O primeiro grande lançamento mobile de 2026 na China já tem nome e sobrenome: Redmi Turbo 5. O novo smartphone da subsidiária da Xiaomi inaugura o processador MediaTek Dimensity 8500-Ultra e leva para a categoria intermediária premium uma bateria colossal de 7.560 mAh, além de tela de 3.500 nits e carregamento de 100 W. Em tempos de aparelhos acima de R$ 5 mil, o modelo promete entregar fôlego de flagship a um custo muito mais camarada — e isso deve esquentar o mercado quando (e se) desembarcar no Ocidente, possivelmente rebatizado como POCO.
Primeiro a usar o Dimensity 8500-Ultra: o que muda na prática?
Desenvolvido em litografia de 4 nm, o Dimensity 8500-Ultra faz sua estreia global no Turbo 5 com CPU octa-core de até 3,4 GHz e GPU Mali-G720 MC8. Na teoria, a plataforma fica posicionada entre o Dimensity 8300 e o futuro 9000 Lite, brigando diretamente com o Snapdragon 7+ Gen 3. A Xiaomi combinou o chip com memória LPDDR5 Ultra e armazenamento UFS 4.1, os mesmos padrões vistos em tops de linha como o Galaxy S25 ou o ROG Phone 9. O resultado esperado é mais fluidez em jogos pesados e multitarefa, algo que, até pouco tempo, era exclusividade de aparelhos bem mais caros.
Bateria gigante e recarga de 100 W: adeus ao “vício” na tomada
Se autonomia é fator decisivo para você, prepare-se: o Turbo 5 traz uma célula de 7.560 mAh, 50 % maior que o “padrão” de 5.000 mAh que encontramos em rivais como Galaxy A55, Moto G85 5G ou Realme 12+. Segundo estimativas internas, isso se traduz em até dois dias completos de uso moderado ou mais de 10 horas de tela em jogos competitivos a 120 Hz.
Para não transformar a carga em novela, a Xiaomi incluiu recarga HyperCharge de 100 W (0 → 100 % em cerca de 45 min) e carregamento reverso de 27 W, útil para fones TWS ou até outro celular.
Tela de 3.500 nits: brilho digno de flagship
O painel AMOLED de 6,59″ entrega resolução 1,5K (2.756 × 1.268 px), taxa de 120 Hz, profundidade de 12 bits e compatibilidade com HDR10+ e Dolby Vision. O destaque é o pico de 3.500 nits, superando modelos premium como o iPhone 17 Pro (3.000 nits) e o Galaxy S26 Ultra (2.600 nits). Para quem joga ao ar livre ou consome streaming HDR, é um salto de visibilidade.
Câmeras que prometem consistência
Na traseira encontramos um sensor principal Sony IMX882 de 50 MP com abertura f/1.5, PDAF e OIS. A lente ultrawide de 8 MP e a frontal de 20 MP completam o conjunto. Não se trata de um estúdio móvel como o Xiaomi 17 Ultra, mas gravação em 4K 60 fps com HDR10+ já coloca o Turbo 5 um degrau acima dos intermediários comuns.
Imagem: Internet
Construção, conectividade e software
- Corpo em alumínio e vidro, espessura de 8,18 mm e 204 g.
- Certificação IP68/IP69K contra água e poeira.
- Alto-falantes estéreo com áudio Hi-Res (24-bit/192 kHz) e Bluetooth 5.4 com LDAC e LHDC 5.
- Wi-Fi 6, NFC, emissor infravermelho e leitor de digitais sob a tela.
- Android 16 sob a HyperOS 3, que promete três anos de updates de versão e cinco de segurança.
Quanto custa na China (e o que esperar no Brasil?)
A Xiaomi abriu pré-venda nas cores Auspicious Cloud White, Light Sea Green e Shadow Black. Veja os preços convertidos:
- 12 GB + 256 GB: ~R$ 1.680
- 12 GB + 512 GB / 16 GB + 256 GB: ~R$ 1.915
- 16 GB + 512 GB: ~R$ 2.145
Mesmo acrescendo impostos de importação ou o tradicional “câmbio POCO” quando chegar ao Ocidente, o Turbo 5 tem tudo para se posicionar perto de rivais como POCO F6 Pro, Galaxy A55 e Realme 12 Pro+ — mas trazendo bateria maior e chip mais recente. Se você estava de olho em um upgrade para jogos mobile ou maratonas de streaming, vale acompanhar de perto.
No momento, a marca não confirmou lançamento global, mas o histórico mostra que a série Turbo costuma virar POCO X ou F nos mercados internacional e brasileiro. Fique ligado: quando (e se) o aparelho chegar às vitrines nacionais, ele deve agitar o segmento de até R$ 3 mil, competindo inclusive com modelos vendidos oficialmente na Amazon Brasil.
Com informações de Mundo Conectado