Sem alterar uma vírgula no preço, a Apple atualizou sua linha intermediária de tablets: o novo iPad Air M4 chega ao Brasil prometendo mais fôlego para tarefas pesadas de vídeo, IA e games, mas mantendo o visual — e até boa parte da ficha técnica — do iPad Air M3. A pergunta que fica é simples: quem já tem o modelo 2025 precisa mesmo trocar?
Design copiado e colado — e tudo bem
À primeira vista nada mudou. O chassi de alumínio continua fino (6,1 mm), leve (462 g no de 11” e 616 g no de 13”) e disponível nas cores cinza-espacial, estelar, roxo e azul. A Apple preferiu não mexer em time que está ganhando, e isso inclui total compatibilidade com Apple Pencil Pro e Magic Keyboard de última geração.
Chip M4: até 30% mais rápido, ray tracing nativo e IA local
O salto de geração aparece por dentro. O processador M4 traz CPU de oito núcleos e GPU de nove núcleos com ray tracing por hardware, recurso que só existia nos iPads Pro. Somando o novo Neural Engine de 16 núcleos, a Apple fala em:
- +30 % de performance frente ao M3;
- 2,3 × mais velocidade se comparado ao antigo M1;
- Execução integral de recursos de Apple Intelligence no próprio tablet, sem depender da nuvem.
Na prática, edições no Final Cut, colorização de cenas em HDR ou render de objetos 3D no Procreate passam a ser concluídas em menos tempo — e com menor consumo de bateria.
Memória: 12 GB que fazem diferença no multitarefa
O número frio parece pequeno, mas sair de 8 GB para 12 GB de memória unificada aumenta em 50 % a “área de manobra” do sistema. Isso significa mais apps abertos lado a lado, menos recarregamentos de páginas no Safari e espaço extra para modelos de IA rodarem localmente, algo que tablets rivais com 8 GB geralmente não conseguem sustentar com a mesma fluidez.
Tela continua LCD a 60 Hz — aqui não houve milagre
Se você esperava um painel OLED, melhor esquecer. O Liquid Retina LCD mantém 500 nits (11”) e 600 nits (13”), resolução de 264 ppi e taxa fixa de 60 Hz. O resultado ainda agrada para streaming, leitura e edição casual de fotos, mas quem vem de um iPad Pro a 120 Hz vai sentir falta da suavidade do ProMotion.
Conectividade: Wi-Fi 7 e Bluetooth 6 estreiam na linha Air
Outro ponto de avanço é o novo chip sem fio N1, que libera Wi-Fi 7 e Bluetooth 6. Em redes compatíveis, a largura de banda sobe para até 36 Gb/s, ideal para quem trabalha com arquivos pesados na nuvem ou espelha a tela via AirPlay em 4K HDR. A variante celular também trocou o modem de terceiros pelo C1X, 50 % mais veloz e 30 % mais eficiente energeticamente.
Bateria: números iguais, autonomia potencialmente maior
A Apple continua divulgando 10 h de navegação no Wi-Fi (9 h no 5G). A diferença é que o chip M4 e o modem C1X consomem menos energia, então usuários do modelo celular devem perceber alguns minutos extras de uso real, principalmente em videoconferências ou streaming fora de casa.
Imagem: Internet
Quanto custa hoje no Brasil?
Nosso varejo ainda lista o iPad Air M4 a partir de R$ 7.499 (11”, 128 GB). Já o M3, lançado pelo mesmo valor em 2025, começou a aparecer abaixo de R$ 6.000 em promoções relâmpago — uma diferença que faz pensar.
Vale o upgrade?
Troque se você:
- usa o iPad como estação de edição, design 3D ou quer testar IA local;
- precisa de Wi-Fi 7/5G mais veloz em campo;
- vem de um iPad Air M1 ou anterior.
Segure o M3 se suas atividades são navegação, streaming, anotações e reuniões online. A tela, as câmeras e o design são idênticos, e o chip M3 ainda tem sobra de desempenho para vários anos de atualizações do iPadOS.
Concorrentes no radar
• Samsung Galaxy Tab S9+: painel AMOLED de 120 Hz e S Pen inclusa, mas perde para o M4 em apps otimizados para iPadOS.
• Lenovo Tab P12 Pro: tela OLED e pacote de produtividade incluso, porém com Snapdragon anterior ao 8 Gen 3.
Se você busca o ecossistema Apple, o iPad Air M4 é o meio-termo ideal entre preço e potência; fora dele, os rivais Android oferecem telas melhores, mas ainda não alcançam a mesma consistência de apps profissionais.
No fim das contas, o iPad Air M4 não revoluciona a categoria, mas entrega chip de última geração, mais memória e conectividade Wi-Fi 7 pelo mesmo preço. Para quem vai comprar agora — especialmente criadores de conteúdo e estudantes de engenharia ou design — ele é a opção mais preparada para o futuro próximo.
Com informações de Mundo Conectado