Quando os rumores sobre a Apple esquentam, o mercado inteiro segura a respiração. E a novela do momento atende pelo apelido de iPhone Fold — o suposto primeiro smartphone dobrável da gigante de Cupertino. Relatórios recentes se contradizem: enquanto o diário econômico Nikkei Asia fala em atrasos que empurrariam o aparelho para 2027, o respeitado analista Mark Gurman, da Bloomberg, garante que a novidade continua planejada para o tradicional evento de setembro.
O que realmente está acontecendo nos bastidores
Segundo fontes da cadeia de produção na Ásia, testes de manufatura apontaram um problema no hinge (dobradiça) fornecido pela Samsung. Nada fora do padrão: Apple costuma iniciar pequenas tiragens experimentais justamente para caçar esse tipo de falha meses antes do anúncio oficial. Eric Woodring, analista do Morgan Stanley, confirma que não houve corte de pedidos de componentes, sinal de que o cronograma permanece intacto.
Como pode ser o iPhone Fold?
Ainda que a Apple jamais tenha admitido publicamente o projeto, patentes e vazamentos apontam um dispositivo:
- Tela interna de ~7,6” AMOLED flexível, com vinco quase imperceptível graças ao vidro ultrafino (UTG) de última geração;
- Formato mais quadrado que o iPhone 15 Pro Max, mas mais compacto que um iPad mini quando aberto;
- Câmeras equivalentes à linha Pro: sensor principal de 48 MP, ultrawide e telefoto com estabilização óptica;
- Processador Apple Silicon da geração A18 ou M-series otimizado para IA on-device;
- Preço estimado perto de US$ 2.000 (cerca de R$ 10 mil com impostos), entrando direto na categoria ultrapremium.
Concorrentes já à venda — e o que a Apple precisa superar
No universo Android, o Samsung Galaxy Z Fold5 e o Google Pixel Fold dominam o segmento dobrável. Ambos oferecem multitarefa em tela dividida, caneta opcional (no caso da Samsung) e bateria para um dia inteiro de uso moderado. A Apple, porém, tem cartas fortes:
- Integração total com o ecossistema (iPad, Mac, Apple Watch, AirPods);
- Otimizador do painel de 120 Hz do ProMotion aliado aos recursos de privacidade do iOS;
- Chip Neural Engine capaz de acelerar apps de edição de vídeo, jogos AAA e recursos de IA generativa sem depender da nuvem.
Por que gamers e criadores de conteúdo devem ficar de olho
Uma tela expansível significa área útil quase 70 % maior para HUDs em títulos como Genshin Impact ou Call of Duty: Warzone Mobile. Para quem edita fotos e vídeos no iPhone, o espaço extra ajuda a manipular múltiplas faixas no Final Cut Pro for iOS — sem sacrificar portabilidade.
Imagem: Jny Evans
E se os atrasos acontecerem?
Caso o lançamento escorregue para 2025, a Apple deve repetir a estratégia do Vision Pro: anunciar o produto, mostrar demos e abrir pré-venda meses depois. Para quem não quer esperar, modelos dobráveis Android já disponíveis no Brasil podem ser alternativas interessantes — muitos deles listados na Amazon com promoções periódicas.
No fim das contas, a Apple só lança quando considera “pronto”. Se o iPhone Fold realmente chegar neste ano, podemos estar diante da maior mudança de formato desde o iPhone X. Se não, a marca continuará dominando manchetes e nossa curiosidade — sem mover um músculo oficialmente.
Com informações de Computerworld