Imagens CAD recém-vazadas adiantam o visual e as primeiras especificações do Google Pixel 11 Pro XL, previsto para agosto de 2026. O material, publicado pelo leaker OnLeaks em parceria com o Android Headlines, mostra um smartphone quase idêntico ao Pixel 10 Pro XL por fora, mas com mudanças internas que prometem colocar a linha Pixel em pé de igualdade — ou, quem sabe, de vantagem — frente a Galaxy e iPhone.
Design: mudanças sutis, mas estratégicas
Nas dimensões, 162,7 × 76,5 × 8,5 mm, o novo modelo replica milimetricamente o antecessor. O que salta aos olhos é a barra de câmera inteiramente em vidro preto, sem o acabamento metálico da geração passada. A estética lembra o Pixel 6, transmitindo uma pegada mais discreta e uniforme.
Outra diferença notável é a ausência do sensor de temperatura visto nos Pixels mais recentes. Se você raramente usava o recurso, dificilmente sentirá falta; em troca, o conjunto de câmeras pode ganhar espaço interno para componentes maiores (ou refrigeração extra).
Tensor G6 de 2 nm: o salto que gamers e criadores esperavam
O coração do aparelho será o Tensor G6, fabricado em processo de 2 nm pela TSMC e com arquitetura de 7 núcleos. Na prática, isso significa:
- Mais performance bruta para jogos intensos, renderização de vídeo e IA local.
- Menos aquecimento, graças à eficiência térmica superior do nodo de 2 nm.
- Maior autonomia, potencialmente explorando a bateria de ~5.500 mAh para quem passa horas longe da tomada.
Para referência, o Tensor G5 (3 nm) já prometia ganhos de 34 % em CPU e 60 % em IA sobre o G4. Espera-se que o G6 dê mais um passo, reduzindo o gap que ainda separa os Pixel dos chips Apple A-series e Qualcomm Snapdragon de topo.
Modem MediaTek M90: adeus às quedas de 5G?
Outra novidade de peso é a troca do modem Samsung pelo MediaTek M90. Quem conviveu com sinais instáveis ou bateria drenando rápido em 5G nos Pixels antigos tem bons motivos para comemorar. A MediaTek investiu forte em eficiência de RF nos últimos anos, e o M90 já entrega velocidades sustentadas de até 7,9 Gb/s em testes de laboratório. Se a Google otimizar o software a contento, podemos ver o Pixel finalmente competir sem desvantagem nas redes brasileiras — detalhe crucial para quem joga online ou faz muitos uploads em nuvem.
RAM pode cair para 12 GB — isso importa?
Há rumores de que a Google reduza a RAM de 16 GB para 12 GB no modelo base, equilibrando custos sem aumentar o preço já salgado de US$ 1.200. Para a maioria dos usuários, inclusive gamers, 12 GB em LPDDR5X continuam mais que suficientes; o Android 17, de fábrica, deve otimizar a alocação de memória e prolongar a fluidez do sistema.
Segurança reforçada com Titan M3
O coprocessador Titan M3 (codinome “Google Epic”) substitui o M2, adicionando camadas extras de criptografia em tempo real. Se você usa o aparelho para pagamentos sem contato ou armazena dados corporativos, esse upgrade é um baita diferencial.
Imagem: Internet
Lançamento, preço e posicionamento no mercado
Seguindo o calendário habitual da empresa, o Pixel 11 Pro XL deve ser oficializado em agosto de 2026, algumas semanas antes da linha iPhone 18. A manutenção do preço inicial em US$ 1.200 é estratégica: sobe a régua de especificações sem esbarrar nos US$ 1.300 do Galaxy S26 Ultra.
Para quem monitora promoções, vale ficar atento: quando o Pixel 11 chegar, é provável que o Pixel 10 Pro XL (ainda um excelente aparelho) apareça em oferta relâmpago em varejistas como a Amazon — uma janela de oportunidade para quem quer alto desempenho gastando menos.
Por que este vazamento merece sua atenção
Se você aguardava um Pixel que não esquentasse sob carga, mantivesse o 5G estável e entregasse câmeras de referência, o Pixel 11 Pro XL parece cumprir todos esses requisitos no papel. A combinação Tensor G6 + MediaTek M90 pode selar a transição da Google para um ecossistema 100 % controlado, reduzindo as dores de cabeça vistas em gerações anteriores.
Naturalmente, tudo ainda depende de testes reais, mas os indícios apontam para um flagship competitivo não só em software — área onde a Google já brilha — como também em hardware. Fique de olho: em poucos meses saberemos se o Pixel 11 Pro XL será o Android definitivo para fotografia computacional, jogos em nuvem e IA on-device.
Com informações de Mundo Conectado