Depois de anos vendo a Sony lançar produtos brilhantes, porém caros e pouco acessíveis, a joint venture que coloca 51 % da operação nas mãos da TCL promete mudar o jogo – inclusive para quem sonha em encontrar essas novidades em reais, com nota fiscal e entrega rápida. A seguir, selecionamos cinco dispositivos que ilustram por que essa parceria pode sacudir o mercado brasileiro de TVs e áudio nos próximos anos.
1. Bravia Theatre Quad: som 360° que ainda implora por um subwoofer
O Bravia Theatre Quad é hoje o sistema de áudio mais comentado nos fóruns internacionais. São quatro caixas ultrafinas e minimalistas, cada uma delas equipada com tweeter, mid-range, woofer e driver up-firing para Dolby Atmos. No total, são 16 alto-falantes entregando 504 W de potência.
O truque de mágica está na distribuição de diálogo – não há caixa central; o processamento cria um “fantasma” que faz a fala parecer vir diretamente da TV, ou, no caso de modelos Sony compatíveis, integra-se por meio do recurso Acoustic Center Sync.
Onde a TCL pode entrar? Falta um subwoofer no kit de fábrica. Hoje, quem quer graves de verdade precisa adicionar o SW3 ou o SW5, elevando o valor para patamares proibitivos. Com produção em larga escala, faz todo sentido vender o Quad já em bundle, algo que facilitaria concorrer com conjuntos premium – pense na Samsung Q990C ou na JBL Bar 1300 – que saem da loja prontos para uso.
2. Bravia Bar 9: a soundbar 7.1.4 que precisa chegar completa
A Sony oferece na Bravia Bar 9 um palco 5.0.2 interno com 13 falantes, mas, para rivalizar de fato com a famigerada Samsung Q990C, é preciso comprar separadamente o sub SW5 e as caixas traseiras SA-RS5, transformando o conjunto em 7.1.4.
Somando tudo, o preço supera US$ 2 000. Aqui, a escala industrial da TCL pode permitir kits fechados de fábrica – e, quem sabe, calibrados de forma unificada – a um custo que faça sentido no carrinho do consumidor brasileiro.
3. Bravia 8 (WOLED): OLED de “entrada” que paga pedágio de fabricação
A sucessora da A80L usa painel WOLED da LG Display, o mesmo encontrado na LG C4. A diferença é que a Sony produz em volume baixo, o que encarece o produto e a deixa longe de promoções relâmpago vistas nos e-commerces.
Com linhas de montagem TCL e, no futuro, painéis IJP OLED (OLED impresso) que a marca chinesa prepara para 2027, a Bravia 8 pode virar a porta de entrada ideal para quem deseja OLED com o processador XR – reconhecido por reduzir artefatos de streaming melhor do que qualquer concorrente.
4. Bravia 8 Mark 2 (QD-OLED): quando perfeição de cor encontra limitação de tamanho
Delta E abaixo de 1, brilho superior ao de qualquer WOLED e contraste infinito: o painel QD-OLED da Samsung Display da Bravia 8 Mark 2 é uma aula de qualidade de imagem. Contudo, ela para em 65″. Nada de 77″ ou 83″, tamanhos já comuns nos catálogos de LG e Samsung.
Imagem: Internet
Com o mix de painéis gigantes da TCL e a excelência do processador XR, esperar versões de 77″ (ou até 83″) é realista. Rumores indicam que a Mark 3 deve aparecer até abril de 2025, possivelmente adotando retroiluminação Mini LED RGB para níveis de brilho ainda mais extremos.
5. Bravia 9 (Mini LED): quase 3 000 nits que querem romper a fronteira de 85″
Especialistas já chamam a Bravia 9 de “TV que ameaça o trono do OLED”. Com picos próximos de 3 000 nits e controle de blooming que beira o zero, ela só tem um calcanhar de Aquiles: o tamanho máximo de 85″. Enquanto isso, TCL, Samsung e até Hisense já exibem modelos de 98″ e 115″.
Trazer o backlight de altíssima zonação da TCL, casar com o algoritmo XR e empacotar em painéis de 98″ pode ser o passo que faltava para a Sony fincar bandeira no segmento extra-large – cada vez mais popular entre gamers de PC e consoles que buscam latência baixíssima em tela gigante.
Por que isso importa para o consumidor brasileiro?
Desde 2021 sem operação local, a Sony virou sinônimo de importados caríssimos. A partir de 2027, quando a joint venture entra em produção plena, a lógica pode mudar: mais escala de fabricação = preços menores e linhas completas chegando juntas, em vez de migalhas ao longo do ano.
Se você está de olho em uma nova TV 4K/8K ou em uma soundbar Atmos para turbinar os jogos, vale acompanhar cada anúncio de Bravia e Theatre nos próximos lançamentos. Eles podem ser o indício de que essas novidades já estão saindo da linha da TCL – e, portanto, prontas para disputar espaço nas vitrines brasileiras (e, claro, nas páginas da Amazon).
No fim das contas, a Sony continua com o melhor processador de imagem do mercado, enquanto a TCL domina a arte de fabricar muito, rápido e barato. Quando esses dois universos colidirem, quem ganha é o consumidor.
Com informações de Mundo Conectado