O aplicativo de mensagens mais popular do Brasil pode ganhar um novo modelo de negócio em breve. De acordo com trechos de código encontrados na versão 2.26.3.9 do WhatsApp, a Meta trabalha em um plano de assinatura que remove anúncios dos recursos Status e Canais. Se confirmado, será a primeira vez que o mensageiro cobrará diretamente do usuário desde que abandonou a taxa anual de US$ 0,99, em 2016.
O que foi descoberto no código-fonte
A equipe do Android Authority localizou strings de texto que fazem referência a uma “assinatura sem anúncios”. Entre elas, há instruções para:
- Mostrar o novo preço mensal ao usuário;
- Reduzir o valor caso a conta seja desvinculada do Centro de Contas da Meta;
- Alertar que o app continuará funcionando gratuitamente, mas com publicidade, para quem não assinar.
Por que a Meta quer cobrar?
Em 2025, a empresa iniciou testes de anúncios no Status (equivalente aos Stories do Instagram) e nos Canais. A reação foi majoritariamente negativa, mas a Meta enxergou uma oportunidade: manter a receita de publicidade e, ao mesmo tempo, oferecer uma opção paga para quem quer uma experiência limpa — modelo semelhante ao do Instagram e Facebook sem anúncios disponível hoje na União Europeia.
Quanto pode custar? Veja comparações
O código ainda não revela preços, mas vale analisar o mercado:
- Instagram/Facebook sem anúncios: €9,99/mês na web ou €12,99 em dispositivos móveis na UE;
- Telegram Premium: R$ 24,90/mês no Brasil, com recursos extra e remoção de anúncios em canais públicos;
- YouTube Premium: R$ 24,90/mês, eliminando anúncios e oferecendo download de vídeos.
Se a Meta mantiver a paridade, o valor do WhatsApp poderia ficar em torno de R$ 20 a R$ 30 mensais, mas isso permanece especulação.
Usuários podem ficar limitados por região?
No Facebook e Instagram, a assinatura sem anúncios só existe em países do Espaço Econômico Europeu por exigência regulatória. No WhatsApp, não há menção explícita a bloqueio geográfico, porém analistas não descartam uma estreia restrita — por exemplo, na UE ou em mercados de alto poder aquisitivo — antes de expandir globalmente.
Impacto prático para você
Para quem vive grudado no WhatsApp — seja em grupos da família ou acompanhando promoções de hardware no nosso canal — a assinatura:
Imagem: Internet
- Promete timeline de Status sem banners invasivos;
- Garante visualização dos Canais sem interrupções, ideal para quem segue criadores de conteúdo ou marcas;
- Pode influenciar como empresas de e-commerce divulgam ofertas, migrando do bombardeio publicitário aberto para conteúdo mais qualificado nos Canais.
E quem não quiser pagar?
Nada muda por enquanto: o app seguirá gratuito. A Meta, porém, tende a intensificar a exibição de anúncios para tornar a assinatura mais atraente, estratégia já vista em outros serviços de streaming e redes sociais.
Próximos passos
Com a análise do código ainda em estágio inicial, detalhes como preço, data de lançamento e países atendidos devem surgir nas próximas compilações beta. Fique de olho: atualizaremos assim que novas informações aparecerem.
No curto prazo, vale monitorar seu app e manter o WhatsApp Beta atualizado se quiser ser um dos primeiros a testar a possível versão “premium”.
Com informações de Mundo Conectado