O WhatsApp começou a liberar no Brasil o novo recurso Configurações Rigorosas da Conta, uma camada extra de segurança pensada para quem não pode correr riscos — jornalistas, executivos, influenciadores e qualquer usuário que tema ataques de spyware. A função bloqueia automaticamente as principais brechas usadas em golpes e espionagem digital, mantendo a já tradicional criptografia de ponta a ponta do mensageiro.
O que muda na prática?
Ao ativar o modo, o aplicativo restringe interações que normalmente são inocentes, mas que hackers adoram explorar:
- Bloqueio de anexos desconhecidos: imagens, PDFs ou APKs vindos de números fora da sua agenda ficam retidos;
- Limitação de funções sensíveis: recursos como clonar a conta em outro aparelho ou realizar backup em nuvem passam a exigir etapas extras de verificação;
- Proteção contra links suspeitos: quaisquer URLs enviadas por contatos não verificados são sinalizadas antes do clique.
Em outras palavras, o app reduz drasticamente a “superfície de ataque” que softwares espiões, como o notório Pegasus, costumam usar. É um salto de segurança comparável ao que a Apple oferece com o Lockdown Mode no iPhone — agora disponível também para quem usa Android e iOS via WhatsApp.
Como ativar as Configurações Rigorosas
O rollout é gradual, mas vale checar agora mesmo:
- Abra o WhatsApp e toque em Configurações;
- Selecione Privacidade;
- Clique em Configurações avançadas (ou Advanced settings, em builds ainda não traduzidas);
- Habilite Configurações Rigorosas da Conta.
O recurso é opcional e pode ser desativado a qualquer momento — ideal para quem alterna entre trabalho sensível e uso casual.
Por que isso importa para você?
Se ataques direcionados pareciam coisa de filme, vale lembrar que golpes com anexos maliciosos custaram mais de US$ 8 bilhões às empresas em 2023, segundo relatório da IBM. Para o usuário comum, o impacto chega em forma de contas clonadas, cartões vazados e, no pior cenário, extorsão.
Além de ativar o novo modo, especialistas recomendam passos complementares fáceis de adotar:
Imagem: Internet
- Usar chaves de segurança físicas (YubiKey, Feitian) para logins sensíveis — a maioria já vende no Brasil pela Amazon;
- Manter o smartphone atualizado e, se possível, com uma capinha anti-espionagem que bloqueia acesso à câmera e ao microfone;
- Instalar um antivírus mobile reconhecido, como Bitdefender ou Kaspersky, para detecção de spyware em tempo real.
Rust no coração do WhatsApp: segurança a nível de código
A Meta também revelou que partes do mensageiro agora são escritas em Rust, linguagem que evita falhas de memória — exatamente o tipo de brecha que hackers usam para executar código malicioso. O resultado? Menos vulnerabilidades de baixo nível e mais sossego para quem troca fotos, vídeos ou arquivos de trabalho pelo app.
A função é gratuita, mas vem aí um WhatsApp premium
A empresa confirmou que o modo rigoroso não terá custo algum. Paralelamente, a Meta estuda lançar versões pagas do WhatsApp, Instagram e Facebook com funções extras — algo semelhante ao Twitter Blue. Detalhes ainda são escassos, mas é provável que recursos avançados de personalização e produtividade fiquem por trás da assinatura.
Enquanto o serviço premium não chega, ativar as Configurações Rigorosas pode ser o upgrade de segurança que faltava para suas conversas (e seus dados bancários) dormirem tranquilos.
Com informações de Mundo Conectado