Substituir desempenho por design? Parece coisa do passado. A Honor apresentou na China o Magic8 Pro Air, um smartphone premium de apenas 6,1 mm de espessura e 155 g que não abre mão de bateria parruda nem de tela superbrilhante. Com isso, entra no radar de quem cogita um iPhone “Air” ou um Galaxy topo de linha, mas quer ir além da estética: busca fôlego para jogos, fotografia de viagem e rotina carregada.
Design ultrafino que não economiza em acabamento
Encaixado em um chassi de alumínio e vidro, o Magic8 Pro Air ostenta um perfil pouco maior que um cartão de crédito. A Honor escolheu a certificação IP68/IP69 para selar o aparelho contra água e poeira — vantagem rara em modelos tão delgados. Para quem vive conectado e leva o aparelho para academia, praia ou trilha, essa resistência extra dá tranquilidade.
Tela LTPO AMOLED: brilho recorde para qualquer cenário
O display de 6,31” QHD+ (1.216 × 2.640 px) usa painel LTPO, regulando a taxa de atualização entre 1 e 120 Hz conforme o conteúdo, o que economiza energia quando você lê texto estático e libera fluidez máxima em jogos. O pico de 6.000 nits torna o Magic8 Pro Air, pelo menos no papel, um dos celulares mais visíveis sob sol forte — superando marcas divulgadas por iPhone 15 Pro (2.000 nits) e Galaxy S24 Ultra (2.600 nits).
Processador MediaTek Dimensity 9500: pronto para 2026 (e para games de 120 fps)
No coração do aparelho está o Dimensity 9500, fabricado em 4 nm, aliado a até 16 GB de RAM LPDDR5x e 1 TB em UFS 4.1. Em benchmarks divulgados pela mídia chinesa, o chip fica entre o Snapdragon 8 Gen 3 e o Exynos 2400, mas consome menos energia em sessões prolongadas de jogo. Os gamers de plantão ainda contam com câmara de vapor ampliada para dissipar calor — algo raro em smartphones ultrafinos e essencial para manter fps estáveis.
Câmeras triplas: zoom ótico periscópico e sensor noturno grande
Ao contrário de rivais minimalistas que sacrificam ótica pela finura, a Honor embutiu um conjunto respeitável:
- Principal: 50 MP, f/1.6, OIS, sensor 1/1,3”
- Telefoto periscópica: 64 MP, zoom ótico 3,2× (até 100× digital)
- Ultrawide/Macro: 50 MP, 112°
Essa combinação cobre desde paisagens amplas até retratos distantes, com promessa de bons resultados noturnos graças à abertura ampla e estabilização dupla (OIS + EIS). A gravação vai a 4K 60 fps nas câmeras frontal e traseiras.
Bateria de silício-carbono: 5.500 mAh em corpo de 6,1 mm
O trunfo do Magic8 Pro Air está na nova célula de ânodo de silício-carbono, tecnologia que armazena mais energia em menos espaço. São 5.500 mAh com carregamento rápido de 80 W via cabo, 50 W sem fio e reverso para acessórios. Em números internos, a Honor fala em 0 a 100 % em ~60 minutos e mais de 1,5 dia de uso moderado — números que colocam o aparelho à frente de iPhone 15 Pro Max (4.422 mAh) e Galaxy S24 Plus (4.900 mAh) quando olhamos a relação tamanho/ capacidade.
Imagem: Internet
Conectividade nível 2026
Além do 5G global, o Magic8 Pro Air entrega Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0 com LE Audio e LDAC, NFC multifuncional, emissor infravermelho e GPS dupla banda — pacote completo para casas inteligentes, fones sem fio de alta resolução e pagamentos por aproximação.
Disponibilidade, cores e preços
O lançamento estreia em 23 de janeiro na China em quatro opções: Shadow Black, Fairy Purple, Feather White e Light Orange. Ainda não há previsão oficial para Brasil ou outros mercados, mas a Honor segue expandindo canais de importação via Amazon Global, onde a marca costuma ativar cupons nos primeiros dias de venda.
- 12 GB + 256 GB — CNY 4.999 (≈ R$ 4.150)
- 16 GB + 1 TB — CNY 5.999 (≈ R$ 4.980)
O que isso significa para você?
Se você curte smartphones leves, mas se irrita com bateria que não dura até o fim do expediente ou câmeras básicas, o Magic8 Pro Air coloca pressão em Apple e Samsung ao provar que dá para ser fino sem pedir sacrifícios. Para quem joga no celular, a combinação de Dimensity 9500, taxa de 120 Hz adaptativa e resfriamento dedicado promete sessões mais longas e silenciosas. E se fotografia é prioridade, o zoom periscópico de 64 MP chega para rivalizar com o Galaxy S24 Ultra, só que em um corpo 25 % mais fino.
Resta saber quando (e por quanto) o modelo aterrissa oficialmente no Ocidente. Com a corrida dos ultrafinos pegando fogo para 2026, vale ficar de olho: uma importação no lançamento pode ser oportunidade de garantir um dos celulares mais equilibrados do ano — e um dos mais elegantes, sem dúvida.
Com informações de Mundo Conectado