaque foi o MacBook Neo, primeiro notebook da marca a sair de fábrica com o chip M4 ProX otimizado para workloads de inteligência artificial local. A procura superou as projeções internas e, segundo Tim Cook, “vários modelos ficarão com estoque apertado” até junho. Para quem roda Stable Diffusion, LLaMA ou editores de vídeo com aceleração via Apple Neural Engine, a novidade pode poupar horas no rendering.
China volta a crescer e reacende disputa com Huawei e Xiaomi
Após trimestres conturbados, a região da Grande China voltou a brilhar: a receita saltou de US$ 16 bi para 20,49 bi, ajudada por subsídios de operadoras locais e pela excelente recepção do iPhone 17e, variante mais acessível da linha. O movimento indica recuperação de terreno perdido para Huawei Mate 70 Pro e Xiaomi 14 Ultra.
Imagem: Internet
Com DRAM em alta, margens podem ser pressionadas
Nem tudo é euforia. Cook alertou que o custo de memória DRAM e NAND está subindo rapidamente, fator que pode beliscar as margens no próximo trimestre. Quem planeja montar ou atualizar PC gamer – e acompanha nossos guias de placa-mãe, SSD e DDR5 compatíveis – sente a mesma dor no bolso.
Resumo rápido para o entusiasta de hardware
- Receita recorde: US$ 111,18 bi (+16,6 %)
- iPhone 17: US$ 56,99 bi em vendas (+21,7 %)
- Serviços: US$ 30,97 bi (+16,3 %) – margens mais altas que hardware
- Mac: US$ 8,4 bi (+5,7 %), turbinado pelo MacBook Neo com IA
- iPad: US$ 6,91 bi (+8 %), puxado pelo iPad Air com chip M4
- Wearables: US$ 7,9 bi (+5 %) – destaque para novos AirPods com lossless
Por que isso importa para você?
Mesmo sem dizer “compre agora”, o recado da Apple é claro: atualizar para o iPhone 17 ou investir em um Mac com chip M4 significa entrar em um ecossistema que cresce em serviços e, cada vez mais, em recursos de IA na borda. Para quem valoriza desempenho em jogos mobile, renderização de vídeo ou workflows de aprendizado de máquina, o hardware de Cupertino ainda dita o ritmo – e os números financeiros apenas confirmam a tendência.
No curto prazo, fique atento a promoções pontuais em modelos 2025/2024. Com a demanda aquecida pelo 17e e pelos Macs de IA, varejistas devem queimar estoque de gerações anteriores, criando oportunidades interessantes de upgrade sem pagar preço cheio.
Com informações de Mundo Conectado