Chega ao Brasil um reforço de peso para quem precisa manter filiais, fazendas ou plataformas industriais sempre online. A SKY Brasil e a DIRECTV Latin America ampliaram sua parceria com a Amazon e vão começar a vender a banda larga via satélite Amazon Leo ao mercado corporativo em nove países da América do Sul, incluindo o Brasil.
Por que isso importa?
Segundo as operadoras, existem cerca de 15 milhões de empresas na região com gargalos de conectividade. Boa parte delas depende de links lentos ou instáveis em áreas afastadas. O serviço Amazon Leo, ancorado em satélites de órbita terrestre baixa (LEO), promete entregar:
- Menor latência – ideal para aplicações em tempo real, como telemetria e videoconferências.
- Largura de banda robusta – até 1 Gbps de download e 400 Mbps de upload.
- Cobertura ampliada – chega onde a fibra ou o 5G ainda não alcançam.
Como o Amazon Leo se compara a soluções rivais?
Hoje, o competidor mais popular é o Starlink Business, de Elon Musk. Ambos operam em órbita baixa, mas o plano corporativo da Starlink divulgado para o Brasil oferece velocidades de 40 a 220 Mbps, enquanto o Leo Ultra chega a 1 Gbps. Já em latência, os dois sistemas ficam na casa dos 20–40 ms, muito abaixo dos 600 ms típicos de satélites geoestacionários.
Três antenas para três perfis de negócio
A Amazon desenhou terminais compactos que cabem tanto no teto de uma pequena loja quanto no topo de um data center:
- Leo Nano – focado em pequenos escritórios e PDVs; largura de banda moderada, baixo consumo.
- Leo Pro – atende filiais, fazendas conectadas e projetos de IoT massivo.
- Leo Ultra – o topo de linha com até 1 Gbps/400 Mbps, pensado para workloads de vídeo, big data e automação industrial pesada.
Setores que devem aderir primeiro
A holding Waiken, controladora de SKY e DIRECTV, enxerga maior tração em:
- Energia – exploração de petróleo, parques solares e eólicos fora dos grandes centros.
- Agronegócio – sensores IoT para irrigação, tratores autônomos e estações meteorológicas.
- Logística – rastreamento de frotas em rotas amazônicas ou andinas.
- Mineração – comunicação de maquinário e segurança operacional em minas isoladas.
O cronograma de expansão da constelação
Até agora, a Amazon já colocou 200 satélites em órbita e planeja mais de 20 lançamentos até o fim de 2026. Um programa piloto começou no final de 2025 com alguns clientes corporativos, e a escala comercial deve aumentar conforme novos foguetes decolam.
Imagem: Internet
O que as empresas precisam saber antes de aderir
1. Instalação ágil: as antenas chegam pré-configuradas; basta energia e visão livre para o céu.
2. Planos flexíveis: SKY e DIRECTV sinalizam contratos mensais ou sazonais, úteis para plantações que precisam de internet só na safra.
3. Integração híbrida: é possível combinar fibra, rádio e Leo na mesma rede para redundância.
Impacto prático: do game corporativo ao streaming 4K
Latência de 20–40 ms significa que reuniões no Microsoft Teams, acesso a desktops remotos ou mesmo jogos em nuvem internos rodam quase como em links de fibra. Para quem transmite treinamentos em 4K ou processa vídeo de drones na lavoura, o ganho de banda do Leo Ultra elimina travamentos e acelera decisões em campo.
Com a nova oferta, SKY e DIRECTV colocam a região em pé de igualdade tecnológica com polos de inovação mundiais, criando mais um argumento para a digitalização de negócios fora dos grandes centros urbanos.
Com informações de Mundo Conectado