Os primeiros testes independentes confirmam o que rumores já sugeriam: o Exynos 2600, próximo chip topo de linha da Samsung, ultrapassou seus concorrentes diretos em um dos cenários mais exigentes para GPUs móveis — o ray tracing. O resultado é especialmente relevante porque antecipa o desempenho gráfico que veremos no Galaxy S26, previsto para chegar às lojas no início de 2026.
Ray tracing: por que você deveria se importar?
Diferentemente dos métodos tradicionais de renderização, o ray tracing calcula o caminho de cada raio de luz em tempo real, gerando reflexos, sombras e refrações muito mais realistas. Em termos práticos, isso se traduz em gráficos de console nos jogos mobile, iluminação dinâmica em aplicativos de realidade aumentada e maior imersão em streaming de jogos via nuvem.
Os números do confronto
O benchmark GPU Score In Vitro 1.0 (módulo Mobile Raytracing) mostra a seguinte fotografia de desempenho:
- Exynos 2600 (GPU Xclipse 960 / RDNA 4): 8.321 pontos
- Snapdragon 8 Elite Gen 5 (GPU Adreno 840): 7.649 pontos
- MediaTek Dimensity 9500 (GPU Mali-G1 Ultra MC12): 7.075 pontos
Traduzindo percentualmente, o novo Exynos é 8,8 % mais rápido que o rival da Qualcomm e abre 17,6 % sobre a proposta da MediaTek.
O que mudou no Exynos deste ano?
A maior novidade é a estreia da arquitetura RDNA 4 da AMD em smartphones. Até então, a Samsung utilizava GPUs baseadas nas soluções Mali da ARM. A migração para a mesma base tecnológica empregada em placas de vídeo de PCs e no futuro PlayStation 5 Pro traz três ganhos principais:
- Mais unidades de cálculo dedicadas a ray tracing – essencial para manter gráficos avançados sem travamentos.
- Eficiência energética aprimorada – impacto direto em autonomia de bateria, algo decisivo em um aparelho premium.
- Compatibilidade futura – engines populares como Unreal Engine 5 e Unity já otimizaram pipelines para RDNA.
Exynos 2600 x Exynos 2400: salto de geração
Embora o Exynos 2400 já tivesse surpreendido no Galaxy S25 com suporte inicial a ray tracing, sua GPU Xclipse 940 (RDNA 3) ficava em torno dos 6.300 pontos no mesmo teste. O avanço para 8.321 pontos representa aproximadamente 32 % de ganho bruto em uma única geração, superando a média de evolução anual vista em chips móveis.
O dilema regional continua
Fiel à estratégia de anos anteriores, a Samsung deve adotar processadores diferentes conforme o mercado. América do Norte e China tendem a receber o Snapdragon 8 Elite Gen 5, enquanto Europa, parte da Ásia e América Latina devem ficar com a versão Exynos. Isso significa que o consumidor brasileiro provavelmente será um dos primeiros a experimentar a GPU RDNA 4 em um smartphone.
Imagem: Internet
Impacto prático para games e apps pesados
Para quem joga títulos como Call of Duty Mobile, Genshin Impact ou utiliza aplicativos de edição 3D no celular, a vantagem do Exynos 2600 deve ser percebida em:
- Taxas de quadro mais estáveis com qualidade gráfica no máximo.
- Menor aquecimento graças ao novo sistema de dissipação redimensionado pela Samsung.
- Maior vida útil da bateria durante sessões prolongadas de jogo ou streaming.
Concorrentes em alerta
O desempenho agressivo da Samsung pressiona Qualcomm e MediaTek a acelerarem suas próximas gerações. Rumores apontam que a Qualcomm deve integrar núcleos de ray tracing dedicados no futuro Snapdragon 9, enquanto a MediaTek investe na parceria com a Arm para refinar a Mali-G2.
Fique de olho no Galaxy S26
Com lançamento global já confirmado para o primeiro trimestre de 2026, o Galaxy S26 tem tudo para ser o primeiro smartphone a chegar às prateleiras com GPU RDNA 4. Se você considera trocar de aparelho para jogar ou trabalhar com gráficos pesados, vale acompanhar de perto as especificações finais — especialmente a versão que será vendida oficialmente no Brasil.
Em resumo, os 8.321 pontos do Exynos 2600 no teste de ray tracing não são apenas números: eles indicam uma experiência mais fluida, visualmente impressionante e eficiente em consumo de energia. Resta saber se, na prática, a diferença se manterá em jogos otimizados e títulos futuros — e, claro, se a Qualcomm responderá à altura.
Com informações de Mundo Conectado