Se você estava esperando um smartphone que reunisse potência de topo, bateria gigante e construção premium sem arrombar o orçamento, a Xiaomi acaba de colocar uma pulga high-tech atrás da sua orelha. O novo POCO X8 Pro chega ao Brasil importado a algo em torno de R$ 2.200 e promete entregar experiência de flagship onde realmente importa: desempenho, tela e autonomia.
O que muda da geração passada?
O plástico e o couro vegano do X7 ficaram para trás. Agora o X8 Pro ostenta traseira em vidro Gorilla Glass e laterais em alumínio, com bordas mais finas e suavemente curvadas, lembrando a pegada do Galaxy S23. O upgrade não é só estético: a certificação IP69K — rara até em modelos acima dos R$ 6.000 — garante resistência a jatos de água de alta pressão e temperatura, ideal para quem vive derrubando o aparelho na pia ou usa o celular na chuva pesada.
Tela: brilho de notebook gamer no seu bolso
A Xiaomi colocou um painel AMOLED de 6,59” em resolução 1,5K (2.712 × 1.220 px) com 120 Hz e pico de 3.500 nits em HDR. Para efeito de comparação, isso supera o iPhone 15 Pro (2.000 nits) e rivaliza com monitores profissionais de referência. Na prática, significa enxergar o conteúdo sob sol forte sem forçar a vista. A proteção fica por conta do vidro Gorilla Glass 7i, mais leve e resistente a quedas que o Gorilla Glass Victus encontrado em aparelhos premium de 2023.
Processador MediaTek que incomoda Exynos e Snapdragon
No coração do aparelho, o Dimensity 8500 Ultra (4 nm) briga de igual para igual com o Exynos 2400 do Galaxy S24 em benchmarks gráficos. Em Call of Duty Mobile e Genshin Impact, o X8 Pro mantém 60 fps estáveis no Alto com temperatura mais baixa que a média dos Snapdragon 7 Gen 3 — mérito da câmara de vapor de 4.000 mm².
Configurado com 8 GB de RAM LPDDR5X (expansíveis virtualmente para 16 GB) e 256 GB UFS 4.1, o aparelho abre apps pesados em segundos e grava vídeos 4K sem engasgos. Tudo roda sob a nova HyperOS 3 baseada no Android 16.
Inteligência Artificial na prática
A Xiaomi batizou o pacote de recursos de Hyper AI. Entre as utilidades que já funcionam em português estão —
- Tradução de chamadas em tempo real;
- Escrita assistida em e-mails e redes sociais;
- Planos de fundo gerativos para fotos e vídeos;
- Circule para Pesquisar do Google embutido em todo o sistema.
Esses recursos rodam on-device, preservando privacidade e economizando dados móveis.
Bateria de silício-carbono: 100 % em 50 minutos
A Xiaomi adotou células silício-carbono de 6.500 mAh, 15 % mais densas que as tradicionais de íon-lítio. Mesmo com essa capacidade, o aparelho mede 8,4 mm de espessura. O carregador 100 W incluído na caixa leva a carga de 0 % a 100 % em ≈48 min nos nossos testes, contra 65 min do Galaxy A55 (25 W) e 53 min do Redmi Note 13 Pro + (120 W, porém com célula menor).
Imagem: Internet
Câmeras: sensor principal brilha, secundárias só cumprem tabela
O módulo triplo é liderado por um Sony IMX890 de 50 MP com OIS, o mesmo visto no OnePlus 11. As fotos diurnas exibem ótimo alcance dinâmico; à noite, o modo noturno segura ruídos sem borrar detalhes. No entanto, a ultra-wide de 8 MP e a selfie de 20 MP perdem definição em ambientes escuros. Além disso, gravação 4K está disponível apenas na câmera principal.
Em resumo: se você não faz vlogs diários com a frontal ou não depende de ultra-wide profissional, o conjunto atende bem. Caso contrário, vale considerar concorrentes como o Galaxy A35, que filma 4K na selfie.
Suporte estendido que surpreende
Pela primeira vez na linha, o POCO oferece 4 anos de Android (até o Android 20) e 6 anos de patches de segurança. Essa política coloca o X8 Pro na mesma prateleira de marcas como Samsung e Google — um ótimo sinal para quem pretende ficar vários anos sem trocar de aparelho.
Vale a pena?
Por cerca de R$ 2.200, o POCO X8 Pro entrega:
- Desempenho de quase flagships com o Dimensity 8500 Ultra;
- Tela AMOLED de 3.500 nits e 120 Hz, rara na faixa de preço;
- Bateria de 6.500 mAh com carregamento turbo de 100 W;
- Construção premium em vidro/alumínio com IP69K;
- Suporte de software de longo prazo.
As concessões ficam nas câmeras secundárias e na falta de gravação 4K na frontal. Se fotografia é prioridade absoluta, um Pixel 7a importado pode entregar resultados mais consistentes. Mas, para quem prioriza jogos, uso intenso fora da tomada e durabilidade, o POCO X8 Pro surge como o melhor custo-benefício Android no momento.
Com informações de Mundo Conectado